
São Paulo – Engenheiros do hospital infantil Nemours-Akfred I. duPont, na Flórida, nos Estados Unidos, usaram uma impressora 3D para criar “braços mágicos”. Eles funcionam como um exoesqueleto capaz de devolver os movimentos dos braços de Emma Lavelle, uma menina de dois anos.
Emma nasceu com artrogripose múltipla congênita, uma doença neuromuscular rara que atrofia articulações e membros. Por causa disso, ela não podia mover os braços para brincar com blocos, comer sozinha ou abraçar seus pais e amigos.
Na verdade, os “braços mágicos” se chamam Wilmington Robotic Exoskeleton WREX. Eles fazem parte de um mecanismo modular para os membros superiores montado com frequência em cadeiras de rodas.
Porém, esse sistema tem todas as partes feitas com barras de metal articuladas, faixas plásticas de resistência, pequenas peças impressas em 3D e é bem grande. Por isso, o mecanismo precisou ser adequado para Emma. Então, os cientistas desenvolveram algo com a forma de uma jaqueta personalizada feita com plásticos impressos em três dimensões.
Os membros superiores têm faixas esportivas resistentes com as peças. Elas fornecem a sensação de flutuação e auxiliam no movimento voluntário da criança.
A facilidade da impressão em 3D possibilita a personalização das peças. Quando uma quebra, é só imprimir outras. Por isso, o instrumento deve ganhar novas versões de acordo com as suas medidas para poder acompanhar o crescimento de Emma. Ela usa o mecanismo todos os dias para brincar e ir para a escola.

