O presidente da Turquia, Abdullah Gul, descartou nesta sexta-feira (7) qualquer suspensão ao Facebook e ao YouTube, depois que o primeiro-ministro Tayyip Erdogan ameaçou bani-los, numa tentativa de impedir adversários políticos de divulgarem anonimamente gravações que supostamente revelam casos de corrupção e outras irregularidades por parte do seu círculo íntimo.
Na gravação mais recente, divulgada na noite de quinta-feira (6) no YouTube, Erdogan é supostamente ouvido ao telefone gritando impropérios ao dono de um jornal por causa de uma reportagem e sugerindo que os jornalistas fossem demitidos, num material que deve acentuar as preocupações com a liberdade de imprensa e com o estilo autoritário de Erdogan.
O premiê, que nega qualquer denúncia de corrupção, acusa seu ex-aliado Fethullah Gullen, um pregador muçulmano turco radicado nos EUA, de “fabricar” as gravações de áudio. Gulen, que nega envolvimento, tem muitos seguidores na Turquia, especialmente dentro da polícia e do Judiciário.
O presidente…
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