
Um estudo realizado em um hospital de Cambridge, no Reino Unido, atestou que a qualidade das máscaras que os profissionais de saúde usam interfere diretamente no risco de infecção por coronavírus.
A pesquisa, que ainda não foi revisada por pares, mostrou que enquanto máscaras cirúrgicas comuns apresentam um alto risco de contaminação, as máscaras conhecidas como PFF3 podem fornecer até 100% de proteção.
Os dados foram coletados durante um programa de testes da entidade NHS Foundation Trust, ligada ao Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).
Durante a maior parte de 2020, o hospital seguiu a recomendação do governo que previa a utilização de máscaras cirúrgicas na maior parte do tempo, exceto em situações específicas. Ainda que sejam resistentes a fluidos, esses acessórios são considerados relativamente frágeis e podem ficar frouxos com facilidade.
Além disso, as máscaras cirúrgicas não tem o objetivo de filtrar aerossóis infecciosos, partículas minúsculas do vírus que permanecem no ar e são vistas como grande fonte de infecção.
O estudo descobriu também que os profissionais da saúde que cuidam dos pacientes nas chamas “alas vermelhas”, aquelas onde há pacientes com Covid-19, têm um risco até 47 vezes maior do que aqueles que estão nas “alas verdes”, área sem pacientes com a doença.
Ainda de acordo com a pesquisa, os profissionais continuavam se contaminando com o vírus mesmo após seguir todos os protocolos necessários. […]
Covid-19: risco de infecção varia de acordo com a máscara, diz estudo

