Diante do reconhecimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do risco de intoxicação de alimento humano por monoetilenoglicol, da mesma forma que ocorreu com lotes de petiscos para cães, um novo desafio é imposto: o de mapear quais alimentos podem estar contaminados. Até o momento, 54 cachorros foram mortos após consumirem o alimento a base de propilenoglicol adulterado. Agora, a Anvisa tenta mapear a possível venda da substância contaminada para a indústria alimentícia. Uma tarefa complicada já que, segundo especialistas, a lista de comidas que levam propilenoglicol é extensa e vai de produtos lácteos a sucos artificiais.
O propilenoglicol, segundo o professor do curso de engenharia do Ibmec BH, Paulo Henrique Tavares, é “muito usado na indústria alimentícia”. “De forma geral, o propilenoglicol é colocado em alimentos que precisam se manter úmidos por mais tempo. Até exemplifiquei uma vez com o panetone. Ele fica um tempo no mercado, quando a pessoa compra acaba encontrando-o molhadinho ao fatiar”, diz.
Além do panetone, outros alimentos que levam propilenoglicol são: massas de bolo, biscoito, coco ralado, alguns laticínios e até mesmo bebidas alcoólicas.

Anvisa reconhece risco de intoxicação de alimento humano por monoetilenoglicol | O TEMPO


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