O Brasil registrou deflação pelo terceiro mês consecutivo, algo não visto no país desde 1998. Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficou em -0,29%, conforme divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Pedro Kislanov, gerente da pesquisa, explicou o fenômeno de recuo dos preços em 1998. “Naquele ano também foi no mesmo trimestre, de julho, agosto e setembro”, destacou . Todavia, a deste ano é a maior deflação acumulada da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 1980.
A redução no preço dos combustíveis foi o que mais contribuiu para conter a alta de preços.
“A gasolina é o item que, individualmente, mais vem impactado no IPCA negativo nestes últimos três meses. Ela é o item individual que mais pesa na composição do indicador”, disse Kislanov.
A queda na taxa de setembro foi a menos intensa destes três meses de queda do indicador: em julho, ficou em -0,68%, e em agosto ela foi de -0,36%.
No ano, a inflação acumulada até setembro é de 4,09% e, nos últimos 12 meses, de 7,17%, ainda bem acima da meta do governo para este ano, que é de 3,5%, podendo variar entre 2% e 5%. O Conselho Monetário Nacional já admitiu, porém, que a meta não deve ser cumprida neste ano.

Brasil tem deflação pelo 3º mês seguido, algo inédito desde 1998


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