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  • Videogame passa a aceitar pagamento em bitcoin

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    (Foto: Reprodução)

    A bitcoin continua a se popularizar como alternativa ao dinheiro tradicional. O videogame open-source OUYA — que roda games de Android — anunciou nesta quinta-feira pelo Twitter que passará a aceitar o dinheiro virtual em pagamentos, assim como fez recentemente a companhia aérea Virgin Galactic.

    A bitcoin experimenta uma ascensão inédita. No fim do mês passado, foi cotada pela primeira vez acima de US$ 1 mil depois de sucessivas altas registradas nas semanas anteriores. A valorização aconteceu após autoridades norte-americanadas reconheceram a legitimidade da moeda em função de seus benefícios para uso nas transações financeiras.

    Alguns especialistas, no entanto, demonstram ceticismo. A analista Iabella Kaminska, da FT Alphaville, e os cientistas da computação Emim Gün Sirer e Ittay Eyal, ambos da Universidade de Cornell, acreditam que a bitcoin pode entrar em colapso em breve devido à sua escassez, já que precisa ser mineirada para ter sobrevida. O limite digital é de 21 milhões de unidades, mas já há 12 milhões em circulação

    Curiosidades na internet.

  • Um estudo sobre Bitcoin: a moeda do futuro?

    Acesse:http://tecnoblog.net/140247/estudo-sobre-bitcoin/

    Nesta primeira parte, entenda de onde veio a moeda livre de associação com governos, autorregulada e complicadíssima de ser “lavada” que pode revolucionar a economia mundial

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    Ao ouvir uma conversa sobre Bitcoins, parece que estão falando sobre uma mistura de mineração no Starcraft com moedas virtuais que você compra pra pagar a fazendinha do Facebook. Mas não se deixe enganar pelo ar de brincadeira e futurismo: a Bitcoin já evoluiu do status de “item nerd” para “unidade de contagem” na Alemanha, onde já é possível pagar pela sua cerveja usando Bitcoins.

    Em uma Europa apertada com a crise econômica, houve até quem investisse a grana da herança convertendo-a na nova moeda digital. Felizmente, foi uma ótima sacada. Heidi Leyton,entrevistada pelo Guardian, explica que esses herdeiros, que são conhecidos seus, conseguiram transformar 30 mil dinheiros em 600 mil dinheiros em um período de cerca de 3 anos e meio ao investir em Bitcoins. Nada mal, não?

    E pra ajudar o leitor do TB a entender o que é e pra que serve a Bitcoin, vamos tentar destrinchar o assunto em miúdos e sem muitas delongas pra você finalmente entender qual é essa revolução que a moedinha virtual pode trazer.

    Dinheiro independente

    A grande bandeira da Bitcoin é ser uma moeda que independe de controle governamental e que permite transações “semi-anônimas”. As taxas atreladas à Bitcoin são baixíssimas, no geral associadas a casas de câmbio, mas o seu valor de mercado atual é bem alto – a cotação no site Preev mostra que 1 Bitcoin (abreviado como BTC) equivale a 123 dólares.

    A moeda digital teria sido criada por um programador de nome Satoshi Nakamoto, mas ahistória do seu surgimento lembra muito filmes de ficção científica. Depois de trazer esse bem para o mundo (mesmo que virtual), Satoshi simplesmente desapareceu, se tornando completamente irrastreável na rede – tanto que perguntar se você é Satoshi Nakamoto é uma piada nerd comumente respondida com “não, mas se fosse, também não diria”.

    Há quem acredite, no entanto, que Satoshi não seria uma pessoa real, mas sim um pseudônimo usado por um grupo de desenvolvedores para ser a persona criadora da Bitcoin. Há teorias que supõem que Satoshi seja, na verdade, um economista da Finlândia, um especulador financeiro norte-americano, um estudante de Dublin ou até mesmo um pseudônimo criado com o acrônimo de quatro grandes corporações mundiais – Samsung, Toshiba, Nakamichi e Motorola.

    Identidade de Satoshi à parte, esse personagem descreve em um artigo científico como seria o funcionamento da Bitcoin, apresentando-a como uma solução para o problema financeiro do mundo moderno, já que se trata de uma moeda que não precisa se apoiar na confiança – de governos, de bancos, da estabilidade política – mas sim em provas criptográficas, e que tem o potencial de se tornar uma moeda global.

    Assim, surgia a ideia de uma moeda virtual em que as transações são irreversíveis e é garantida a idoneidade da transferência através de segurança criptográfica. Com um complexo algoritmo matemático, Bitcoins são geradas de forma limitada. É preciso o esforço de máquinas que resolvem complexos problemas e produzem a moeda, em um processo conhecido como mineração, uma alusão ao esforço dedicado das máquinas para obter o dinheiro virtual.

    Aparato para minerar Bitcoins; há controvérsias se os gastos em equipamento e energia compensam o valor recebido, mas esse será o assunto da parte 2

    Aparato para minerar Bitcoins; há controvérsias se os gastos em equipamento e energia compensam o valor recebido, mas esse será o assunto da parte 2

    Com isso, as transações financeiras se tornam basicamente uma troca de bits. Uma quantidade de bits passa de um lado para o outro, com uma autorização criptografada do proprietário, e pronto, você se torna um feliz proprietário de algumas Bitcoins. Rápido, prático, com um processo verificável, já que o número de Bitcoins gerada é limitada e de conhecimento público, e sem precisar se preocupar com estabilidade política ou econômica do país que regula a moeda, já que ele não existe.

    Charlie Hall, do site Polygon, fez uma interessante analogia do funcionamento de uma transferência de Bitcoins, que explica bem qual a graça do sistema. O princípio básico é o de que tudo é aberto e todos podem ver todas as Bitcoins, mas apenas os seus proprietários podem acessá-las e fazerem o que quiserem com elas, tornando o sistema altamente verificável. “Imagine as Bitcoins não como uma pilha de coisas físicas, mas como um enorme oceano de código. As chaves privadas [de cada proprietário de Bitcoins] permitem que as pessoas alcancem esse oceano e peguem apenas as moedas que lhes pertencem, e então transfiram as propriedades delas para quem quiserem”, explica.

    O problema, destaca Hall, é que esse oceano não regulamentado e pouco rastreável oferece uma oportunidade única para criminosos cibernéticos atuarem, recebendo em Bitcoins e depois fazendo o câmbio em dinheiro do mundo real, sem precisar prestar contas de como, quando ou com quem conseguiram tais valores.

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  • Caixa eletrônico em miniatura permite troca de dinheiro por Bitcoins

    Acesse:http://canaltech.com.br/noticia/mercado/Caixa-eletronico-em-miniatura-permite-troca-de-dinheiro-por-Bitcoins/

    Bitcoins

    A essa altura, você provavelmente já ouviu falar da moeda virtual que pode ser utilizada para trocas comerciais P2P na Internet e é independente de instituições financeiras, a Bitcoin. (Se não, dá uma olhada nesta matéria que fizemos sobre o assunto). Uma das dificuldades para quem já utiliza essa moeda, entretanto, pode ser justamente a obtenção dela, que depende de um processo complexo de “mineração” ou de lojas de câmbio online.

    Mas para criar mais uma alternativa de obtenção dessa moeda, a startup Lamassu está prestes a lançar os primeiros caixas eletrônicos físicos para o câmbio de Bitcoins no mercado. Apresentada pela primeira vez no começo deste ano, a Bitcoin ATM deve começar a ser vendida para lojistas a partir de julho de 2013. Segundo a Lamassu, o preço das máquinas será de aproximadamente US$ 5 mil (cerca de R$ 10 mil) e a empresa não fará qualquer retenção de dinheiro no câmbio.

    Bitcoin ATMA Bitcoin ATM deve começar a ser vendida para lojistas a partir de julho de 2013 (foto: Lamassu)

    O processo de câmbio é bem simples e leva cerca de 15 segundos. Primeiro, basta deixar a máquina escanear um código QR no smartphone do usuário, que terá as informações da carteira de Bitcoins para qual a máquina deverá enviar a quantia de moedas virtuais. Depois disso, o usuário só precisa inserir a nota física (de dólar ou euro, por enquanto). A conversão será feita na máquina e as Bitcoins colocadas na carteira do comprador.

    De acordo com os inventores da máquina, os irmãos Zach Harvey e Josh Harvey, a Bitcoin ATM é mais simples que a transferência online, o que deve facilitar a popularização da moeda virtual. “Se você quiser abrir uma conta com MtGox [“casa de câmbio” de Bitcoin], você tem que  se conectar com eles e o processo de registro pode levar até 30 dias. Atualmente, eles têm realmente uma grande fila para registro, que gira em torno de 16.000 ou 20.000 pessoas”, explicou Harvey ao site Mashable.

    Harvey afirma que tem “muito” de sua poupança em Bitcoins e afirma que não está preocupado com as recentes flutuações do preço da moeda. De certa forma, o criador acredita que o Bitcoin ATM pode até funcionar como um estabilizador da moeda, já que corta os intermediários das transações.

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