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  • Brasileiro pretende revolucionar a medicina com invenção que deve aposentar os termômetros

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    Marc Abreu, que é médico e físico, conseguiu desenvolver uma técnica que permite medir a temperatura do corpo captando o calor diretamente do cérebro

    A nova ferramenta já é considerada o “termômetro do futuro”Reprodução/Rede Record

    Há mais de três séculos, o homem utiliza o termômetro ou ferramentas similares para medir a temperatura e principalmente conseguir diagnosticar uma febre. Entretanto uma invenção criada por um brasileiro pretende revolucionar a medicina ao usar uma nova tecnologia que permite 100% de precisão nas variações de temperatura.

    A nova ferramenta, que ainda está em teste, já é considerada o “termômetro do futuro” e deve trazer benefícios para salvar vidas de atletas, bombeiros, crianças, mães e até de pacientes com câncer.

    O inventor deste termômetro revolucionário é o brasileiro  Marc Abreu, que é médico e físico. Ele conseguiu desenvolver uma técnica que permite medir a temperatura do corpo com precisão captando o calor diretamente do cérebro. Ao contrário do mecanismo tradicional que revela apenas a média ignorando as alterações mais bruscas, o novo dispositivo faz a medição de forma contínua e assim identifica todas as modificações da temperatura.

    Marc Abreu descobriu dois túneis no cérebro que funcionam como duas janelas para o cérebro, e são indicadores naturais de temperatura do corpo.  Trata-se de espaços com calor e luminosidade que permitem medições mais eficientes. Os túneis têm sete centímetros cada um. Eles partem do centro do cérebro, atravessam a parte frontal e terminam  no canto superior dos olhos, entre a testa e o nariz.

    São pontos exatos, sem gordura, ou seja, sem nada que obstrua a medição. A descoberta ganhou o nome de BTT (as iniciais em inglês para túnel de temperatura cerebral).

    — Basicamente o que eu descobri de uma forma simples, é o local no cérebro, no crânio que gera essa luz que nós captamos e que nessa informação térmica existe toda a fisiologia e mesmo a patologia do corpo.

    Logo depois de encontrar os túneis, o médico brasileiro ajudou a desenvolver os equipamentos que conseguem captar a temperatura diretamente do cérebro.

    Termômetro tradicional

    O termômetro convencional foi muito importante para a história da humanidade. Mas por melhor que seja não consegue captar a real temperatura do corpo.

    Isso acontece porque o corpo humano é coberto por camadas de gordura. O que impede que a temperatura seja registrada de forma exata pelos termômetros. Esse problema se agrava quando o paciente é um pouco mais gordo.

    Quem faz essa revelação surpreendente é Marc Abreu. Ele estudou o assunto durante mais de duas décadas no centro de pesquisa que comanda na Universidade de Yale, uma das mais prestigiadas do mundo, nos Estados Unidos.

    —Todos os termômetros, hoje esses digitais, eles não medem a temperatura eles adivinham. Existe um trabalho nos Estados Unidos dizendo que a maior falta dos pais no trabalho é por detecção errônea de temperatura. Então, o pai e a mãe ficam em casa porque a criança está com febre.

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  • Governo amplia acesso e mulheres de até 49 anos podem se vacinar contra a hepatite B

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    Ministério da Saúde anunciou  nesta semana o aumento da faixa etária que pode receber gratuitamente a vacina. Medida deve beneficiar mais de 150 milhões de brasileiros

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    Foto: Thinkstock

    O Ministério da Saúde anunciou nesta semana a ampliação da faixa etária que tem direito a vacinação gratuita contra a hepatite B pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. A partir de agora, mulheres com até 49 anos podem se vacinar gratuitamente em toda a rede pública de saúde.

    O processo de vacinação é bem simples. “São aplicadas três doses, a segunda entre 30 a 60 dias depois da primeira e, a última, 180 dias depois. Esse reforço é importante porque nem sempre o primeiro estímulo é suficiente para provocar a imunidade”, revela a médica hepatologista do Hospital 9 de julho, Dra. Marta Deguti.

    A vacinação ainda é o método mais eficaz para evitar a contaminação pelo vírus. No Brasil, a principal forma de transmissão é a prática de relações sexuais sem preservativo. “Pessoas que tenham realizado procedimentos dentários recentemente, que usam seringas compartilhadas, ou que são hemofílicos ou fazem hemodiálise devem ser investigadas”, afirma a médica.

    Vale lembrar que a vacina também é oferecida aos chamados “grupos de risco”, independentemente da faixa etária, como gestantes, manicures, pedicures, podólogos, caminhoneiros, bombeiros, policiais civis, militares, rodoviários, doadores de sangue, profissionais do sexo e coletores de lixo domiciliar e hospitalar.

    A doença

    A hepatite é uma doença grave que ataca o fígado, órgão essencial ao bom funcionamento do organismo. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 2,3 milhões de brasileiros são portadores da doença – a maioria (1,5 milhão) do tipo B. O diagnóstico da doença nem sempre é fácil, podendo levar anos até os primeiros sintomas aparecerem. Por isso, é importantíssimo que todos os que estejam dentro dos grupos de risco façam regularmente os testes. “Também é importante fazer o teste para a Hepatite B antes de tomar a vacina para evitar a falsa sensação de imunização, porque se a pessoa já estiver infectada, a vacina não terá efeito”, alerta a Dr. Marta Deguti.

    Para mais informações, procure o posto de saúde mais próximo ou entre em contato com o Disk Saúde pelo telefone 136.

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  • Pesquisadores desenvolvem pílulas com sensores para monitorar pacientes PUBLICIDADE

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    NICK BILTON
    DO “NEW YORK TIMES

    The New York TimesParecem comprimidos comuns, alongados e um pouco menores que vitaminas diárias. Mas, se o seu médico prescrevê-los num futuro não muito distante, poderá haver uma reviravolta num antigo clichê: “Tome dois desses computadores digeríveis, e eles me mandam um e-mail pela manhã”.

    Enquanto a sociedade luta contra problemas de privacidade relacionados a computadores vestíveis como o Google Glass, cientistas, pesquisadores e algumas start-ups já preparam a próxima e mais intrusiva onda da computação: aparelhos digestíveis e sensores minúsculos alocados dentro de comprimidos.

    Embora esses dispositivos ainda não estejam disponíveis ao público, algumas pessoas já os engolem para monitorar dados de saúde e compartilhá-los, pela internet, com um médico. E existem ainda protótipos de aparelhos miúdos que podem fazer coisas como abrir as portas do carro ou preencher campos de senha.

    Para trabalhadores de profissões extremas, como viagem ao espaço, várias versões dessas pílulas já são usadas há algum tempo. Mas, no próximo ano, o médico da sua família –se ele for adepto à tecnologia– poderá tê-las em seu kit de medicina.

    Dentro desses comprimidos estão pequenos sensores e transmissores. Você os engole com água, leite, o que preferir. Depois disso, eles seguem ao estômago e percorrem o intestino intactos.

    “Você irá –voluntariamente, devo dizer– tomar uma pílula que você pensa ser um medicamento, mas na verdade é um robô microscópico que irá monitorar seus sistemas” e transmitir o que está acontecendo pela rede, disse Eric Schmidt, presidente do conselho do Google, numa conferência da companhia no último outono. “Se eles fizerem a diferença entre a vida e a morte, você vai querer tomá-los.”

    Uma das pílulas, feita pela Proteus Digital Health, uma pequena empresa em Redwood City, na Califórnia, não precisa de bateria. No seu caso, o corpo é a fonte de energia. Assim como uma batata pode acender uma lâmpada, a Proteus adicionou magnésio e cobre em cada lado de seu sensor, de forma que os ácidos estomacais gerem energia suficiente para fazê-lo funcionar.

    Quando a pílula da Proteus atinge o fundo do estômago, envia os dados coletados para um aplicativo de celular. O computador pode monitorar o comportamento do uso dos medicamentos (“A Vovó já tomou seu remédio hoje? A que horas?”) e como o corpo do paciente está reagindo aos remédios. Ele também detecta os movimentos da pessoa e seu padrão de descanso.

    Executivos da empresa, que arrecadaram, recentemente, US$ 62,5 milhões (R$ 141 mi) de investidores, acreditam que essas pílulas vão ajudar pacientes com problemas físicos e neurológicos. Pessoas com dificuldades relacionadas ao coração poderiam monitorar o fluxo sanguíneo e a temperatura corporal; aqueles com problemas no sistema nervoso, incluindo esquizofrenia e mal de Alzheimer, poderiam monitorar seus sinais vitais em tempo real.

    A Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou o comprimido da Proteus na ano passado.

    Uma pílula chamada CorTemp, feita pela HQ Inc., em Palmetto, na Flórida, tem uma bateria interna e transmite, em tempo real, a temperatura do corpo enquanto percorre o interior do paciente.

    Bombeiros, jogadores de futebol, soldados e astronautas tem usado esses dispositivo, para que seus empregadores os monitorem e se certifiquem de que seus corpos não superaqueçam. Lee Carbonelli, chefe de marketing da HQ, disse que a companhia esperava ter, no ano que vem, uma versão para o público que se comunicasse com um app para smartphones.

    Gerações futuras dessas pílulas poderiam ser ferramentas de conveniência.

    No mês passado, Regina Dugan, vicepresidente sênior do grupo de tecnologia avançada da Motorola, exibiu um exemplo desse uso –junto com tatuagens de identificação de frequências de rádio que grudam à pele como adesivos– na conferência D:All Things Digital.

    Tendo a pílula em seu corpo, você poderá ter acesso ao seu smartphone sem a necessidade de digitar uma senha. Porque, em vez disso, você será a senha. Sente no carro e ele será ligado. Toque a maçaneta da porta de casa e ela será destravada automaticamente. “Seu corpo se tornará um token de autenticação, disse Dugan.

    Mas, se as pessoas estão preocupadas com privacidade por causa da ascensão dos computador vestíveis, espere só até elas descobrirem os computador digestíveis.

    “Essa é apenas outra daquelas tecnologias que nos trazem opções maravilhosas e terríveis ao mesmo tempo”, disse John Perry Barlow, cocriador da Electronic Frontier Foundation, um grupo de advocacia especializado em privacidade.

    “A vantagem é que há um grande número de coisas que você quer saber sobre si mesmo numa base contínua, especialmente se você é diabético ou sofre de alguma outra doença. A desvantagem é que a operadora do seu plano de saúde poderá saber todo o funcionamento do seu corpo.”

    E se esse minúsculo computador dentro de você fosse hackeado? Digamos que isso seria um problema.

    Existe ainda uma última pergunta para essa pílula. Depois que ela faz seu trabalho, passando pelo estômago e pelo intestino, o que acontece? “Ela atravessa o seu corpo naturalmente em 24 horas”, disse Carbonelli, da HQ. Mas, como cada pílula custa US$ 46 (R$ 104), “algumas pessoas escolhem recuperá-la e reciclá-la.

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