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  • UFRJ cria programas para que cegos e tetraplégicos usem o computador

    Acesse:http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/05/ufrj-cria-programas-para-que-cegos-e-tetraplegicos-usem-o-computador.html

    Desde 1993, um grupo do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ se dedica a desenvolver programas voltados para pessoas com deficiências físicas. O projeto completa 20 anos e rendeu a criação de vários softwares, dentre eles o Dosvox, voltado para pessoas cegas, e o Motrix, para usuários com deficiências motoras graves. Todos são gratuitos e compatíveis com Windows

    O Dosvox já é um programa conhecido e seus usuários realizam, inclusive, encontros anuais. O software tem cada vez mais aplicativos, com funções como agenda, calculadora, editor e leitor de textos, formatador para Braille, jogos, programas multimídia, utilitários de internet e outros. As aplicações são acessadas por meio de teclas específicas do teclado. O Dosvox, então, faz perguntas e confirma as ações tomadas por quem o utiliza.

    Interface do programa Dosvox (Foto: Reprodução/Dosvox)Interface do programa Dosvox (Foto: Reprodução/Dosvox)

    A aluna de comunicação da UERJ Daniela Tavares é usuária do programa e trabalha com comunicação nos projetos de acessibilidade da UFRJ. Com um tipo de degeneração na retina, a estudante usa o aplicativo principalmente para ler textos da faculdade e anotar telefones e compromissos na agenda. “O editor de texto, similar ao Word, também ajuda”, explica.

    Já o Motrix começou a ser desenvolvido em 2002, para permitir que pessoas com deficiências motoras graves tivessem acesso a computadores. “Lenira, uma médica tetraplégica há muitos anos, nos procurou com a ideia de criar uma forma de acionar o computador com a voz”, conta o professor José Antônio Borges, coordenador do projeto do NCE/UFRJ.

    O programa cumpre exatamente esta função. Ao pronunciar determinados comandos em inglês em um microfone, a pessoa é capaz de exercer funções simples no aparelho, como mexer o cursor do mouse e acionar aplicações do Windows. O usuário consegue ainda soletrar para o computador, mas o processo é lento, de letra por letra.

    Por mais que já existam muitas alternativas de reconhecimento de voz no mercado, Borges afirma que o software ainda não conseguiu se tornar mais completo porque essas tecnologias são caras. “Nosso programa tem que ser gratuito para ser acessível a todos e, por isso, acaba sendo mais precário”, explicou.

    Vítima de bala perdida na Estácio de Sá foi beneficiada com o projeto

    Luciana Novaes utilizando o MotrixLuciana Novaes utilizando o Motrix (Foto: Arquivo Pessoal)

    Há exatos 10 anos, Luciana Novaes foi vítima de uma bala perdida na universidade Estácio de Sá, onde estudava Enfermagem. Na época com 19 anos, a jovem ficou tetraplégica e teve que passar um ano e nove meses no hospital. Hoje, ela faz parte da Coordenadoria Geral de Direitos Humanos, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.

    Novaes lembra que enquanto ainda estava no hospital, o professor José Antônio Borges a procurou para ajudá-la. Como a estudante ainda não tinha recuperado a voz, o grupo desenvolveu um software similar ao Motrix, chamado de MicroFênix, mais específico para pessoas com dificuldade na fala.

    O programa era capaz de responder a comandos de sons específicos que a jovem conseguia fazer. Deste modo, ela podia, ao menos, acompanhar as redes sociais e ler notícias na internet. “Quando ele levou o aplicativo no hospital, eu comecei a ver um outro mundo além do quarto”, revelou.

    Atualmente, Novaes não utiliza mais o auxilio de programas para acessar o computador. “Como preciso de mais agilidade, algumas pessoas me ajudam nesta tarefa”, explica. O Motrix, no entanto, foi útil durante a graduação da jovem em Serviço Social, concluída em 2012. Nessa fase, ela já utilizava a versão tradicional, acionada pela voz.

    Para ampliar o acesso de pessoas aos Programas de Acessibilidade, os pesquisadores, em parceria com um projeto da Universidade Federal do Amazonas, buscam uma solução para os comandos serem todos realizados em português. Assim, a inclusão será ainda mais completa.

    Quem tiver interesse em usar os programas citados nesta matéria ou algum outro desenvolvido pelo projeto, basta acessar o site dos Projetos de Acessibilidade do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE/UFRJ).

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  • Prótese de retina restaura visão em ratos

    Acesse:http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/protese-de-retina-restaura-visao-em-ratos

    Pesquisadores conseguiram traduzir sinais usados pelos neurônios para se comunicar com o cérebro

    retinaMais de 20 milhões de pessoas ao redor do mundo são cegas ou estão em risco de ficar por causa de doenças degenerativas na retina (Thinkstock)

    Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram uma prótese que é capaz de restaurar a visão em retinas danificadas. Todas as próteses desenvolvidas até agora eram capazes de permitir uma percepção rudimentar da luz, sem grandes detalhes visuais. Agora, os pesquisadores conseguiram superar essa limitação ao incorporar, em um dispositivo de alta resolução, o código normalmente usado pela retina para se comunicar com o cérebro. A pesquisa foi realizada em ratos e publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

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    RETINITE PIGMENTOSA

    A retinite pigmentosa é um tipo de generação da retina que leva à perda da visão. Pacientes afetados sentem, inicialmente, cegueira noturna seguida de redução do campo visual. Muitas pessoas com retinite pigmentosa não ficam cegas até os 50 anos e alguns permanecem com parte da visão a vida toda.

    Mais de 20 milhões de pessoas ao redor do mundo são cegas ou estão em risco de ficar por causa de doenças degenerativas que afetam a retina, como a degeneração macular e a retinite pigmentosa. Nos olhos saudáveis, quando uma imagem entra na retina, ela é transformada em padrões de impulsos elétricos, que são transportados ao cérebro pelos neurônios da região. Nessas doenças, as células responsáveis por fazer essa tradução, os fotorreceptores, estão danificadas.  Enquanto isso, as outras células ficam intactas.

    As próteses fazem uso dessa característica ao contornar o tecido danificado e providenciar estímulo direto às células que sobreviveram. O que os pesquisadores da Universidade de Cornell fizeram foi entender o código usado para dirigir a tradução das imagens em impulsos elétricos e construir uma prótese capaz de imitar o processo.

    Ao usar o dispositivo, ratos cegos, conseguiram transmitir as informações visuais de modo correto em 90% das vezes. Com as próteses, os animais foram capazes de discernir traços faciais e rastrear visualmente uma imagem. De acordo com os autores, essa pesquisa deve levar, no futuro, ao desenvolvimento de uma prótese de retina efetiva para uso em humanos.

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