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  • Novo iPad tem estreia discreta na China

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/tec/1123222-novo-ipad-tem-estreia-discreta-na-china.shtml

    O lançamento da nova versão do tablet da Apple na China nesta sexta-feira foi discreto, sem as cenas caóticas que marcaram estreias anteriores da companhia em seu mais promissor mercado de crescimento.

    Consumidor chinês exibe a última versão do iPad, que começou a ser vendida em Pequim
    Consumidor chinês exibe a última versão do iPad, que começou a ser vendida em Pequim

    As filas calmas e ordenadas em Xangai e Pequim foram uma surpresa para muitos fãs chineses da marca, que costumavam virar a noite em longas filas ou comprar lugares de cambistas para adquirir os mais recentes produtos da companhia.

    “Fiquei um pouco surpreso por não haver fila. Achei que a fila seria longa, e por isso vim mais cedo”, disse Sun Xufei, que trabalha no setor de tecnologia e era o primeiro de uma pequena fila com cerca de 20 pessoas que aguardavam diante da loja da Apple em Lujiazui, Xangai.

    O lançamento do mais recente iPad, que oferece tela mais nítida e uma câmera melhor do que as versões anteriores do tablet, surge semanas depois que a Apple pagou US$ 60 milhões a uma companhia sediada em Shenzhen para encerrar uma disputa quanto à marca registrada iPad na China.

    A Apple adotou um sistema de reservas on-line que permitiu que controlasse o fluxo de pessoas às suas lojas e evitasse uma repetição do tumultuado lançamento do iPhone 4S, em janeiro, quando uma de suas lojas em Pequim foi atacada com ovos.

    “Meu amigo esteve aqui no ano passado e ficou o dia todo na fila. Acho que o processo atual é muito mais conveniente”, disse Wang Yue, 26, que estava na fila na loja de Lujiazui.

    A Apple tem duas lojas em Pequim, três em Xangai, uma em Hong Kong e uma rede de revendedores autorizados. Funcionários do governo chinês afirmaram que a companhia pretende abrir duas novas lojas em Chengdu e Shenzhen, duas grandes cidades da China.

    A demanda pelos produtos da Apple é tão grande que muita gente opta por comprá-los de revendedores não autorizados, que vendem produtos contrabandeados, ou em lojas on-line que vendem produtos importados no mercado paralelo. Os fãs mais ávidos da Apple conseguem adquirir facilmente esses produtos, disponíveis nos shopping centers de eletrônicos de todo o país.

    A China é um mercado crucial de crescimento para a Apple, e o presidente-executivo, Tim Cook, já declarou diversas vezes que a empresa mal arranhou a superfície do mercado da região. As vendas do mercado combinado chinês –China continental, Hong Kong e Taiwan– triplicaram e chegaram a US$ 7,9 bilhões no segundo trimestre fiscal da empresa, encerrado em 31 de março.

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  • Tecnologia de telas atrasa fábrica da Foxconn no Brasil, diz jornal

    Acesse:http://macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2012/07/17/tecnologia-de-telas-trava-fabrica-da-foxconn-no-brasil-diz-jornal/

    Após grande barulho com o anúncio da produção local de iPads e iPhones e de um investimento de 12 bilhões de dólares no Brasil, a fabricante Foxconn ainda não instalou suas novas unidades no país por conta de um impasse com o governo local sobre qual tecnologia usar na sua fábrica de telas de LCD (tela de cristal líquido). As informações são do jornal Folha de São Paulo, que publicou hoje, 17/7, uma reportagem especial sobre o assunto.

    Segundo a publicação, o governo da presidenta Dilma Roussef quer que a companhia taiwanesa utilize sua tecnologia mais moderna para a fabricação de telas, com “minilâmpadas” LEDS (diodos que emitem luz). No entanto, a fabricante de produtos da Apple, Sony, HP, entre outras, resiste a abandonar os modelos mais antigos, que usam lâmpadas fluorescentes, de acordo com a Folha. Com a tecnologia OLED, é possível produzir telas mais finas e flexíveis.

    Por essa falta de acordo, o governo brasileiro já teria dito ao diretor da Foxconn, Terry Gou, que não financiará o projeto de expansão da empresa por aqui, com investimento no valor de 12 bilhões de dólares, conforme anunciado em abril de 2011 após viagem da presidente Dilma até a China. Esse montante seria financiado pelo BNDES durante a primeira fase, avaliada em 4 bilhões de dólares.

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    Foxconn é conhecida mundialmente por montar produtos da Apple, como o novo iPad

    Ainda segundo o jornal paulista, a crise econômica mundial deixaria Gou, da Foxconn, em uma situação mais tranquila para negociar, já que suas fábricas atuais na Ásia dariam conta da demanda mundial da companhia.

    Vale lembrar que a Foxconn já possui unidades de montagem no interior de São Paulo, em Jundiaí, onde são produzidos produtos da Apple e outras gigantes do mercado de tecnologia, como Sony. Em fevereiro deste ano, o empresário brasileiro Eike Baptista, que também participaria do empreendimento, anunciou que a nova fábrica da empresa no país ficaria na cidade de Belo Horizonte, em MG.

    Procurada pela Macworld Brasil, a assessooria da Foxconn ainda não havia respondido ao nosso pedido de comentário sobre o assunto até o fechamento dessa reportagem.

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  • Como a versão chinesa do Twitter mudou cinco vidas

    Acesse:http://tecnologia.uol.com.br/noticias/bbc/2012/07/16/como-a-versao-chinesa-do-twitter-mudou-cinco-vidas.htm

    O Sina Weibo, uma versão chinesa do site de microblogging Twitter, contabiliza 300 milhões de usuários e já se tornou uma das redes sociais mais populares do mundo. E algumas das histórias que ele desencadeou dão uma ideia dos meandros da vida na China moderna.

    O impacto da internet na sociedade chinesa parece ser maior do que em qualquer outro país: Ali, a web e o micloblogging dão às pessoas a oportunidade de se expressar – algo que, por razões políticas, seria impossível fazer de outro modo.

    O Sina Weibo, controlado pelo maior portal de internet do país, o Sina, não apenas desafia a predominância global do Twitter, como também teve um impacto importante em algumas vidas.

    Veja aqui alguns exemplos:

    O salvador de cães

    BBCZhang é voluntário em ONG que cuida de cães

    Zhang Xiaoqiu ainda se lembra da data: 15 de abril de 2011. Foi quando o Weibo mudou a sua vida e a de centenas de cães.

    O empresário, que mora em Pequim, sempre foi um amante dos animais, mas a notícia que recebeu naquele dia 15, via Weibo, o levou a agir.

    Imagens dos animais enjaulados foram postadas no Weibo e logo atraíram a atenção de centenas de milhares de chineses. Ao menos cem defensores dos animais se logo se organizaram, entraram em seus carros e bloquear o caminhão.

    Zhang foi um desses motoristas. Ao parar o caminhão, atraindo a atenção da polícia e de outras autoridades, os defensores dos animais juntaram cerca de US$ 1,5 mil, que deram ao motorista para convencê-lo a levar sua “carga” a uma ONG que cuida de cães.

    Hoje, Zhang é voluntário nessa ONG. Ele diz que, graças a campanhas organizadas via Weibo, diversas outras iniciativas semelhantes de resgate de animais ocorreram no último ano.

    “Cada vez que alguém divulga no Weibo, voluntários de todo o país começam a telefonar para as empresas transportadoras, para a polícia, para a sociedade protetora dos animais e para o governo”, diz Zhang.

    “Isso põe uma enorme pressão sobre essas pessoas, e elas não têm outra alternativa senão agir.”

    Cicatrizes

    BBCZhou Yan, de 17 anos, tem queimaduras que chamaram a atenção do público, que custeou tratamento gratuito

    Zhou Yan, de 17 anos, está em uma maca em um hospital de Pequim, ainda dolorida das cicatrizes em seu rosto, seus braços e suas pernas.

    Sua história começou em setembro, quando a menina foi atacada por um ex-colega de classe, cujas investidas românticas ela havia rejeitado.

    As queimaduras de Zhou chamaram a atenção do público, e ela conseguiu tratamento gratuito.

    O ex-colega atirou nela combustível de isqueiro e ateou fogo em seu corpo, provocando fortes queimaduras.

    A situação dela poderia ter sido pior se não fosse pelo Weibo. As imagens de seus ferimentos se tornaram virais, desencadeando ofertas de ajuda financeira e legal.

    Um hospital estético de Pequim entrou em contato com a família da jovem e ofereceu tratamento gratuito. Além disso, diz Li Cong, mãe de Zhou Yan, “sinto que o que mais me ajudou foi o apoio espiritual que recebi”.

    “Antes, achava que, com essas cicatrizes, minha vida tinha acabado”, afirma a jovem. “Mas agora há tanta gente me ajudando… Estou confiante no futuro.”

    Ainda que a família não esteja satisfeita com a sentença de 12 anos de prisão que recaiu sobre o agressor de Zhou, ela e seus pais acham que, se o caso não tivesse repercutido online, o acusado poderia ter sido solto.

    Ar mais limpo

    BBCFeng Yongfeng, ambientalista e jornalista

    As preocupações com os pronblemas ambientais chineses têm crescido rapidamente na última década, e o Weibo tem tido um papel importante em amplificar as vozes das pessoas comuns na questão.

    Em outubro do ano passado, uma piora na qualidade do ar de Pequim desencadeou um grande debate público no Weibo – principalmente depois que celebridades começaram a retuitar mensagens sobre o monitoramento da poluição atmosférica, informação que o governo chinês havia tentado manter em segredo.

    ‘A internet mudou a forma como as pessoas se expressam’, diz o ambientalista Feng.

    Depois disso, pela primeira vez o governo chinês concordou em tornar públicos os monitoramentos de poluentes na cidade.

    “Antes, o público não tinha bons canais para expressar suas opiniões”, afirma Feng Yongfeng, ambientalista e jornalista que participou da campanha. “A internet e o Weibo mudaram a forma como as pessoas se expressam – e quanto mais as pessoas discutiram o tema, mais poderosas elas se tornaram.”

    Yongfeng lançou um apelo no Weibo, pedindo doações para a compra de equipamentos que permitissem que as ONGs do país também monitorassem a qualidade do ar e checassem os números divulgados pelo governo. Diversos desses equipamentos já foram comprados.
    Recentemente, também pleitearam a proibição do uso de barbatanas de tubarão nas tradicionais sopas chinesas.

    “Weibo trará à sociedade mudanças que não poderão ser interrompidas”, afirma ele. “Não é só uma forma de encaminhar notícias, é também uma forma de agir. A tecnologia cria um canal direto e igualitário entre as pessoas, e esse espírito realmente combina com a ideia de uma sociedade civil – você pode lançar campanhas e inspirar os demais a se envolverem.”

    Contracultura

    Em uma velha fábrica em Chengdu, Gas, de 21 anos, está trabalhando duro. Mas, vestindo seus jeans largos, jaqueta de beisebol e uma barba boêmia, ele dificilmente se encaixa no estereótipo do tradicional trabalhador chinês.

    BBCGas passou a expor seus grafites pelo Weibo

    Em suas próprias palavras, Gas é um “escritor de grafite”, um artista que pinta sua marca, baseada no símbolo chinês qi – que significa “ar” ou “energia no corpo” – em muros da cidade de Chengdu e arredores.

    Gas passou a expor seus grafites pelo Weibo.

    Grafitar costuma ser um trabalho solitário na China. Até recentemente, pichações eram raramente vistas no país, e mesmo hoje Gas estima sejam poucos os que realmente levam isso a sério.

    A polícia e autoridades locais regularmente pintam por cima de pichações. Mas Gas agora usa o Weibo para divulgar seus desenhos para seus mais de mil seguidores na China e em Hong Kong. O método também o ajudou a entrar em contato com outros grafiteiros do país.
    “É quase uma forma diferente de viajar”, diz ele. “Eu não viajo, mas meu trabalho sim, via internet.”

    É também um exemplo de como a internet e o Weibo contribuíram para o rápido crescimento da cultura alternativa – do hip-hop ao vegetarianismo – entre a população mais jovem, ansiosa por se expressar.

    Mães na web, no estilo chinês

    A formação de grupos online de mães é um dos fenômenos mais curiosos da internet chinesa na última década. Isso porque mulheres que antes estavam isoladas agora usam a web para compartilhar informações sobre gravidez e maternidade.

    BBCYushi criou um grupo pró-amamentação

    Site ajudou Yushi a organizar um grupo pró-amamentação.

    O Weibo ajudou a aproximar esses grupos, tanto na vida real como no universo online. Em um parquinho num edifício da cidade de Chengdu (oeste), grávidas se reúnem regularmente nos fins de semana, para discutir os benefícios da amamentação – num país em que é grande a pressão – inclusive de alguns médicos – para que as mulheres alimentem seus filhos com leite em pó em vez de leite materno.

    O grupo hoje tem mais de 5 mil seguidores, e mais de 200 mulheres costumam frequentar seus encontros.

    Yushi, uma das organizadoras da iniciativa, lançou também uma campanha pró-leite materno e pró-partos normais em hospitais de Chengdu.
    “Sem a internet, não sei se conseguiríamos”, diz ela. “Talvez eu também fosse forçada a fazer uma cesárea e a alimentar (meu filho) com leite em pó, por causa do que vejo na TV. Acho que, se você muda a mãe, você muda a sociedade. É por isso que estamos fazendo isso.”

    Curiosidades na internet