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  • Novas regras para reprodução assistida no Brasil: saiba mais

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    O CFM determinou novas regras para as técnicas de reprodução assistida. Uma das novidades é o limite de idade.

    reprodução assistida é um procedimento que utiliza técnicas médicas para auxiliar a reprodução humana. Ela contribui com os casais inférteis ou que são portadores de vírus.

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    Entre as técnicas mais usadas de reprodução assistida, vale ressaltar a inseminação artificial e a fertilização in vitro. Recentemente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou as regras para a realização do procedimento no Brasil.

    As novas regras começam a valer a partir desta quinta-feira (9), quando serão publicadas no Diário Oficial da União.

    A resolução, publicada nesta quarta-feira (8), efetuou algumas mudanças nas regras de reprodução assistida. Confira a seguir quais são:

    • A idade máxima para a mulher se submeter a uma técnica de fertilização é de 50 anos. Antes de a resolução ser criada, não havia um limite de idade pré-estabelecido;

    Depois dos 50 anos, a mulher possui mais risco obstétrico, pois aumentam os casos de diabetes, hipertensão e partos prematuros;

    • A doação compartilhada de óvulos passa a ser mencionada na resolução. De acordo com as novas regras, será permitido que uma mulher que não consegue ovular ajude financeiramente outra mulher capaz de produzir óvulos. Ao custear o tratamento reprodutivo, a primeira mulher recebe em troca a doação de um óvulo;

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    • Para garantir óvulos saudáveis, a doadora não pode ter mais de 35 anos;

    • Antigamente não existia limite de idade para a doação de espermatozoides, mas a nova resolução muda esta realidade. Somente poderão doar sêmen os homens com menos de 50 anos. Esta medida entra em vigor após estudos comprovarem que filhos de pais mais velhos possuem chances maiores de sofrer com problemas de saúde;

    • A resolução permite que mulheres solteiras ou casais homoafetivos recorram à reprodução assistida para terem filhos;

    • O útero de substituição, popularmente conhecido como barriga de aluguel, contará com novas possibilidades de uso. No entanto, o CFM continua não aceitando a comercialização da prática;

    • A nova resolução aumentou o grau de parentesco para a barriga de aluguel. Desta forma, mães e primas podem emprestar o útero;

    • As clínicas de fertilização só poderão manter embriões congelados por cinco anos. Após este período, é necessário pagar pelo armazenamento;

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    • A seleção genética dos embriões está permitida expressamente para que o bebê não corra o risco de ter uma doença hereditária;

    • A escolha do sexo do bebê em laboratório continua vetada. A seleção só está liberada para evitar algum tipo de doença;

    • O médico que desobedecer às novas regras será alvo de um processo ético, que pode resultar em punições como advertência, suspensão ou cassação.

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  • Hospital faz detecção de câncer de pele à distância

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1192854-hospital-faz-deteccao-de-cancer-de-pele-a-distancia.shtml

    Um projeto em desenvolvimento no Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, usa fotos enviadas por e-mail para facilitar o diagnóstico de câncer de pele.

    O objetivo é antecipar a detecção da doença em moradores de cidades onde não há médicos especialistas que possam fechar o diagnóstico.

    O programa começou a ser testado há 18 meses, e 900 imagens já foram analisadas de forma experimental. Segundo o médico Carlos Eduardo Goulart Silveira, do departamento de prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, houve 85% de concordância entre os diagnósticos feitos ao vivo e os realizados por meio das fotos.

    A ideia, afirma Silveira, nasceu a partir das visitas feitas pela equipe do hospital com a unidade móvel, que percorre cidades de Estados do Norte e do Centro-Oeste, além de São Paulo e Minas Gerais, fazendo exames para detectar câncer de mama, do colo do útero, de próstata e pele. “Visitamos muitas cidades pequenas e nesse locais há um deficit de médicos e especialistas. Vemos também uma incidência muito alta de câncer de pele, e essas pessoas precisam esperar até um ano a nossa chegada.”

    Para agilizar o atendimento, foi criado o projeto de teledermatologia. “Em países desenvolvidos, a telemedicina já está mais estabelecida. Nos países em desenvolvimento, onde há mais carência de acesso ao médico, ela ainda não é tão utilizada.”

    Os médicos do hospital analisam fotos das lesões tiradas por enfermeiros ou técnicos que são treinados em Barretos. Usando uma câmera comum ou de celular, eles registram a imagem da lesão, permitindo a identificação de seu tamanho e relevo.

    A foto é enviada por e-mail aos especialistas do hospital. Se a suspeita for de lesão maligna, é marcada uma consulta no hospital para dar início ao tratamento.

    Segundo Silveira, o projeto ainda está funcionando de forma experimental em cidades próximas a Barretos. O telediagnóstico deve ser posto em prática de vez em 2013.

    “Isso evita viagens desnecessárias, economiza tempo.”

    RECURSOS

    Ainda inicial no país, a telemedicina já conta com outro programa de diagnóstico à distância.

    Um grupo da Unifesp, liderado pelo médico Rubens Belfort Jr., faz a detecção de problemas na retina e de glaucoma, em especial em pacientes diabéticos, com a ajuda de fotos do fundo do olho feitas em centros de saúde em São Paulo e analisadas por especialistas em retina.

    Segundo Belfort, presidente da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), esse recurso economiza cinco consultas médicas. Depois que a foto é analisada, o paciente recebe uma mensagem que o direciona ao local de tratamento.

    Desde o início do ano passado, 2.100 imagens foram analisadas no projeto. Há duas máquinas em funcionamento, uma no centro de diabetes da Escola Paulista de Medicina e outra no ambulatório Tito Lopes, na zona leste. Outras duas serão instaladas na região da Vila Maria.

    “É impossível o oftalmologista atender a todos os pacientes. A única forma de solucionar o problema da saúde no país é modernizar a política de recursos humanos.”

    Para Belfort, o trabalho do médico deve ser concentrado na interpretação dos dados, realização do diagnóstico e prescrição do tratamento.

    “A única maneira de melhorar a assistência médica é usar a tecnologia para baratear custos e substituir as tarefas”, diz o médico.

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