
Novos centros de pesquisa do Brasil serão raros, segundo Dilma
As duas novas bases ficarão no Estado do Rio de Janeiro. Uma na capital e outra em Petrópolis, município com cerca de 300 mil habitantes localizado a pouco mais de 60 km do Rio de Janeiro – RJ. Além disso, a parceria visa a compra de um supercomputador dos franceses, para dar apoio às pesquisas nacionais.
“Atualmente, apenas dez países detêm capacidade instalada nesse campo”, salientou a presidente brasileira. “Com a implementação desse plano de trabalho, o Brasil vai entrar para esse restrito grupo e vai desenvolver atividades de pesquisa em áreas estratégicas”, completou.
Outro contrato firmado tem como objetivo a produção e o lançamento de um satélite geoestacionário, em trabalho feito em conjunto entre a empresa brasileira Visione e a francesa Thales Alenia. A companhia Sanofi Pasteur, também da França, assinou parceria com a Fundação Oswaldo Cruz para auxiliar no desenvolvimento de uma vacina heptavalente injetável.
Dilma ainda lembrou que a França é um dos principais destinos dos participantes do programa Ciência Sem Fronteiras. O país é o terceiro mais visitado, tendo sido escolhido por 4,8 mil bolsistas brasileiros, principalmente estudantes de engenharia. Durante o encontro, vários outros acordos foram assinados, totalizando dez.
O motivo da visita do Presidente francês foi a tentativa de estreitar laços com o país, para atrair empresas, e fazer lobby para a venda de aviões caças ao Brasil. Dilma também foi política nesse sentido e reiterou o “interesse do Brasil no avanço das negociações Mercosul-União Europeia com vistas à obtenção de um acordo mutuamente vantajoso”
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