Museu de Arte Moderna de NY preserva jogos e diverte público com acervo de games

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“Obra de arte: ‘Pac-Man’. Autor: Toru Iwatani, japonês, nascido em 1955.”

A inscrição acima pode ser lida em uma das paredes do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), ao lado de uma tela e um controle de fliperama, onde o visitante pode experimentar o game.

Próximo à estação de “Pac-man” também está um pôster com a representação gráfica do código do cartucho usado no console Atari 2600.

Games no MoMA

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Divulgação

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Exposição de games na galeria de design e arquitetura do MoMA, em Nova York

“Nosso critério de escolha passa pelo visual dos games, mas também por outros aspectos, como elegância do código do jogo”, diz Paola Antonelli, curadora do MoMA. O museu é um dos primeiros do mundo a ter videogames como parte do acervo permanente de obras de arte.

O clássico “Pac-Man” está ao lado de outros 11 jogos que fizeram história e são considerados por Antonelli “obras excepcionais de design interativo”, como “SimCity 2000” (1994), “Katamari Damacy” (2004), “Flow” (2006) e “Portal” (2007).

O próprio Alexei Pajitnov, o russo que criou “Tetris” (1984) quando trabalhava no Centro de Computação da Academia Soviética de Ciências, codificou uma versão do jogo especialmente para o MoMA, que simula a versão original e até os efeitos visuais dos raios catódicos dos televisores dos anos 80.

Alguns dos games adquiridos, como “EVE Online” (2003) e “Dwarf Fortress” (2006), ambientados em gigantescos universos, requerem milhares de jogadores e vários meses para serem plenamente explorados.

Nesses casos, o MoMA trabalhou com jogadores e produtores dos jogos para criar visitas guiadas, feitas via tradicional (com fone de ouvido). Nelas, um narrador conduz o visitante, que controla pelo joystick um avatar, pelos principais pontos e características desses mundos.

A exposição dos games faz parte da galeria de arquitetura e design, que ocupa todo o terceiro andar, de seis, do MoMA. O museu planeja ampliar para 40 o número de títulos “nos próximos meses”, incluindo “Super Mario Bros.” (1985), “Street Fighter 2″ (1991)” e “Minecraft” (2011).

Há uma semana, quando a Folha visitou o museu, centenas de visitantes aproveitavam o fim do verão americano para passear pelas galerias. Muita gente parava para observar e ler sobre os games, mas poucas jogavam por mais de alguns segundos.

Mais do que uma exposição em que as pessoas podem se divertir, Antonelli diz que “a aquisição de games para o acervo do MoMA são uma forma de preservar artefatos que fazem cada vez mais parte de nossas vidas”.

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