Empresa japonesa cria óculos que “piscam” para descansar os olhos

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Uma empresa japonesa criou óculos com lentes que embaçam automaticamente e assim conseguem um efeito de piscada que ajuda no descanso dos olhos de pessoas que passam muito tempo olhando para o computador.

Nos Wink Glasses (“óculos piscantes” em inglês) as lentes embaçam a cada 10 segundos por um período de 0,2 segundo, embora a frequência possa ser ajustada pelo usuário, o que consegue aliviar a sensação de secura nos olhos e descansar a vista, informou nesta terça-feira (10) o jornal “Asahi”.

Xinhua/AFP
Funcionária da japonesa Masunaga demonstra os "óculos piscantes"
Funcionária da japonesa Masunaga demonstra os “óculos piscantes”

Os óculos, desenvolvidos pela companhia Masunaga Optical, usam uma bateria na haste esquerda que ativa o sistema e permite regular a frequência com a qual funciona o aparelho.

As telas de computador, os telefones celulares e outros equipamentos reduzem a ação de piscar, o que pode causar uma sensação de olho seco que se desenvolve quando o globo ocular é incapaz de manter uma camada saudável de lágrimas.

O problema pode ocorrer em pessoas que têm boa saúde e fica mais comum com a idade.

O primeiro modelo dos “Óculos Piscantes” foi desenvolvido em 2009, mas a patente se mostrou “ineficaz”, segundo o jornal japonês, devido ao mecanismo que era muito complexo e precisava ser calibrado de acordo com as dimensões da cabeça do usuário.

As lentes pesam 33 gramas, o que as torna ligeiramente mais pesadas que as de óculos normais (entre 15 g e 20 g) e custam cerca de 15,8 mil ienes (R$ 355).

Até o momento, a empresa japonesa recebeu cerca de 50 pedidos das lentes desde que começaram a ser comercializadas, em outubro.

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NASA vai leiloar três bases móveis de lançamento de foguetes

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Agência espacial norte-americana está tentando se livrar de equipamento sobressalente.
NASA vai leiloar três bases móveis de lançamento de foguetes

A NASA tem uma longa história na exploração espacial, tendo atingido seu auge durante a Guerra Fria. Agora, a agência está tentando se livrar de equipamento sobressalente que possui, herança dos programas descontinuados Apollo e Space Shuttle. Três bases móveis para lançamento de foguetes estão sendo vendidas em um leilão. Dessa maneira, quem der o maior lance terá que levar o equipamento para casa literalmente, já que a NASA deixou claro que o vencedor do leilão terá que mover as bases compradas por conta própria.

O problema é que essas bases foram construídas nos anos 1960 para o programa Apollo e depois adaptadas para o Space Shuttle na década seguinte. Com o fim dessas iniciativas, a agência não deve mais se aproveitar do equipamento.

Entre os possíveis compradores estão duas empresas privadas dos EUA, SpaceX e Blue Origin. Essas duas companhias tem ambições de mandar missões tripuladas comercialmente para o espaço. Dessa maneira, ter estruturas de lançamento como essas já prontas seria um ótimo negócio para qualquer uma delas. Ambas estão ainda interessadas em um dos sítios de lançamentos da agência estatal, justamente o maior e mais próximo da Linha do Equador, o Launch Complex 39.

Não há detalhes sobre outros interessados na compra das bases móveis da NASA, mas acredita-se que governos estrangeiros talvez possam se interessar pelo equipamento.

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Reatech: novidades tecnológicas inundam maior feira de acessibilidade do Brasil

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reatech

Começou nesta quinta-feira a 12ª edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), a maior do setor no país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui atualmente cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida.

Com foco nas principais inovações tecnológicas do setor, o evento também traz novos produtos, serviços, palestras, seminários, desfiles e shows.  Participam empresas dos setores automobilístico, financeiro, indústria, turismo, lazer, animais treinados, equipamentos especiais e até agências de emprego, que reúnem mais de sete mil vagas voltadas às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

A primeira impressão ao se entrar na feira é a de chegar a um evento como o conhecido Salão do Automóvel, em São Paulo, com grandes stands de montadoras como Fiat, Ford, Honda e Nissan mostrando seus modelos adaptáveis de veículos. No setor de adaptação veicular para pessoas com mobilidade reduzida, como cadeirantes, a Cavenaghi apresentou novidades como o Chair Topper, uma espécie de braço e maleiro robótico que pode ser colocado sobre o teto de qualquer carro de passeio e é capaz de pegar e guardar uma cadeira de rodas dobrada sozinho e de forma automática.

Chair Topper é capaz de pegar e dobrar uma cadeira de rodas sozinho O Turnout + Carony transforma o carona em uma verdadeira cadeira de rodas Observer é uma cadeira 4x4 que se locomove em terrenos "off-road" Adaptador LG2004 permite que cadeiras de rodas subam até escadas Lyric: aparelho de audição fica invisível dentro do ouvido da pessoa Linha Cronos se conecta a qualquer aparelho eletrônico via Bluetooth Braille Brailliant BI: teclados sobem e descem de acordo com o conteúdo Braille Brailliant BI: teclados sobem e descem de acordo com o conteúdo
Chair Topper é capaz de pegar e dobrar uma cadeira de rodas sozinho O Turnout + Carony transforma o carona em uma verdadeira cadeira de rodas Observer é uma cadeira 4x4 que se locomove em terrenos "off-road" Adaptador LG2004 permite que cadeiras de rodas subam até escadas Lyric: aparelho de audição fica invisível dentro do ouvido da pessoa Linha Cronos se conecta a qualquer aparelho eletrônico via Bluetooth Braille Brailliant BI: teclados sobem e descem de acordo com o conteúdo Braille Brailliant BI: teclados sobem e descem de acordo com o conteúdo

Chair Topper é capaz de pegar e dobrar uma cadeira de rodas sozinho slideshow lupa

“Além de liberar espaço no carro, ele garante autonomia, porque muitas vezes o cadeirante consegue se transferir sozinho de sua cadeira para o carro sem ajuda, mas para guardar a cadeira no carro, muitos passam por um problema”, explica Carlos Cavenaghi, desenvolvedor da solução. Segundo ele, o sistema aumenta a altura do carro em 60 centímetros, mas não influencia na largura. Outra novidade é o Turnout + Carony, uma espécie de banco de carro adaptado, que funciona como um banco de passageiros comum que pode ser transformado em uma cadeira de rodas sobre uma base móvel com pneus e motor com autonomia própria.

Inovações no setor e cadeiras de rodas para todos os tipos de necessidades é o que não falta na feira. Para pessoas que desejam se locomover em terrenos “off-road”, como areia e terra, a importadora Performance apresentou o Observer Unlimited, uma verdadeira cadeira de rodas 4×4, com quatro pneus, motor com autonomia de 35 km e capacidade de andar sobre qualquer tipo de terreno. Desenvolvido na Rússia, o equipamento pode ser ainda conectado via Bluetooth a smartphones para comandar a direção pelo aparelho.

A empresa também expôs o adaptador LG 2004, que permite que qualquer cadeira de rodas comum seja montada com travas de segurança sobre ele e, utilizando duas lagartas semelhantes às de tanques de guerra, suba lances de escada sem problemas. “Os dentes da esteira prendem no degrau e, com o atrito da borracha, sobem e descem tranquilamente e com toda segurança”, afirma o representante Giovanni Segantin.

Outro setor que não ficou sem novidades foi o de aparelhos auditivos para pessoas com perda de audição. Apelidado de “lentes de contato para o ouvido”, o Lyric, do centro auditivo Phonak, é um novo dispositivo trazido da Suíça que fica completamente inserido dentro do canal auditivo da pessoa, a quatro milímetros do tímpano, completamente invisível para quem olha a orelha do usuário. O aparelho também é o primeiro do país com uso prolongado, possui vida útil de quatro meses e pode ser utilizado 24 horas por dia, sem a necessidade de retirar, por exemplo, no banho. “A vantagem dele ficar tão próximo do tímpano é que ele aproveita toda a anatomia da orelha. Então todas as características acústicas que normalmente os aparelhos auditivos externos convencionais perdem, ele não perde”, explica a fonoaudióloga Ana Luiza Cavalieri.

Ao comprar o serviço, que é vendido em pacotes anuais, o usuário ganha direito de até sete trocas do Lyric. As únicas restrições de uso são ao pular de pára-quedas ou realizar mergulhos de profundidade, já que a mudança brusca de pressão pode deslocar o aparelho no ouvido. Pacientes com diabetes ou que passaram por tratamentos radioterápicos também têm restrição.

Se a preferência é por conectividade, a empresa brasileira Oto-Sonic apresentou a linha Chronos de aparelhos auditivos, capazes de se conectarem em qualquer dispositivo via Bluetooth, como celulares, televisores (através de um conector especial), MP3, GPS, notebooks e até tablets, entregando o som diretamente no ouvido do usuários. “Você faz o pareamento. Quando escuta seu telefone tocar, por exemplo, basta apertar um botão no dispositivo para começar a falar, sem ter que pegar o telefone, saber onde ele está na bolsa. Você ouve, claramente, a voz dentro do seu ouvido”, afirma Elisabetta Radini, fonoaudióloga e coordenadora do departamento de audição da Oto-Sonic.

Todas as funções podem ser controladas através de um pequeno controle remoto, que pode ficar pendurado no pescoço do usuário, e traz opções para aumentar e diminuir o volume, por exemplo. Cada aparelho Chronos permite o pareamento com até oito dispositivos diferentes, e funciona a uma distância de até dez metros do emissor do som.

Para pessoas com deficiência visual, e usuários de computadores e smartphones com softwares de voz, o Instituto Laramara lançou os novos assistentes para leitura em braile Braille Brailliant BI, que funcionam como teclados com sinais em braile que sobem e descem de acordo com o conteúdo escrito na tela do computador ou celular. Os teclados estão disponíveis em três versões, de 80, 40 e 32 centímetros, sendo que as duas últimas também possuem um teclado para digitação em braile e podem se conectar a celulares com Android e iOS via Bluetooth. “Eles são indicados para empresas bancárias que tenham funcionários como programadores cegos, para usuários surdo-cegos ou até para quem viaja muito e queira escrever algo em braile”, explica o técnico em tecnologia assistiva da Laratec, Leonardo Gleison.

Localizado na Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, a Reatech conta com 300 expositores do setor público e privado em uma área de 35 mil km². A expectativa é que mais de 50 mil visitantes circulem pelo local até o próximo domingo (21), quando o evento se encerra. A entrada é gratuita. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do evento.

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Como será o cinema do futuro

Acesse:http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI318144-17770,00-COMO+SERA+O+CINEMA+DO+FUTURO.html

Depois da evolução dos filmes em3 D e da popularização da técnica motion-capture, os filmes ainda podem evoluir de um ponto de vista tecnológico?

Editora Globo
Avatar foi um dos pioneiros da técnica motion capture // Crédito: Divulgação

A técnica ‘motion capture’ é apontada como a responsável por uma verdadeira revolução no mundo dos efeitos especiais. Registrando movimentos e expressões faciais de atores, é possível construir personagens com essas informações. Você, com certeza, já viu esta tecnologia ‘em ação’, em Avatar, de James Cameron e em Os Vingadores, no Hulk, por exemplo. Mas o que vem em seguida? Existe um próximo passo ou chegamos ao topo da montanha do cinema?

Eric Barba, responsável pelos efeitos especiais de “O Curioso Caso de Benjamin Button”, comenta que em vez dos efeitos digitais serem colocados apenas na pós-produção do filme, eles podem ser pensados desde o início. Até porque, a partir de agora, filmes que contam com efeitos especiais serão 80% digitais. O supervisor de efeitos especiais da empresa Weta Digital, Wayne Stables, acrescenta que a tecnologia deve caminhar para que os diretores sejam capazes de capturar cada vez mais informação durante a filmagem – mesmo que seja um efeito digital.

Como assim? Ele exemplifica: ao filmar uma cena com um raio, o raio pode ser reproduzido no próprio estúdio, com a ajuda de novos equipamentos, e capturado como se realmente existisse naquele momento. Isso ajudaria o diretor a fazer escolhas mais bem informadas, planejar melhor as cenas em função do roteiro, em vez de depender de efeitos especiais puramente virtuais, que podem ter um efeito menos impactante e menos realista.

Editora GloboO Hulk, de Os Vingadores, também foi construído a partir dos movimentos e expressões do próprio Mark Ruffalo

Para os especialistas ainda está faltando uma inovação, no entanto: recriar completamente um corpo humano. Todos, segundo especialistas que já tentaram, ficam com cara de “Aliens”. ‘Acredito que o próximo passo da tecnologia e do motion capture é enganar completamenteo espectador, reproduzir olhos vivos, reproduzir a vida. Hoje ainda olhamos para os personagens e sabemos que algo não está certo”, conta James Hattin, dos Estúdios Zoic.

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