Tag: ginecologista

  • Vacina quadrivalente contra HPV estará disponível na rede pública em 2014

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/07/1304279-vacina-quadrivalente-contra-hpv-estara-disponivel-na-rede-publica-em-2014.shtml

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (1º), a oferta da vacina quadrivalente contra o HPV na rede pública de saúde. Em 2014, serão vacinadas meninas de 10 e 11 anos.

    Hoje essa vacina está disponível, no país, apenas na rede privada (ao custo médio de R$ 300 a dose) e em algumas localidades em que o poder público local optou por oferecê-la –por exemplo, no Distrito Federal e em São Francisco do Conde (BA).

    O vírus do HPV está relacionado a diversos tipos de câncer, mas principalmente ao câncer de colo do útero (em 95% dos casos) e ao aparecimento de verrugas genitais. Estima-se que 685 mil pessoas sejam infectadas pelo HPV a cada ano no Brasil.

    Hoje, o ministério concluiu um processo de dois anos de análise sobre a incorporação dessa vacina e anunciou a opção feita pelo Brasil. A escolha foi pela vacina quadrivalente (da americana MSD), com transferência de tecnologia para o Instituto Butantan (SP).

    Só em 2014, com a aquisição de 12 milhões de doses (serão três por menina), o Executivo gastará R$ 360,7 milhões –R$ 30 por dose. Outros R$ 300 milhões serão investidos por governo federal, Butantan e governo de São Paulo em uma nova fábrica de produção da vacina.

    Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

    MENINAS DE 10 ANOS

    A meta do Ministério da Saúde será cobrir pelo menos 80% do público-alvo, estimado em 3,3 milhões de meninas. Para tanto, uma campanha de informação deve ter início já no segundo semestre desse ano, com foco não só nas meninas mas também em professores e suas famílias.

    O governo escolheu a faixa etária 10 e 11 anos para garantir que as meninas estejam imunizadas antes do início de qualquer tipo de atividade sexual. Isso porque o vírus do HPV pode ser transmitido por diversas formas de contato íntimo, mesmo sem que haja uma relação sexual de fato.

    Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde da pasta, uma pesquisa feita em 2012 com estudantes identificou que 18,3% das meninas da 9ª série do ensino fundamental (13 a 15 anos) já tinham tido relações sexuais, índice que subia para 25,5% na região Norte.

    Uma das preocupações do governo, que deve ser alvo da campanha de informação, é fazer com que as meninas e suas famílias entendam que, mesmo após a vacina, continua sendo necessário o uso da camisinha e as idas frequentes ao ginecologista.

    “A menina não pode ficar com a ilusão que a vacinação dispensa a camisinha. A vacina não protege contra HIV, contra a gravidez indesejada. Além disso, protege para a maior proporção dos tipos de câncer, mas não protege 100%”, diz Barbosa.

    Segundo ele, estima-se que a vacina tenha efetividade acima de 90% na proteção do câncer –o que só poderá ser comprovado nas próximas décadas, já que o câncer leva muitos anos para se desenvolver.

    Barbosa afirmou que a pasta ainda estuda a oferta dessa vacina para meninos, o que pode ocorrer no futuro.

    E, mesmo sem vacinar todos os adolescentes do país, a vacina deverá oferecer uma proteção “de rebanho” por diminuir o potencial espaço de circulação do vírus, explica o ministério. “Os Estados Unidos vacinaram 35% das meninas. Mesmo assim, um estudo publicado há duas semanas mostrou que a prevalência do HPV teve redução de 52%”, afirma Barbosa.

    DOSES NA ESCOLA E NO POSTO

    O ministério vai adotar um modelo que mistura a oferta da vacina nas escolas (públicas e privadas) e nos postos de saúde. A ideia é que a primeira dose seja oferecida nas escolas e as seguintes nos postos ou nas escolas, a depender da organização do município.

    Em todos os casos, deverá haver uma autorização dos pais ou responsáveis pela menina.

    Esse esquema de vacinação deverá ser acompanhado por um novo sistema de contabilidade do governo, que levará em conta a pessoa em que se aplica a vacina e não o número de doses dadas. Assim, diz o secretário, o ministério poderá ter um controle individual sobre as doses aplicadas e controlar melhor eventuais falhas na segunda e terceira doses –e até enviar SMS para a família comparecer ao posto.

    A vacina escolhida pelo governo brasileiro foi a da empresa americana MSD. Ela protege contra quatro subtipos do vírus, dois relacionados ao câncer e dois a verrugas genitais. O laboratório testa a ampliação dessa vacina para que ela proteja contra nove subtipos.

    “Estamos oferecendo a melhor vacina para o HPV, e já temos compromissos de transferência da nonavalente”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

    Curiosidades na internet

  • Implantes hormonais são usados para fins estéticos; entidades médicas desaprovam

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1191485-implantes-hormonais-sao-usados-para-fins-esteticos-entidades-medicas-desaprovam.shtml

    Implantes hormonais usados para contracepção e supressão da menstruação sempre foram controversos. Agora, que têm sido procurados para fins estéticos, estão mais controversos ainda.

    Implante hormonal pode ‘masculinizar’ a paciente, afirma endocrinologista
    Terapia hormonal pela ‘medicina antienvelhecimento’ está proibida no país
    ‘Sem o implante preciso malhar mais’, diz a modelo Raica Oliveira

    Gabo Morales/Folhapress
    A modelo Talytha Pugliese diz que 'secou' depois de colocar o implante
    A modelo Talytha Pugliese diz que ‘secou’ com o implante

    Mais de um milhão dessas drogas foram aplicadas no Brasil em 2011, segundo o endocrinologista Elsimar Coutinho, 82, precursor da técnica. Ele calcula que a procura tenha dobrado em dez anos. O aumento esperado para 2012 é de 20%.

    “Primeiro, você desincha. Depois, dá uma secada, perde celulite, ganha músculo, seu corpo fica duro e a textura da pele, mais firme”, descreve a modelo Talytha Pugliesi. Ela atribui o milagre ao implante à base de progesterona colocado há três anos.

    Pugliesi, 30, viu a medida do seu quadril cair de 91 para 88 centímetros. De quebra, o canudo enfiado sob sua pele a livrou da menstruação.

    ‘CHIP’ FASHION

    Outra adepta é a modelo Thaís Rumpel, 17. Ela foi orientada pela agência a ir à clínica do célebre ginecologista Malcolm Montgomery, pupilo de Coutinho.

    A “new face” chegou ao consultório com 62 quilos. Recebeu um tubo de elcometrina (à base de progesterona). Quatro meses depois, estava quatro quilos mais leve.

    “Muitas meninas põem o ‘chip’ e emagrecem. A metade das modelos usa. Com os hormônios desorganizados, eu engordava muito”, diz ela, cuja medida de quadril pulou de 98 para 93 centímetros.

    A agência não só indicou o tratamento à garota como adiantou os R$ 3.500 do custo, que a modelo terá de quitar depois de juntar dinheiro.

    A diretora da agência Elo, Renata Rodrigues, confirma ser comum o envio de profissionais para colocação de implantes: “Se a modelo se queixa de ganho de peso ou menstruação, a gente faz o procedimento, leva ao doutor Malcolm, faz todos os exames”.

    VOZ DE TRAVESTI

    O tratamento pode causar efeitos colaterais como perda de cabelo, alteração na libido e mudança na voz.

    “Meu irmão fala que tenho voz de travesti”, diz Pugliesi. O implante que ela usa tem testosterona.

    A atriz e modelo Letícia Birkheuer, 34, aderiu ao método aos 23 anos, para se livrar das cólicas, diz. Depois de oito anos, tirou o implante para ter filho e há cinco meses o recolocou. Ela engravidou quatro meses após a retirada. Ganhou 22 quilos na gestação. Seis meses após o parto, voltou à forma.

    Birkheuer diz que o implante a ajuda a manter os seus 65 quilos. “Até pelo fato de não inchar. E reduz muito a celulite, impressionante.”

    O implante é um tubinho de silicone com três centímetros de comprimento por um milímetro de diâmetro. Dentro há um mix de hormônios feito sob medida, segundo médicos que o prescrevem. É aplicado com uma espécie de injeção e anestesia local.

    Elcometrina é o nome de um dos mais usados. À base de progesterona, bloqueia a menstruação, reduz TPM, cólicas, enxaquecas e risco de endometriose, diz Montgomery. Dura uns seis meses.

    Segundo ele, ainda “acaba com o sobe e desce hormonal” e anula o efeito do estrogênio em alta, que retém líquido. “A angústia da fome diminui, os pacientes acabam perdendo peso”, diz ele.

    Mas a elcometrina reduz a libido. Por isso, é comum que o ginecologista associe testosterona à fórmula.

    Outro implante popular é a gestrinona, também à base de progesterona. É esse o tal que promete reduzir celulite e aumentar massa muscular.

    Mas causa acne e pode abrir o apetite, ao menos nos meses iniciais, de adaptação.

    Há ainda implantes à base de estrogênio e testosterona, manipulados para atingir o interesse do paciente.

    Editoria de arte/folhapress

    FALTAM ESTUDOS

    Especialistas questionam esse uso de implantes. O Conselho Regional de Medicina de SP alerta para efeitos colaterais e a sociedade dos endocrinologistas diz não haver bons estudos sobre a eficácia (leia ao lado).

    “Tenho 500 trabalhos científicos publicados em revistas médicas de peso”, rebate Elsimar Coutinho. Seu estudo mais recente foi publicado em setembro de 2006 na revista “Contraception”.

    Coutinho diz que a busca desses implantes para melhorar a estética é “surpreendente”. Ele frisa que a terapia é parte de um programa de anticoncepcionais de efeito prolongado. “A pessoa valoriza mais o efeito colateral do que o resto, isso é comum.”

    Montgomery diz que só aplica implantes em pacientes com indicações médicas como puberdade precoce, menstruação volumosa, enxaqueca, cólica, endometriose, mioma ou menopausa.

    As doses de hormônio dos implantes são menores que as de pílulas anticoncepcionais, porque não passam pelo sistema digestivo, diz Coutinho. Um implante anual tem cerca de 300 miligramas.

    O cálculo da dose é individualizado. São considerados índice de massa corporal do paciente, idade, hábitos etc.

    A entidade dos endocrinologistas aceita como uma vantagem do implante o hormônio não ser processado pelo fígado. Mas aponta que há o risco de ser preciso tirar o implante com urgência.

    “Uma paciente usava implante com dose alta de estrogênio. Teve câncer de mama e não tinha como reduzir rapidamente a liberação do hormônio”, diz a médica Dolores Pardini, da entidade. Coutinho e Montgomery dizem que tiram o tubo no ato.

    O governo não aprova a comercialização de implantes de gestrinona e elcometrina e alguns tipos de testosterona. A venda é vetada, mas o material para fabricá-los, não. Médicos que receitam os implantes usam os manipulados na farmácia do centro de pesquisa criado pelo próprio Coutinho.

    O custo de um implante varia de R$ 700 a R$ 3.000.

    Curiosidades na internet

  • Excesso ou falta de higiene íntima feminina é prejudicial à saúde

    Acesse:http://noticias.r7.com/saude/excesso-ou-falta-de-higiene-intima-feminina-e-prejudicial-a-saude-09112012

    Especialistas ensinam como manter a região genital livre de odores indesejados e infecções

    Getty Images
    Excesso ou a falta de limpeza podem prejudicar o pH da vagina — grau de acidez que impede a ação de bactérias — e resultar em uma série de doenças

    A falta de intimidade com o próprio corpo, segundo a psiquiatra Dra. Carmita Abdo, fundadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP (Universidade de São Paulo), reflete em atitudes muitas vezes equivocadas em relação à higiene íntima.

    Segundo a médica, o excesso ou a falta de limpeza podem prejudicar o pH da vagina — grau de acidez que impede a ação de bactérias — e resultar em uma série de doenças.

    — Muitas mulheres consideram a região genital “suja”, quando na realidade a secreção e o odor característicos fazem parte do corpo feminino e atuam como uma proteção às infecções. Inclusive esse cheiro natural costuma atrair os homens.

    Pode parecer incoerente falar que em pleno século 21 a região genital feminina é pouco explorada por suas donas, mas a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), garante que ainda há muita vergonha e preconceito em ralação ao tema e que isso dificulta o progresso feminino.

    — As brasileiras se preocupam tanto com a aparência física e com agradar o parceiro que esquecem a importância de cuidar de sua genitália. E esse cuidado vai muito além do banho, é preciso conhecer o próprio corpo.

    A Dra. Carmita concorda com a colega e acrescenta que alterações na coloração do corrimento e no odor característico da vagina podem ser sinais de alguma doença.

    — Quando o odor é mais forte, a secreção vaginal está amarelada e há coceira, dor ou ardência a mulher deve procurar o ginecologista.

    Curiosidades na internet