Governo de SP deixa de entregar sete remédios

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Ao todo, são 68 milhões de unidades, que representa 49% do total pedido pela prefeitura

Agência Estado

 

Furp deixou de entregar sete medicamentos neste anoReprodução / Agência Brasil

Laboratório farmacêutico oficial do governo do Estado, a Furp (Fundação para o Remédio Popular) deixou de entregar neste ano 68 milhões de unidades de pelo menos sete medicamentos solicitados pela prefeitura de São Paulo para abastecer as farmácias das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da capital. O volume representa 49% das 138 milhões de unidades pedidas pela administração municipal desses produtos, que incluem remédios usados no tratamento de diabetes, hipertensão e infecções.

Vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, a Furp é a única responsável por fornecer 28 diferentes tipos de medicamentos para a prefeitura. Os medicamentos ofertados pela rede pública são distribuídos de forma gratuita mediante a apresentação de receita de médicos do sistema público ou privado.

Com o atraso na entrega dos remédios, agravado no segundo semestre deste ano, o estoque de muitas UBSs se esgotou, e os pacientes já enfrentam dificuldades para encontrar os medicamentos nas farmácias dos postos de saúde.

Na UBS Jardim Peri, na zona norte da capital, três itens da lista estão em falta há pelo menos dois meses. São eles: cefalexina, antibiótico usado no combate a infecções que atingem dentes, sistema urinário e órgãos do aparelho respiratório; glibenclamida, usado no tratamento de diabetes; e metildopa, indicado para o controle da hipertensão arterial.

Com um processo infeccioso nos dentes, o eletricista Ozéas Gomes da Costa, de 60 anos, se viu obrigado a comprar a cefalexina prescrita pelo médico, após tentar, sem sucesso, retirá-la gratuitamente em várias farmácias da rede pública. “O pior é que, quando você não acha em um lugar, geralmente está em falta na cidade toda. Antes de vir para cá, já tinha passado em dois postos da região e eles também não tinham”, contou ele, após receber nova negativa na unidade do Jardim Peri, na quinta-feira passada.

Antibióticos

A falta de cefalexina se agravou a partir de julho, quando a Furp passou a entregar mensalmente entre 200 mil e 300 mil unidades de um total de 1,3 milhão de cápsulas solicitadas todos os meses.

Na época, a Amoxicilina, outro antibiótico fornecido pela Furp e usado no tratamento de infecções muito comuns na população, como a sinusite e a otite, já estava com falhas na entrega havia seis meses. A demanda mensal do medicamento é de 3 milhões de comprimidos, mas entre janeiro e outubro, apenas 15,3 milhões das 30 milhões de unidades pedidas foram entregues pelo Estado.

O desabastecimento fez a Secretaria Municipal da Saúde comprar, no início deste mês, 7,6 milhões de comprimidos do medicamento, em um gasto total de R$ 384 mil, que terá de se repetir mensalmente caso a Furp continue a atrasar a entrega dos remédios. O valor representa um gasto extra para os cofres municipais, uma vez que a Prefeitura não paga nada à Furp pelos medicamentos entregues. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, atualmente o laboratório fornece medicamentos gratuitamente ao Município como contrapartida do Estado dentro do SUS (Sistema Único de Saúde).

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Saúde irá ofertar quatro novos medicamentos para doenças pulmonares a partir de 2014

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Remédios para hipertensão pulmonar e câncer de pulmão serão disponibilizados pelo SUS

Portadores de hipertensão arterial pulmonar têm dificuldade em respirar, pois as artérias pulmonares se tornam mais estreitas e o coração faz mais força para bombear o sangue até os pulmõesGetty Images

 

O Ministério da Saúde irá oferecer quatro novos medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A partir de 2014, serão disponibilizados os medicamentos ambrisentana e bosentana para hipertensão arterial pulmonar. Já os remédios erlotinibe e gefitinibe serão para pacientes com câncer de pulmão. Cerca de 5.000 pessoas serão beneficiadas com essa medida. A autorização da incorporação foi publicada nesta sexta-feira (8), no DOU (Diário Oficial da União).

O custo do tratamento mensal com medicamentos para hipertensão arterial pulmonar será de R$ 530. O ministério negociou preços e conseguiu a redução de cerca de 50% em relação ao valor inicial proposto. No total, serão investidos R$ 12,5 milhões na compra de remédios ao ano.

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A compra dos medicamentos acontecerá em hospitais e serviços de saúde com tratamento para câncer, mediante financiamento via APAC (autorização de procedimento de alto custo). Não implicará em aumento de custos para o SUS.

Medicação

Os portadores de hipertensão arterial pulmonar têm muita dificuldade em respirar, pois as artérias pulmonares se tornam mais estreitas e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue até os pulmões. Tanto a ambrisentana como a bosentana fazem com essas artérias se dilatem, diminuindo a pressão sanguínea e aliviando os sintomas. Dois em cada três pacientes precisam do tratamento com esses remédios. No ano passado, foram registradas 1.181 internações e 633 mortes pela doença.

Já os outros dois medicamentos para o câncer de pulmão (erlotinibe e gefinibe), inibem o crescimento, multiplicação e a sobrevida das células com tumor. Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, “uma novidade importante deste tipo de medicamento é o fato de possibilitar que o tratamento ocorra dentro de casa, melhorando a qualidade de vida do paciente e da família”.

Novo remédio aumenta sobrevivência de pacientes com câncer de pulmão

No ano passado, 18.154 pessoas foram internadas. O câncer de pulmão é o segundo mais comum e o de maior letalidade no Brasil. De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), 27 mil pessoas adquirem a doença por ano.

— Segundo estimativas, estes medicamentos devem atender a cerca de 20% dos pacientes que, atualmente, são portadores de câncer de pulmão. São medicamentos extremamente caros, e muitas pessoas, não poderiam ter acesso a eles se não fosse pelo SUS.

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Quase 100% dos vídeos sobre doenças do coração que circulam na internet têm informações erradas

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Pesquisa de estudante de medicina será apresentada nesta quinta-feira (4) em congresso

Getty Images Assistir a vídeos incorretos é fazer a pessoa deixar de acreditar nas orientações médicas

Uma pesquisa realizada no Brasil mostra que quase 96% dos vídeos publicados no YouTube sobre as doenças do coração trazem informações incorretas. Os dados do estudo serão divulgados nesta quinta-feira (4) durante o 30º Congresso de Cardiologia da Socerj (Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro), no Centro de Convenções Sul América.

De acordo com a autora da pesquisa, Nathália Monerat, dos 1.152 vídeos analisados, apenas 50 (4,3%) apresentavam o conteúdo correto. A análise foi feita em seis meses sob orientação do cardiologista Jader Azevedo. Para selecionar os vídeos, ela também avaliou os recursos audiovisuais (slides e imagens em 3D), a graduação do autor, além do direcionamento do vídeo, ou seja, se ele foi feito por produção acadêmica ou de forma independente.

— Vi erros conceituais, de tratamentos [médicos] e nas fontes bibliográficas. Muitas vezes, a informação não condizia com o que está sendo procurado.

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Entre os temas mais buscados pelos internautas, os de arritmia cardíaca (alterações dos batimentos cardíacos) eram os que tinham mais erros, seguido de hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. A ideia deste estudo surgiu a partir de outro trabalho feito durante a sua graduação no Centro Universitário de Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

Segundo Nathália, uma das graves consequências de assistir a vídeos incorretos é fazer a pessoa deixar de acreditar em seu médico para seguir orientações da internet.

— Dependendo da gravidade da doença, essa atitude poderá prejudicá-lo.

Fuja das ciladas da internet

Apesar de a internet oferecer boas informações para o internauta, a pesquisadora ressalta que é muito importante que se verifique a qualidade das fontes utilizadas para produção do vídeo, além da formação profissional do autor. A credibilidade da informação dependerá de como e aonde o usuário da internet buscar.

— No caso de saúde, os sites de hospitais e sociedades brasileiras, como a Socerj, são fontes adequadas, pois apresentam notícias, pesquisas e artigos científicos com melhor embasamento teórico e mais atualizados

 

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