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  • 86% dos usuários de banda larga do Brasil se preocupam com a segurança nas redes sociais

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    Outra questão abordada na pesquisa foi em relação às soluções para armazenamento, compartilhamento e backup dos dados

    São Paulo – A explosão do uso das redes sociais está mudando o comportamento do internauta com relação à segurança das informações que ele mesmo publica na internet. É o que mostra um levantamento global realizado pela F-Secure (www.f-secure.com) com 6,4 mil usuários de banda larga em 14 países, incluindo o Brasil.

    Enviar e receber arquivos (documentos, fotos, vídeos, músicas) por meio das redes sociais é uma das formas mais comuns de compartilhar conteúdos, isso para 50% dos entrevistados no mundo. Nos mercados emergentes esse percentual é ainda maior. No Brasil, 61% dos internautas consideram importante trocar arquivos por meio dessa plataforma e na Índia já são 76%.

    No entanto, a preocupação com a segurança está cada vez mais presente, já que 86% dos entrevistados no Brasil afirmaram se preocupar com a privacidade quando publicam informações pessoais nas redes sociais. Mais de 80% disseram ter receio sobre as pessoas que podem ter acesso a fotos e vídeos nessas plataformas. A maior preocupação se dá entre pessoas na faixa etária de 45 a 60 anos.

    Apesar de 75% dos internautas brasileiros considerarem o conteúdo mais importante do que o dispositivo em si (hardware), mantê-los protegidos ainda não é uma tarefa bem-sucedida para 74% dos brasileiros, os quais afirmaram já ter perdido conteúdos importantes, como fotos, vídeos, documentos e e-mails.

    Outra questão abordada na pesquisa foi em relação às soluções para armazenamento, compartilhamento e backup dos dados. O meio mais utilizado para compartilhar arquivos ainda é o e-mail (81%), seguido das redes sociais (68%). Já para manter uma cópia dos arquivos, o HD externo (59%) ainda é a forma mais comum. No caso do Brasil, 20% dos usuários já utilizam uma solução de backup ou armazenamento online, contra 14% da média mundial. No que diz respeito à sincronização de conteúdos entre os dispositivos, a maioria dos entrevistados respondeu que utiliza uma conexão USB entre os equipamentos.

    Mundialmente, 61% das pessoas confiam mais em seu provedor de banda larga do que em empresas globais como o Dropbox e o Google para armazenar e proteger seus conteúdos pessoais.

    “Esse amplo estudo identificou pontos interessantes sobre o comportamento do usuário na internet. Uma das principais conclusões é que, felizmente, as pessoas estão mais conscientes em relação ao risco inerente de ter conteúdos pessoais trafegando na internet. Por isso a proteção contra vírus, malwares e outras ameaças cibernéticas continua sendo crucial. A novidade é que agora os internautas estão procurando formas mais seguras e eficazes para armazenar e sincronizar seus arquivos entre os vários dispositivos que possuem e também para compartilhar o conteúdo online, em qualquer lugar e a qualquer hora”, explica Ascold Szymanskyj, vice-presidente de operações de vendas e operações da F-Secure para a América Latina.

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  • Amazonas terá Delegacia de Crimes Cibernéticos

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    O crescimento anual de 40% de casos motivou a medida

    Os usuários devem ficar atentos a sites suspeitos e internautas desconhecidos que insistem em manter um relacionamento virtual Foto: Acervo/ DA Os usuários devem ficar atentos a sites suspeitos e internautas desconhecidos que insistem em manter um relacionamento virtual

    Manaus – A prática de crimes cibernéticos no Amazonas apresenta um crescimento anual de 40%, segundo a Delegacia Geral (DG). De acordo com o delegado adjunto da DG, Mauro Aufiero, cerca de 40 ocorrências de transgressão na internet são recebidas pela Polícia Civil mensalmente.

    Com o aumento da demanda e a necessidade de centralização das denúncias e investigações ligadas à internet, realizadas atualmente em qualquer delegacia, o governo do Estado deve inaugurar, dentro de 90 dias, a Delegacia de Crimes Cibernéticos em Manaus.

    Crimes contra o consumidor, como a não entrega de mercadorias adquiridas no ambiente online e a criação de páginas falsas idênticas a de lojas tradicionais confundindo clientes, ocupam o primeiro lugar no ranking de delitos.

    “Você vai lá (na web), faz toda a compra e a loja não tem acesso ao pedido porque a página era fake (falsa)”, afirmou o delegado.

    Nestes casos ele explica que, conforme o Código do Consumidor, cabe À empresa hackeada a responsabilidade pelo ônus do cliente, já que “elas devem rastrear continuamente a existência ou não de páginas falsas associadas a sua marca”.

    Mesmo sem o reconhecimento do Código Penal Brasileiro, Aufiero ressalta que todos os tipos de crime já podem ser encontrados na Web.

    “O código não tem a modalidade internet, o que há são crimes que utilizam o meio cibernético para serem cometidos”, explicou.

    Com um caso ocorrido recentemente em Manaus, no qual a vítima foi surpreendida com um débito de R$ 65 mil em seu nome após ter a senha do cartão reproduzida em um posto de gasolina, a clonagem e rastreamento de senhas do cartão de crédito com o auxílio de vírus incrementam o rol de crimes registrados, no Estado.
    Pedofilia
    Em segundo lugar no ranking das principais ocorrências, a Polícia Civil destaca os crimes de pedofilia e favorecimento sexual, com o uso da internet no aliciamento de menores de ambos os sexos para o comércio sexual e para a obtenção de favores sexuais.

    De acordo com o delegado adjunto, diferente do que muitos pensam, o uso da internet em crimes de pedofilia, por exemplo, acaba facilitando a identificação do infrator.

    “A internet é um sistema que deixa rastros, então é muito fácil rastrear de onde veio aquela comunicação ou onde foi o acesso daquela conversa”, frisou.

    Registrada a denúncia na delegacia, a primeira providência adotada pela Justiça é o pedido de quebra de sigilo de e-mail ou de endereço eletrônico.

    Responsável por crimes cibernéticos envolvendo tráfico internacional de drogas e de pessoas, a Polícia Federal conta atualmente com 15 casos em investigação, em segredo de justiça.

    Crimes  serão incluídos no Código Penal

    Usuários da internet que usarem perfis falsos em redes sociais ou e-mails poderão ser enquadrados como crimes de informática passível de seis meses a dois anos de pena de prisão. A pena integra o elenco de propostas de aperfeiçoamento do Código de Processo Penal, sob a análise de juristas nomeados pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

    O resultado desse trabalho será encaminhado para a análise dos parlamentares na forma de um anteprojeto de lei ainda neste semestre. A proposta prevê o aumento de um terço da pena se, pela internet, o perfil falso causar prejuízos a terceiros. O relator da comissão, procurador Luiz Carlos Gonçalves, acrescentou que os hackers, especialistas em informática capazes de modificar programas e redes de computadores, merecerão um capítulo à parte no anteprojeto.

    Os juristas ainda analisam a penalização de crimes mais graves, como o acesso indevido de dados comerciais protegidos.

    Os juristas também aumentaram penas para qualquer pessoa que, de posse de informações de processos judiciais que correm em segredo de Justiça, sejam divulgados à imprensa. A quebra do segredo de Justiça, como sigilos fiscal, telefônico e bancário pode passar de dois a quatro anos de prisão para dois a cinco anos de prisão.

    “O foco da criminalização não é o trabalho da imprensa que noticia um fato que chegou ao conhecimento dela. O regime constitucional de liberdade de imprensa, de proteção do sigilo da fonte, nos impediria de agir de forma diversa”, disse o relator da comissão de juristas. Luiz Carlos Gonçalves ressaltou que esse tipo de crime já está previsto na Lei de Interceptação, mas a ideia é tipificá-lo no Código Penal. Pelo que foi aprovado, caso os dados vazados sejam veiculados em meios de comunicação, a pena de dois a cinco anos será aumentada em um terço.

    Outro tema apreciado na reunião foi a corrupção no setor privado. O procurador Luiz Carlos Gonçalves disse que a lei atual prevê o crime nesse setor somente quando existe o envolvimento de funcionário público. A proposta é tipificar, por exemplo, o funcionário do setor de compras de uma empresa privada que recebe vantagem indevida para beneficiar determinado fornecedor. “Estamos adequando nossa legislação ao parâmetro internacional de corrupção privada”, observou o relator da comissão de juristas.

    Delegado dá dicas de como evitar crimes cibernéticos

    De competência da Polícia Civil do Amazonas, os crimes cibernéticos, de acordo com o delegado adjunto Mauro Aufiero, podem ser evitados com a adoção de medidas simples.

    Nas situações envolvendo o consumidor, observar a presença do cadeado de segurança no canto esquerdo da tela e evitar a abertura de e-mails de bancos ou de pessoas desconhecidas, assim como em terminais públicos, são dicas preciosas e que podem evitar dores de cabeça futuras.

    “Às vezes eles mandam o e-mail como se fosse de um site de compras ou companhia aérea informando a presença de milhas, mas pode contar que é tudo vírus”, informou.
    Também é importante compor barreiras para tentar coibir o acesso indevido, por meio da utilização de programas de antivírus e firewall. Existem diversos programas e sistemas operacionais gratuitos, de código aberto.

    Já para evitar o assédio de pedófilos, o delegado orienta que os pais não instalem computadores domésticos dentro do quarto de crianças e adolescentes; adotem programas para bloquear sites inadequados e evitem que os filhos criem perfis em redes de relacionamento.

    “A criança ou adolescente se tranca no quarto e o pai perde o controle do conteúdo acessado como chats, por exemplo”, explicou.

    O professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Luiz Antônio Nascimento afirma que do ponto de vista tecnológico a internet assemelha-se a um liquidificador, ou seja, pode fazer “sucos deliciosos” ou “arrancar o dedo” se utilizado para outros fins.

    “Costumo explicar que a internet foi criada para facilitar a vida, mas as pessoas não podem esquecer que precisam tomar cuidados com a segurança, assim como na vida real”, afirmou.

    Ainda segundo o sociólogo, a internet é o meio apropriado pelos criminosos e não a causa da falta de segurança observada, hoje.

    “Prova disso era a violação de correspondências realizadas pelas pessoas, nos anos 80, para obter dinheiro e objetos de valor”, disse.

    Investigadas pela Delegacia Institucional da Polícia Federal/AM, as denúncias podem ser feitas pelo endereço safernet.org.br

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  • Como encontrar na internet sua câmera fotográfica roubada

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    Perder ou ter a câmera roubada é algo que pode acontecer com qualquer um. No tempo das câmeras de filme (também chamadas de “analógicas”), a vítima do roubo não podia fazer muita coisa, exceto registrar queixa do roubo ou extravio.

    Com o advento das câmeras digitais, há algo mais que pode ser feito. Você pode deixar informações de contato na própria câmera, para o caso de perda, e no caso de roubo, você pode não localizar a câmera, mas pode descobrir quem a está usando.

    Mas como é que a câmera pode ser encontrada novamente?

    Dados EXIF

    Em cada fotografia, as máquinas digitais colocam informações sobre a foto: qual a sensibilidade, a abertura do diafragma, o tempo de exposição, se o flash foi disparado, se estava sendo usado algum modo automático. Também são registradas a data e hora em que a foto foi feita, e, se a câmera tiver GPS, a posição geográfica (e até para onde a câmera estava apontando, em alguns casos) em que a foto foi feita. Até mesmo uma miniatura da foto é armazenada nos dados EXIF.

    Estas informações ficam escondidas dentro do arquivo da foto, em uma porção dele chamada de cabeçalho de dados EXIF (“Exchangeable Image File Format” – formato de arquivo de imagem intercambiável, em tradução livre).

    Mas não são só estas informações. Além das informações sobre a foto, também são incluídas informações sobre o fabricante, o modelo e o número de série da máquina fotográfica. Em alguns casos, até o número de série da lente da câmera é incluído nos dados EXIF.

    Se você está curioso para ver os dados EXIF de suas fotos, pode fazer isso usando o Windows Explorer, é só clicar com o botão direito sobre qualquer uma delas, selecione a opção “Propriedades”, clique na aba “Detalhes” (ou “Resumo”, dependendo da versão do Windows Explorer). Editores e programas de catalogação de fotos, como o Picasa ou o Photoshop, também permitem ver estas informações. Os editores permitem também alterar estas informações ou apagá-las completamente.

    Câmera perdida e achada

    Se você perdeu sua câmera, as chances de reavê-la aumentam se você deixar na própria câmera alguma dica de como você pode ser encontrado. Faça uma foto sua segurando um cartaz com seu primeiro nome com telefone e e-mail, assim, se uma boa alma encontrar a mesma, vai saber como devolvê-la.

    Você pode simplesmente fotografar uma folha de papel com as informações de contato para devolução da câmera, deixando-a na máquina.

    Câmera roubada

    Agora, se a sua câmera foi roubada, com certeza em algum momento alguém vai usá-la para fazer fotos. Provavelmente, vai veicular essas fotos online, como todos fazemos. A maioria das pessoas não sabe da existência dos dados EXIF, e também não sabe como apagar estes dados ou, mesmo sabendo que existem, não se preocupa com isto.

    É aí que entra em cena os serviços de recuperação de câmera roubadas. O que eles fazem é verificar cada foto que é compartilhada em galerias online, como o flickr ou o 500px, e examinar os dados EXIF, em busca dos dados da tua câmera: fabricante, modelo, e número de série. Tudo que você tem que fazer é enviar uma foto feita com a câmera e que não tenha sido editada (para garantir a integridade dos dados EXIF).

    E se você não tiver uma foto para apresentar para eles? Normalmente você encontra o número de série escrito no manual, ou na caixa em que a câmera veio. Você pode digitar este número em um campo especial.

    O serviço tem um furo: algumas câmeras não armazenam informações de número de série nos dados EXIF das fotos, apenas os dados da foto. Se você tem uma câmera mais antiga, ou se você usa o celular para fazer as fotos, é provável que o número de série do equipamento não seja registrado nos dados EXIF.

    Serviços de busca de câmeras

    Existem alguns serviços online que ajudam na hora de encontrar sua câmera. Alguns deles são para os bons samaritanos que encontraram uma câmera e estão tentando devolver a mesma aos legítimos donos, outros são para vasculhar a internet para encontrar fotos feitas com sua câmera roubada.

    IFoundYourCamera.net: este é um blog lançado pelo canadense Mathew Prepost. Quem encontrou uma câmera pode postar nele fotos que foram encontradas nela, bem como informações sobre a câmera, na esperança que o dono esteja a procurando. Até agora, 30 câmeras foram devolvidas a seus legítimos donos, das centenas que já foram anunciadas.

    CameraFound.com: este site segue a mesma ideia, mas tem mais recursos tecnológicos. Você pode fazer upload de fotos e usar o Google Maps para apontar exatamente onde a câmera foi encontrada (ou perdida).

    About.com Lost and Found for Digital Cameras: o site About.com Achados e Perdidos para Câmeras Digitais também tenta conectar donos de câmeras perdidas com aqueles que as encontraram, mas funciona mais como um boletim de anúncios. A vantagem deste site é a quantidade de visitantes.

    stolencamerafinder.com: este é um dos sites que pega os dados EXIF de uma foto de exemplo e usa estes dados para encontrar fotos feitas com a sua câmera. Infelizmente, alguns sites que compartilham fotos, como o Facebook tem o costume de retirar as informações EXIF das fotos antes de publicar. O site oferece um plano grátis, mas limitado, e outros planos pagos e mais completos.

    CameraTrace.com: este site trabalha de forma semelhante ao stolencamerafinder.com, examinando sites de compartilhamento de imagens como o Flickr e o 500px em busca de fotos com os mesmos dados EXIF. Ele tem um diferencial: uma etiqueta que você recebe ao pagar o serviço por US$10 (R$20,00). Na etiqueta tem um endereço internet que permite que a pessoa que encontrou a câmera entre em contato com você. Caso a câmera tenha sido realmente roubada, o CameraTrace.com pode até mesmo fazer a ponte com a polícia quando a câmera for encontrada.

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