Nova busca social do Facebook expõe usuário, afirma ativista

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Campus Party 2013Especializada em privacidade nas redes sociais, a americana Rainey Reitman, da EFF (Electronic Frontier Foundation), vai falar na Campus Party sobre como governos e empresas “usam a tecnologia de formas prejudiciais aos direitos humanos”.

Diretora de ativismo da organização de defesa dos direitos civis e da liberdade de expressão no mundo digital, a americana fará uma palestra na Campus Party nesta quarta-feira, às 13h.

Bogdan Pencea/Das Cloud
Rainey Reitman, diretora de ativismo da Electronic Frontier Foundation, durante conferência na Romênia
Rainey Reitman, diretora de ativismo da Electronic Frontier Foundation, durante conferência na Romênia

“Precisamos achar formas de ensinar as pessoas a se importarem com privacidade na rede antes que elas sejam expostas a qualquer tipo de dano”, afirma Reitman à Folha.
A ativista prevê novos problemas de privacidade com a chegada da Busca Social do Facebook, lançada em fase de testes neste mês.

O recurso permite aos usuários fazerem pesquisas bastante refinadas não só sobre seus próprios amigos (“colegas de faculdade mais velhos do que eu”) como também sobre pessoas desconhecidas -“mulheres solteiras de 18 a 20 anos que moram em São Paulo”, por exemplo.

“Às vezes, sem se darem conta, as pessoas compartilham informações públicas sobre si mesmas no Facebook. Até então, muitos desses dados eram difíceis de achar”, afirma. “A Busca Social é particularmente problemática porque torna todo esse conteúdo muito mais fácil de ser descoberto e acessado.”

Reitman diz esperar que campuseiros ajudem a reconstruir um projeto da EFF atualmente estacionado, o TOSBack, que monitora os termos de serviço de sites como Google e Facebook e avisa os usuários quando há alterações.

Recentemente, o criador do extinto site de armazenamento de arquivos Megaupload, Kim Dotcom, afirmou no Twitter que a EFF está colaborando com ele na Justiça dos EUA para que usuários do serviço voltem a ter acesso aos seus arquivos.

Reitnam confirma a parceria. “Muitas pessoas que armazenavam conteúdo absolutamente legal no Megaupload foram prejudicadas.”

A ativista diz que os usuários de internet devem se manter atentos a iniciativas dos governos que, segundo ela, ameaçam a liberdade de expressão com o pretexto de combater a pirataria.

“Não sei se isso vai ocorrer já neste ano, mas o Sopa e o Pipa vão voltar”, prevê ela, sobre os projetos antipirataria cuja aprovação foi adiada nos EUA no início do ano passado após fortes movimentos de oposição.

Quando Aaron Swartz, acusado de baixar documentos em um repositório pago de artigos acadêmicos com a intenção de distribuí-los gratuitamente, foi encontrado morto, neste mês, Reitman publicou um desabafo sobre o suicídio do ativista.

“Swartz cometeu um suposto crime que não teve vítimas.”

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Kim Dotcom lança Mega e promete muitos serviços gratuitos na web

Acesse:http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2013/01/kim-dotcom-lanca-mega-e-promete-muitos-servicos-gratuitos-na-web.html

Acabou o mistério. Neste domingo (20), foi lançado o Mega, novo site de Kim Dotcom, fundador do extinto Megaupload, com serviços premium e muitos outros gratuitos. O portal entrou em serviço às 6h48 (horário local, 15h48 do sábado em Brasília), exatamente um ano após as forças de segurança da Nova Zelândia invadirem a mansão de Dotcom em Auckland, obedecendo a um comando do FBI.

Novo Mega, site de Kim Dotcom, promete revolucionar armazenamento em nuvem (Foto: Reprodução / Mega)Mega, site de Kim Dotcom, promete revolucionar o
armazenamento em nuvem (Foto: Reprodução)

Com 50GB iniciais de armazenamento online grátis, o Mega vai muito além dos 5GB gratuitos oferecidos pelo Drive (Google), ou dos 7GB do SkyDrive (Microsoft). O Dropbox, outro concorrente, oferece apenas 2GB. O Mega conta ainda com três opções de assinatura mensal: Pro I, por €9,99 (para 500GB), Pro II, por €19,99 (para 2TB), e Pro III por €29,99 (para até 4TB). Em reais os valores são R$ 27, R$ 54 e R$ 81.

Parecido com os concorrentes no modelo de negócio, o Mega chama a atenção em vários outros aspectos e promete revolucionar o setor de nuvem. Sua interface é simples e oferece uma ferramenta de arrastar e soltar para fazer o upload de arquivos. Extremamente rápidos, o upload e o download são processados diretamente na plataforma online do Mega, pelo próprio site, sem o uso de softwares adicionais.

É possível ainda compartilhar pastas inteiras, gerar links de download e enviar para os contatos, entre outras ações, em poucos cliques, num simples gerenciador de nuvem.

Ainda em versão beta, o Mega tem muito a melhorar. Na lista de atualizações pós-lançamento se encontram ambições como acesso móvel, ferramentas de processamento de texto e planilhas estilo Office, mensagens instantâneas, calendário e muito mais. Está previsto também para o Mega o suporte a outras línguas além do inglês.

Mais seguro e mais rápido

Baseado em criptografia, o serviço ficou também mais seguro e à prova de disputas de por direitos autorais. O objetivo é não repetir os erros do Megaupload.com, fechado em janeiro de 2012 pelo governo americano, numa caça às bruxas contra a pirataria digital.

O usuário terá seus arquivos criptografados de forma local antes que sejam enviados aos servidores do serviço. Isso quer dizer que o Mega não é responsável pelo que armazena já que não sabe do que se tratam os pacotes enviados pelos usuários – sejam eles fotos e arquivos pessoais ou músicas, filmes, livros ou conteúdo protegido por direitos autorais.

Mas como o Mega não sabe? Simples: o Mega não tem a chave necessária para “descriptografar” os arquivos. Apenas o dono, que enviou os pacotes, tem o acesso. Ao Mega restam apenas pastas trancadas, e cabe ao usuário controlar o acesso a elas.

Tal medida de segurança sugere que, mesmo cooperando com a lei ou mediante ações judiciais, a empresa pouco possa fazer quando forem solicitados os dados dos usuários. Diferente de serviços rivais, o Mega não tem conhecimento dos arquivos, não consegue abri-los e, mesmo que os entregue para autoridades, haverá dificuldade para decifrá-los.

Múltiplos datacenters

A criptografia dos arquivos interfere também na velocidade de acesso ao que já foi enviado ao Mega. Antes, serviços como o Megaupload operavam com datadcenters gigantes, que costumavam ser caros. Graças à criptografia, é possível conectar um grande número de parceiros de hospedagem em todo o mundo, sem se preocupar com violações de privacidade. “Nossos servidores vão estar mais perto de nossos clientes e a transferência de dados será mais rápida”, defende o Mega, na nova página do serviço.

Novo Mega, site de Kim Dotcom, lança novo modelo de armazenamento grátis em nuvem (Foto: Reprodução / Mega)Novo Mega, site de Kim Dotcom, lança novo modelo de armazenamento grátis em nuvem (Foto: Reprodução / Mega)

A Instra Corporation, uma investidora do Mega que fornece hospedagem, disse em um comunicado que está preparada para suportar os acessos diante da forte demanda. Brian Clarkson, CEO da Instra, disse que, durante a fase de lançamento, a empresa dará o apoio técnico necessário no dia a dia as operações, até que o serviço se estabilize.

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