Os animais vivem em uma ilha praticamente deserta e são alimentados por turistas.
Você já ouviu falar da ilha de Big Major City, nas Bahamas? E da Praia dos Porcos? Bem, é tudo a mesma coisa. Essa ilha praticamente deserta tem paisagens incríveis e moradores incomuns: porcos.
Uma história popular a respeito da existência desses animais naquele ambiente isolado é a de que alguns marinheiros os deixaram ali com a intenção de retornar à ilha algum tempo depois e comê-los. Porém, não só eles não teriam voltado como os bichinhos supostamente sobreviveram com alguns restos de comida derrubados pelos navios.
Outras histórias envolvendo naufrágios também são contadas, mas até agora não se sabe como os porcos foram parar nessa ilha. O fotógrafo Eric Cheng, que esteve lá para fotografar os bichinhos, disse que eles provavelmente são alimentados por visitantes e que, por isso, entram na água e nadam quando percebem que há alguém por perto.
Cheng disse que eles são muito amigáveis e que, aparentemente, são muito bem alimentados, já que alguns chegam a pesar 60 kg. E aí, você visitaria essa praia? Teria coragem de nadar ao lado de um desses simpáticos porquinhos?
No último século, houve dois marcos na fotografia narcisista. O primeiro foi a invenção do timer automático, que a Kodak começou a vender durante a Primeira Guerra Mundial. O segundo aconteceu alguns anos atrás, com as câmeras em celulares, quando adolescentes ficavam diante de espelhos tirando fotos de si mesmos e depois compartilhavam essas imagens na internet.
A câmera do celular é perfeita para a era das redes sociais. Mas mesmo os smartphones têm uma limitação: alguém precisa segurá-los. Isso não acontece com uma câmera minúscula e de altíssima resolução que decolou para a estratosfera, figurativamente e literalmente, nos últimos anos.
A câmera GoPro, que custa entre US$ 200 (cerca de R$ 400) e US$ 400 (R$ 800), testemunhou o mergulho de 39 km no ar de Felix Baumgartner. Além disso, ela já foi fixada a jatos que viajavam à velocidade Mach 5 e a pranchas de surfe que enfrentavam ondas de 30 metros.
Divulgação/GoPro
Imagens de Divulgação mostra praticante de snowboard equipado com uma câmera GoPro no capacete
A GoPro vendeu 3 milhões de câmeras em três anos. A empresa de pesquisas de mercado IDC disse que isso faz dela a câmera de vídeo mais comprada nos EUA.
Em outubro, a empresa, que começou há dez anos com uma câmera descartável que era presa aos pulsos de surfistas, lançou a Hero3 em clima de celebração.
Como isso aconteceu? Nick Woodman, 37, fundador da empresa, criou a primeira GoPro rudimentar quando foi à Indonésia para surfar. Ele queria fazer fotos de um amigo na água. Mas, só quando virou a câmera ao contrário para fazer fotos dele mesmo, foi que viu o potencial da câmera.
“A grande sacada aconteceu em 2007, quando percebemos que a maior oportunidade não se resumia a fabricar câmeras que fotógrafos podiam prender ao próprio corpo”, contou Woodman. “Era fazer câmeras que as pessoas pudessem prender ao próprio corpo para se fotografarem.”
Nessa mesma época, o Google tinha acabado de comprar o YouTube e sites como o Twitter e o Facebook chegavam ao grande público.
Woodman começou a vender suportes que permitiam que a GoPro fosse acoplada a qualquer coisa: pranchas de surfe, bicicletas, capacetes, arreios corporais e gatos -qualquer coisa mesmo.
O que aconteceu a seguir foi espantoso: as pessoas começaram a desenvolver um relacionamento afetivo com a GoPro. “Os clientes nos davam crédito em seus vídeos e fotos”, conta Woodman.
SEDENTÁRIOS TAMBÉM
Uma busca por “GoPro” feita no YouTube rende mais de meio milhão de vídeos. Milhões de fotos e vídeos lotam as redes sociais, todas assinaladas com o nome da câmera, do mesmo modo como as pessoas assinalam seus amigos.
A câmera está atraindo não apenas os entusiastas dos esportes radicais, mas também as pessoas sedentárias que gostam de assistir a vídeos feitos com a GoPro.
As grandes empresas estão tentando passar à frente da GoPro, mas é possível que tenham chegado com um atraso de dez anos.
“Nos últimos 50 anos, empresas como Nikon e Canon investiram na precisão, que tem seus benefícios, mas também suas limitações”, comentou o fotógrafo Chase Jarvis. “A GoPro é incrivelmente incômoda para esses fabricantes de câmeras de grande nome, e garanto a você que as festas de lançamento de produtos deles têm um clima diferente. A GoPro faz parte de uma outra cultura.”