O gigantesco ecossistema da floresta Amazônia abriga uma fauna ao mesmo tempo diversificada quando hostil, em que inúmeras espécies de animais se desenvolvem de maneira sofisticada e feroz. Este é o caso do Candiru, um animal tão ou mais temido do que as jiboias, sucuris, piranhas carnívoras ou os jacarés. Seu temor é desproporcional ao seu tamanho, já que este animal em torno de 12 centímetros e é facilmente confundido com outros peixes.
Também chamado de carneiro ou peixe-vampiro, seu nome científico é Vandellia Cirrhosa, um peixe de água doce, pertencente à família dos bagres, especialmente conhecido e temido por seus hábitos alimentares. Na realidade, ele é um parasita que se alimenta de outros peixes, ainda que inclua em seu cardápio animais maiores e, ocasionalmente, seres humanos.
Geralmente, o Candiru habita o fundo dos rios da Bacia Amazônica, onde encontra suas presas por causa do odor da ureia e do amoníaco que os peixes exalam durante a respiração. Assim que encontra sua vítima, o Candiru dispara e penetra pelas guelras do peixe, onde ele se retorce e abre um tipo de guarda-chuva de espinhos para se prender à sua vítima. Imediatamente, ele usa as suas poderosas mandíbulas para abrir um orifício na artéria sanguínea mais próxima, de onde começa a sugar o sangue da sua presa.
.
O principal problema para os seres humanos está no fato de que uma pessoas pode ser atacada por causa do odor similar que atrai o Candiru. Este peixe pode penetrar nos orifícios de um banhista que estiver urinando imerso no rio. Assim, o peixe pode entrar tanto pela pele, como pela uretra, ânus ou vagina. Ele prende seus espinhos e começa sugar o sangue dentro do corpo da vítima. A única alternativa para a pessoa que é atacada pelo peixe é a intervenção cirúrgica. No ano passado, ao menos quatro pessoas foram atacadas na Praia do Cacau, no Rio Tocantins.
Se férias em alto mar para você significa iates modernos e todo conforto possível, esqueça seus conceitos e arrisque-se nessas novidades nada convencionais. Conheça os veículos marítimos mais bizarros de 2012:
Chris Todd já testou o aparelho uma vez, mas não deu muito certo (Foto: Reprodução)
O engenheiro Chris Todd criou uma espécie de roda de hamster gigante, desenvolvida especialmente para humanos. Como é de se imaginar é o usuário quem deve simular o movimento dos ratinhos para que a embarcação se mova. O inventor criou a engenhoca com o objetivo de cruzar o Mar Irlandês, mas sua primeira tentativa não deu muito certo e terminou com ele sendo resgatado pela marinha.
Wider Yatch pode aumentar de tamanho oferecendo mais conforto para os ocupantes (Foto: Reprodução)
O Wilder Yatch, conceito projetado pelo designer Tilli Antonelli, tem uma proposta diferente: a lancha simplesmente abre duas abas sobre o mar com plataformas para dar mais espaço aos ocupantes. O processo é totalmente automatizado e permite que o usuário tenha uma área de lazer maior em alto-mar. O veículo, leve e ágil, usa a mesma tecnologia de infusão a vácuo utilizada por equipes de Fórmula 1.
Quem iria imaginar que Steve Jobs, o poderoso CEO da Apple, projetaria um iate? Apesar de este projeto nada ter a ver com a empresa da maçã, os traços lembram totalmente o estilo do seu criador e sua navegação utiliza iMacs. Ele foi um presente para sua mulher como despedida, pois sabia que iria falecer em breve. Apesar desse modelo ter tido a mão de designers famosos e ter sua ideia concebida por um gênio da inovação, seu layout deixou um tanto a desejar.
Extremamente leve, o Piranha adapta a ideia dos aviões não tripulados para a água (Foto: Divulgação)
Pode parecer um pouco estranho, mas o litoral norte-americano vai ser tomado por Piranhas. Piranha é um barco não tripulado projetado para ser controlado remotamente. Ele é inspirado pelos aviões (drones) que já utilizam a mesma tecnologia para monitoramento de segurança. Zylex, a companhia que criou o modelo, está confiante de que haverá novos projetos no mesmo estilo. Se os americanos soubessem o que o nome do projeto significa em português, não entrariam mais no mar.
wFoil Albatross: navegando ou voando? (Foto: Reprodução)
Uma lancha que simplesmente não toca a água e atinge 144 km/h é a wFoil Albatross. Totalmente diferente das conhecidas atualmente que sofrem trepidações e causam um certo desconforto aos usuários, ela conta com uma estabilidade invejável. Fica a dúvida: você estaria navegando ou voando?