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  • Nasa prevê ‘chuva de ferro derretido’ e ‘neve’ de areia quente em estrela anã

    Acesse:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140108_estrela_marrom_dg.shtml

    Ilustração do clima na estrela anã marrom. Foto: NasaIlustração mostra como seria o clima na estrela anã marrom

    A primeira previsão do tempo para uma estrela anã marrom acaba de ser divulgada – e os prognósticos não são bons. Astrônomos preveem chuva de ferro derretido e “neve” de areia quente, com possibilidade de trovoadas e furacões.

    Novas observações do telescópio Spitzer, da agência espacial americana Nasa, revelam nuvens turbulentas que circulam ao redor da estrela anã marrom.

    Estrelas anãs marrons são consideradas uma espécie de versão “fracassada” de um astro normal, já que elas não conseguiram adquirir massa suficiente para sustentar o contínuo processo de fusão de átomos.

    A previsão meteorológica foi divulgada no 23º encontro da Sociedade Americana de Astronomia, em Washington.

    ‘Deixe nevar’

    É o retrato mais detalhado já feito de um planeta fora do sistema solar.

    Ao comentar o estudo, o professor Adam Burgasser, da Universidade da Califórnia, fez uma brincadeira com a canção de jazz “Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!”.

    “Vamos todos cantar a previsão de nossa estrela anã mais próxima: deixe nevar pedras, deixe nevar areia, deixe nevar minerais”, disse Burgasser.

    Os astrônomos usaram o Spitzer para analisar 44 estrelas anãs marrons diferentes no sistema de Luhman 16AB – o mais próximo da Terra com presença de estrelas anãs, a 6,5 milhões de anos-luz do nosso sistema.

    Eles encontraram evidências de clima em apenas metade delas.

    “As tempestades em estrelas marrons são muito mais violentas e variáveis”, diz Aren Heinze, da Stony Brook University, de Nova York.

    “A chuva é quente demais para virar água. Provavelmente se trata de ferro derretido e silicatos (areia).”

    Estrela anã marrom. Foto: NasaEstrela anã marrom é uma espécie de astro “fracassado”, que não adquiriu massa suficiente

    Na medida em que os astros giravam ao redor do próprio eixo, os astrônomos observaram mudanças no brilho da superfície – sinais da existência de nuvens.

    “Isso faz de nós ‘astro-meteorologistas’. Nós conseguimos prever quão encoberto o tempo ficará, qual será a temperatura e quanto vento haverá em um determinado dia”, disse Burgasser.

    Os ventos detectados possuem velocidades de 160 a 640 quilômetros por hora. As temperaturas alcançam 1,2 mil graus e há nuvens cobrindo metade da superfície do planeta.

    Uma nuvem chega sozinha chega a cobrir 20% da estrela. Astrônomos a compararam com a Grande Mancha de Júpiter, uma gigantesca tempestade que cobre 1% do planeta.

    “Ao que tudo indica, a Grande Mancha Vermelha não é tão grande assim”, diz Burgasser.

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  • Teste molecular que prevê risco de tumor voltar recebe prêmio

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/08/1321687-teste-molecular-que-preve-risco-de-tumor-voltar-recebe-premio.shtml

    Um teste molecular feito a partir da saliva de pacientes que passaram por tratamento do câncer de cabeça e pescoço é capaz de prever a recidiva do tumor antes mesmo de surgirem os sinais clínicos.

    O estudo que levou ao desenvolvimento do teste ganhou o Prêmio Octavio Frias de Oliveira na categoria Pesquisa em Oncologia. O trabalho reuniu a Universidade Federal de São Paulo, o A.C. Camargo Cancer Center e o Hospital do Câncer de Barretos.

    A premiação, uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha, acontece hoje às 11h. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007.

    Editoria de arte/Folhapress

    Neste ano, entrou na premiação uma nova categoria–Inovação em Oncologia–, voltada a trabalhos científicos e patentes de brasileiros com potencial aplicação no tratamento do câncer.

    O trabalho vencedor revelou que uma molécula criada a partir de um fungo pode ajudar no combate ao câncer de bexiga e à tuberculose. O estudo foi feito pela rede de pesquisa Farmabrasilis em colaboração com a Unicamp e a Universidade Federal do ABC.

    Na categoria Personalidade em Destaque, a vencedora é a médica Silvia Regina Brandalise, 70, por sua atuação no Centro Boldrini, unidade de tratamento do câncer infantil ligada à Unicamp.

    Para cada categoria, a premiação é de R$ 16 mil. Representantes da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e das academias de medicina e de ciências integraram a comissão julgadora do prêmio.

    Segundo Paulo Hoff, diretor do Icesp, apesar de o total de trabalhos inscritos ter caído em relação ao ano anterior (de 27 para 10), a qualidade melhorou: “Vivemos um momento de pujança da produção científica nacional. Queremos estimular mais a participação de pesquisadores de fora do Estado de São Paulo”.

    PESQUISAS VENCEDORAS
    O câncer de cabeça e pescoço é um dos dez mais frequentes nos homens, mas o tratamento pouco evoluiu nas últimas décadas. A taxa de sobrevida é baixa: 50% em cinco anos. Parte disso é atribuída ao alto índice de recidiva do tumor, de 30% até dois anos após o tratamento.

    Daí a importância do teste que detecta alterações celulares que vão levar ao desenvolvimento do tumor. “O olho molecular enxerga antes do olho clínico”, diz o líder da pesquisa, o biólogo André Vettore, 43, da Unifesp.

    Após tratar o câncer, o paciente é acompanhado de seis em seis meses. “O médico olha e não vê o tumor, mas as células tumorais podem já estar presentes.” Segundo ele, pacientes com alterações no teste tiveram cinco vezes mais risco de ter recaída em relação aos sem alterações. O exame é experimental.

    A pesquisa que venceu em inovação mostrou os mecanismos de ação da molécula P-MAPA. Testes com células humanas e roedores revelaram que ela ativa receptores na célula, capazes de auxiliar na redução do tumor.

    Segundo o coordenador da pesquisa, Wagner José Fávaro, 33, do Instituto de Biologia da Unicamp, o ineditismo do trabalho foi mostrar que existe uma via comum para a doença infecciosa e o câncer: “A imunoterapia pode levar ao tratamento de ambas”.

    O efeito da P-MAPA foi comparado com o da vacina BCG, usada na prevenção da tuberculose e contra o câncer de bexiga. Nos ratos tratados com a BCG, houve redução de 20% a 30% do tumor. No grupo que recebeu a P-MAPA, a diminuição foi de 90% a 95%.

    MÉDICA LIDEROU TRATAMENTO
    Há três décadas à frente do Centro Infantil Boldrini, de Campinas (SP), a médica Silvia Regina Brandalise, laureada na categoria Personalidade em Destaque do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, viu nesse período as chances de cura de alguns tipos de câncer da criança pular de menos de 5% para até 80%.

    “O câncer sempre foi tema de adultos. A oportunidade de montar um hospital pediátrico foi importante para mudar o curso da doença.”

    Mas, para ela, ainda é preciso investir mais na capacitação dos profissionais de saúde para o diagnóstico precoce dos tumores infantis.

    “O câncer da criança tem uma evolução muito mais rápida do que o do adulto. Mas responde rapidamente à quimioterapia. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura”, afirma Silvia.

    Desde 1978, a médica esteve na liderança dos principais protocolos que definiram os tratamentos da leucemia linfoide, o tipo de câncer infantil mais frequente.

    Ela coordena o Serviço de Hematologia-Oncologia Pediátrica da Unicamp e já presidiu as sociedades brasileira e latino-americana da área.

    Outro desafio, segundo a médica, é a compreensão dos fatores ambientais relacionados ao câncer, como o uso de pesticidas e hormônios.

    “A exposição ao benzeno está associada à leucemia do lactente e a tumores cerebrais. O impacto é antes, durante e depois da gestação.”

    O Boldrini faz parte um projeto internacional que mapeia os fatores de risco para o câncer infantil. O centro vai acompanhar 100 mil crianças nascidas na região, desde o pré-natal até os 18 anos

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  • Nova lei seca prevê fiscalização também para uso de remédio

    Acesse:http://noticias.r7.com/saude/nova+lei+seca+preve+fiscalizacao+tambem+para+uso+de+remedio-13122012

    Contran quer verificar quando o motorista está sob efeito de qualquer “substância psicoativa”

    Agência Estado

    A mudança na lei seca planejada pelo Congresso vai atingir também quem dirigir sob o efeito de qualquer outra substância que possa provocar alteração na capacidade psicomotora — ou seja, até remédios.

    A proposta abre a possibilidade de que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran)regulamente testes para verificar quando o motorista está sob efeito de qualquer “substância psicoativa”.

    Hoje, o Código de Trânsito prevê a proibição de dirigir sob efeito de qualquer dessas substâncias, mas não trata da fiscalização. Autor do projeto original, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) destacou na justificativa que até mesmo pessoas que tomam medicamentos podem ser enquadradas, se isso alterar sua capacidade de dirigir.

    Ele destacou que o objetivo não é só atacar o álcool, mas qualquer produto que interfira negativamente na capacidade do motorista. Nesse trecho, a lei seca será alterada para deixar claro que o objetivo é combater o que leva o condutor a ter “capacidade psicomotora alterada”. “

    Desde o início da lei seca, o artigo não fala só em álcool. Com a possibilidade de ampliação da prova, poderemos enquadrar outras substâncias psicoativas. Pode ser droga lícita, mas, se causa desestabilização, como um medicamento psiquiátrico, a pessoa poderá ser enquadrada.”

    Apesar da ampliação, técnicos do governo ouvidos nos últimos meses ressaltam que o objetivo da mudança é combater principalmente quem dirige sob efeito de drogas ilícitas.

    O texto final do projeto, costurado ainda na Câmara, teve a participação dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades).

    Apesar de aceitar pontos polêmicos, como o enquadramento por remédios, o governo optou por não aceitar a chamada “tolerância zero”. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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