Menina de 4 anos está recebendo tratamento psiquiátrico por vício em iPad

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Ipad criança

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A relação das crianças com a tecnologia pode ser muito enriquecedora, mas também prejudicial para sua saúde. Uma menina de 4 anos de idade está recebendo tratamento psiquiátrico para se livrar de seu vício em iPad e, assim como outras crianças, ela está apresentando transtornos compulsivos por começar a usar tablets precocemente — a menina é considerada a mais nova viciada em tecnologia da Grã-Bretanha. A notícia saiu no News.com.au.

Os médicos que cuidam do caso afirmam que a menina está tão viciada nos jogos presentes no iPad de seus pais que sofre de crises de abstinência quando lhe é tirado o aparelho. A notícia surge alguns após uma nova pesquisa provar que metade dos pais permite que seus filhos pequenos usem seus smartphones e tablets, e, em muitos casos, por quatro ou mais horas consecutivas.

O psiquiatra da menina, Dr. Richard Graham, da Capio Nightingale Clinic em Londres, Inglaterra, afirmou que devem existir muitos casos de vício em eletrônicos, como o da pequena britânica. Ele recomendou aos pais que buscassem ajuda o quanto antes para evitar que os problemas se agravassem. Para ter uma ideia, a clínica do Dr. Richard arrecada cerca de R$ 49 mil ao mês com seu programa de “desintoxicação de eletrônicos”, realizando tratamentos psiquiátricos com pessoas que chegam a ficar 36 horas online e até manter 20 perfis distintos no Facebook.

“Não deixe seu iPad por aí, porque se você fizer isso, as crianças irão ver todas as suas lindas cores e também irão querer usá-lo. Elas não têm capacidade para lidar com isso e podem ficar viciadas, reagindo com birras e comportamentos incontroláveis, quando os eletrônicos lhes são afastados”, explicou o médico.

Especialistas afirmam que os tablets e smartphones se tornaram os novos brinquedos de bebês e crianças e, por isso, os pais devem estar atentos.

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Cientistas israelenses criam capacete contra fumo e depressão

Acesse:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130215_israel_capacete_depressao_gf.shtml

Guila Flint

De Tel Aviv para a BBC Brasil

Foto: Cortesia da BrainswayCapacete seria capaz de ajudar no combate a vícios e depressão

Dois cientistas israelenses desenvolveram um capacete que emite ondas magnéticas para o cérebro e que, segundo pesquisas, tem efeitos significativos no combate a transtornos como a depressão e o vício do fumo.

O capacete, desenvolvido pelo neurocientista Abraham Zangen e pelo físico Yiftach Roth, emite ondas magnéticas em alta frequência para regiões mais profundas no cérebro, que até hoje podiam ser acessadas só com intervenções cirúrgicas ou choques elétricos.

Por intermédio dos estímulos, eles obtiveram resultados positivos tanto em casos de pacientes que sofrem de depressão profunda como em pessoas que já tinham tentado parar de fumar por outros meios e não conseguiram.

Entretanto, de acordo com Roth, o sistema, denominado Estimulação Transcraniana Magnética Profunda (Deep TMS em inglês) pode ser eficaz no tratamento de um leque “muito amplo” de problemas, como o mal de Parkinson, distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, autismo, distúrbio obsessivo-compulsivo, dependência de drogas e alcoolismo.

Diferentes capacetes

Mais de 3 mil pessoas, em Israel e no exterior, já participaram de experiências com o capacete, e recentemente a FDA – agência reguladora de medicamentos dos EUA – outorgou um certificado para utilização do sistema no combate à depressão.

A ideia de desenvolver o sistema surgiu em 2000. Abraham Zanger, chefe do laboratório de Neurociência da Universidade Ben Gurion, explicou à BBC Brasil que, para cada problema, é criado um capacete diferente, “adaptado para transmitir as ondas magnéticas às áreas relevantes do cérebro”.

“No começo do tratamento houve alguns pacientes que se queixaram de leves dores de cabeça, mas com o tempo as dores passaram”, disse.

O psiquiatra Hilik Lewkovitz, do hospital psiquiátrico Shalvata, no qual o sistema já está sendo usado, disse que “o número de pacientes que reagiram de maneira positiva a esse tratamento é significativo”.

Ele chamou a tecnologia de “revolucionária”, pois “não é invasiva e tem poucos efeitos colaterais e que apresenta resultados positivos no tratamento de vários distúrbios psiquiátricos”.

Remissão completa

Foto: Cortesia da Brainsway

Ondas magnéticas atingem áreas profundas do cérebro

Uma pesquisa feita no hospital Beer Yakov concluiu que 32,6% tratados com as ondas magnéticas apresentaram uma remissão completa da depressão e outros 38,4% demonstraram melhora substancial.

De acordo com a bióloga Limor Klein Dinur, que dirigiu uma pesquisa com 115 participantes sobre os efeitos do sistema em fumantes, 44% delas pararam de fumar após o tratamento.

“Não houve danos às capacidades cognitivas dos participantes, e em alguns casos até observamos uma melhora cognitiva”, disse a cientista à BBC Brasil.

De acordo com ela, 80% dos participantes que não pararam de fumar diminuíram o número de cigarros fumados em mais de 50%.

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