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  • Novembro Azul: câncer de pênis pode provocar amputação, alerta médico

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    Urologista explica que higiene adequada é essencial para prevenir a doença

    Câncer de pênis tem maior incidência em homens acima dos 50 anosGetty Images

    No mês de conscientização do câncer de próstata e de outras doenças, Novembro Azul, o urologista Lucas Nogueira, membro do departamento de uroconlogia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) faz um alerta para o câncer de pênis. Segundo o médico, quando a doença é diagnosticada em estágio muito avançado, a principal opção de tratamento é a amputação do pênis.

    — Durante o exame médico avalia-se o estágio em que a doença se encontra. Se a lesão for superficial, retira-se somente a área lesionada. Em casos mais graves, quando há infiltração (o tumor entra no pênis), é necessário fazer a amputação peniana parcial ou total. Nesta situação, o paciente não pode colocar prótese peniana, pois toda a área fica ressecada.

    De acordo com o especialista, é raro o paciente ter que submeter a uma remoção total do pênis.

    — Em quase 90% dos casos conseguimos preservar o membro, removendo apenas de 1 cm a 1,5 cm. É a forma mais eficaz de evitar que a doença volte.

    Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pênis tem maior incidência em homens acima dos 50 anos, embora também possa atingir os jovens. No Brasil, a doença é mais comum nas regiões Norte e Nordeste. Em 2010, 363 homens morreram em decorrência desse tipo de câncer.

    Para o urologista, o câncer de pênis está relacionado à falta de informação, higiene íntima inadequada, infecção pelo vírus do HPV (papilomavírus humano) e àqueles que não se submeteram a cirurgia de fimose.

    — Os primeiros sinais da doença são lesões, verrugas, manchas, inflamação, coceira e tumoração do pênis [formação de íngua]. Os homens que não passaram pela cirurgia de fimose (retirada do excesso de pele da “cabeça” do pênis), não conseguem expor a glande e lavá-la direito. Por causa disso, a doença pode surgir e se agravar.

    Tratamento

    Quando o câncer de pênis é diagnosticado precocemente, o paciente pode ser submetido ao tratamento a laser, sessões de radioterapia e cirurgia para a remoção da lesão superficial.

    — O tempo de duração desses tratamentos varia com estágio em que a doença se encontra. No entanto, vale ressaltar que ainda há chances de o câncer voltar.

    Prevenção

    De acordo com o médico, o câncer de pênis mata, mas, as chances de cura são de 90% quando detectado em fase inicial.

    — É preciso que o homem deixe de lado o medo e a vergonha na hora de procurar por ajuda médica. Além disso, é necessário conscientizar a população sobre a doença e os tratamentos.

    A melhor forma de prevenir o câncer de pênis é fazer uma higiene adequada da região íntima com água e sabão.

    — É preciso lavar o pênis diariamente. A higiene também essencial após a relação sexual, pois ajuda a remover as bactérias. Além disso, recomendamos o uso de preservativos e a cirurgia de fimose.

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  • Lei garante início de tratamento de câncer em 60 dias

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    A partir da quinta-feira (23), pacientes com diagnóstico de câncer deverão ter assegurado o início do tratamento em até sessenta dias. O direito está previsto em lei editada ano passado e que entra em vigor na próxima semana. O tempo começa a ser contado a partir do registro do prontuário do paciente. Caso o prazo não seja respeitado, pacientes devem procurar secretarias de saúde de suas cidades. De acordo com a norma, início do tratamento pode ser quimioterapia ou radioterapia ou cirurgia.

    Serviços que não atenderem o prazo estarão sujeitos a punições administrativas. As exceções para a regra são casos em que o tratamento não é indicado, câncer de pele que não seja melanoma e câncer de tireoide sem fatores clínicos. De acordo com o Ministério da Saúde, no entanto, não será preciso muito esforço adequação à regra. Levantamento feito pela pasta com registros dos últimos cinco anos mostra que 78% dos casos de câncer em estágio inicial iniciam o tratamento neste prazo.

    Entre pacientes que tiveram diagnóstico da doença em estágio avançado, 79% tiveram início também antes dos 60 dias. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que números mais confiáveis sobre a espera para o início do tratamento serão obtidos a partir dos próximos meses, quando entrar em funcionamento um Sistema de Informação de Câncer, um software oferecido pela pasta gratuitamente para secretarias, a partir desta semana. De acordo com Padilha, até agosto todos os registros de novos casos da doença terão de ser feitos por esse sistema.

    O ministro anunciou nesta quinta-feira (16), a edição de uma portaria para regulamentar a dedução fiscal de empresas que contribuam com doações para medidas de combate ao câncer e reabilitação de pessoas com deficiências. A partir de amanhã, com a publicação da regra, entidades sem fins lucrativos poderão se credenciar no Ministério da Saúde. Depois do credenciamento, elas devem apresentar projetos candidatos à doação. “Eles serão tanto na área de assistência, quanto de pesquisa ou para aquisição de insumos”, disse o ministro.

    Aprovado, empresas poderão sair em busca de parceiros. Empresas e pessoas físicas que fizerem doações poderão abater do seu imposto de renda as contribuições.

    Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que este ano deverão ser registrados 518 mil novos casos da doença no País. Não há levantamento no ministério sobre quantos pacientes têm o diagnóstico da doença já em estágio avançado. O câncer é responsável por cerca de 15% das mortes do País.

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