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  • Elon Musk cria o laboratório do Homem de Ferro na vida real

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    Elon Musk mostra seu laboratório futurista

    Sabe aquela sensação de quando você assistiu Homem de Ferro pela primeira vez, viu aqueles hologramas em 3D sendo manipulados por Tony Stark e pensou “uau, será que essa tecnologia já existe”? Bom, parte dela pelo menos agora existe.

    Elon Musk, investidor e co-fundador do PayPal e Space X, chairman da Tesla Motors e SolarCity (sim, o curriculum é grande!), demonstrou uma versão 1.0 do seu laboratório com tecnologia ao melhor estilo “Homem de Ferro”.

    Em um vídeo no YouTube da SpaceX, Musk mostra como ele criou um ambiente com um controle Leap Motion para manipular designs em 3D com gestos. O magnata demonstra como configurar uma peça de um foguete apenas com as mãos. Abrindo as palmas, a figura se amplia, enquanto fechando ela diminui. Ele “joga” a imagem de lá pra cá e de cá pra lá apenas com os gestos e rotaciona em 360° com o movimento das mãos.

    “É uma maneira mais natural de interagir com o desenho”, afirma. Mais natural e mais futurista, com certeza. Ele conta que tudo foi feito com um Leap Motion, o software Siemens NX e algumas linhas de código para integrar os dois.

    Musk também adaptou a ideia para usá-la com o software CAD, projeções em 3D usando óculos especiais e finalmente a realidade aumentada usando um Oculus Rift. Para ele, o Oculus é a melhor opção, pois é capaz de rastrear a posição da sua cabeça, como se você estivesse realmente se movendo em torno do objeto.

    Não bastasse toda essa cena de filmes de ficção, Musk ainda criar um projeto de impressão 3D com a peça e a imprimi com uma impressora de metal, camada por camada.

    Curiosidades na internet

  • Amazonas terá Delegacia de Crimes Cibernéticos

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    O crescimento anual de 40% de casos motivou a medida

    Os usuários devem ficar atentos a sites suspeitos e internautas desconhecidos que insistem em manter um relacionamento virtual Foto: Acervo/ DA Os usuários devem ficar atentos a sites suspeitos e internautas desconhecidos que insistem em manter um relacionamento virtual

    Manaus – A prática de crimes cibernéticos no Amazonas apresenta um crescimento anual de 40%, segundo a Delegacia Geral (DG). De acordo com o delegado adjunto da DG, Mauro Aufiero, cerca de 40 ocorrências de transgressão na internet são recebidas pela Polícia Civil mensalmente.

    Com o aumento da demanda e a necessidade de centralização das denúncias e investigações ligadas à internet, realizadas atualmente em qualquer delegacia, o governo do Estado deve inaugurar, dentro de 90 dias, a Delegacia de Crimes Cibernéticos em Manaus.

    Crimes contra o consumidor, como a não entrega de mercadorias adquiridas no ambiente online e a criação de páginas falsas idênticas a de lojas tradicionais confundindo clientes, ocupam o primeiro lugar no ranking de delitos.

    “Você vai lá (na web), faz toda a compra e a loja não tem acesso ao pedido porque a página era fake (falsa)”, afirmou o delegado.

    Nestes casos ele explica que, conforme o Código do Consumidor, cabe À empresa hackeada a responsabilidade pelo ônus do cliente, já que “elas devem rastrear continuamente a existência ou não de páginas falsas associadas a sua marca”.

    Mesmo sem o reconhecimento do Código Penal Brasileiro, Aufiero ressalta que todos os tipos de crime já podem ser encontrados na Web.

    “O código não tem a modalidade internet, o que há são crimes que utilizam o meio cibernético para serem cometidos”, explicou.

    Com um caso ocorrido recentemente em Manaus, no qual a vítima foi surpreendida com um débito de R$ 65 mil em seu nome após ter a senha do cartão reproduzida em um posto de gasolina, a clonagem e rastreamento de senhas do cartão de crédito com o auxílio de vírus incrementam o rol de crimes registrados, no Estado.
    Pedofilia
    Em segundo lugar no ranking das principais ocorrências, a Polícia Civil destaca os crimes de pedofilia e favorecimento sexual, com o uso da internet no aliciamento de menores de ambos os sexos para o comércio sexual e para a obtenção de favores sexuais.

    De acordo com o delegado adjunto, diferente do que muitos pensam, o uso da internet em crimes de pedofilia, por exemplo, acaba facilitando a identificação do infrator.

    “A internet é um sistema que deixa rastros, então é muito fácil rastrear de onde veio aquela comunicação ou onde foi o acesso daquela conversa”, frisou.

    Registrada a denúncia na delegacia, a primeira providência adotada pela Justiça é o pedido de quebra de sigilo de e-mail ou de endereço eletrônico.

    Responsável por crimes cibernéticos envolvendo tráfico internacional de drogas e de pessoas, a Polícia Federal conta atualmente com 15 casos em investigação, em segredo de justiça.

    Crimes  serão incluídos no Código Penal

    Usuários da internet que usarem perfis falsos em redes sociais ou e-mails poderão ser enquadrados como crimes de informática passível de seis meses a dois anos de pena de prisão. A pena integra o elenco de propostas de aperfeiçoamento do Código de Processo Penal, sob a análise de juristas nomeados pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

    O resultado desse trabalho será encaminhado para a análise dos parlamentares na forma de um anteprojeto de lei ainda neste semestre. A proposta prevê o aumento de um terço da pena se, pela internet, o perfil falso causar prejuízos a terceiros. O relator da comissão, procurador Luiz Carlos Gonçalves, acrescentou que os hackers, especialistas em informática capazes de modificar programas e redes de computadores, merecerão um capítulo à parte no anteprojeto.

    Os juristas ainda analisam a penalização de crimes mais graves, como o acesso indevido de dados comerciais protegidos.

    Os juristas também aumentaram penas para qualquer pessoa que, de posse de informações de processos judiciais que correm em segredo de Justiça, sejam divulgados à imprensa. A quebra do segredo de Justiça, como sigilos fiscal, telefônico e bancário pode passar de dois a quatro anos de prisão para dois a cinco anos de prisão.

    “O foco da criminalização não é o trabalho da imprensa que noticia um fato que chegou ao conhecimento dela. O regime constitucional de liberdade de imprensa, de proteção do sigilo da fonte, nos impediria de agir de forma diversa”, disse o relator da comissão de juristas. Luiz Carlos Gonçalves ressaltou que esse tipo de crime já está previsto na Lei de Interceptação, mas a ideia é tipificá-lo no Código Penal. Pelo que foi aprovado, caso os dados vazados sejam veiculados em meios de comunicação, a pena de dois a cinco anos será aumentada em um terço.

    Outro tema apreciado na reunião foi a corrupção no setor privado. O procurador Luiz Carlos Gonçalves disse que a lei atual prevê o crime nesse setor somente quando existe o envolvimento de funcionário público. A proposta é tipificar, por exemplo, o funcionário do setor de compras de uma empresa privada que recebe vantagem indevida para beneficiar determinado fornecedor. “Estamos adequando nossa legislação ao parâmetro internacional de corrupção privada”, observou o relator da comissão de juristas.

    Delegado dá dicas de como evitar crimes cibernéticos

    De competência da Polícia Civil do Amazonas, os crimes cibernéticos, de acordo com o delegado adjunto Mauro Aufiero, podem ser evitados com a adoção de medidas simples.

    Nas situações envolvendo o consumidor, observar a presença do cadeado de segurança no canto esquerdo da tela e evitar a abertura de e-mails de bancos ou de pessoas desconhecidas, assim como em terminais públicos, são dicas preciosas e que podem evitar dores de cabeça futuras.

    “Às vezes eles mandam o e-mail como se fosse de um site de compras ou companhia aérea informando a presença de milhas, mas pode contar que é tudo vírus”, informou.
    Também é importante compor barreiras para tentar coibir o acesso indevido, por meio da utilização de programas de antivírus e firewall. Existem diversos programas e sistemas operacionais gratuitos, de código aberto.

    Já para evitar o assédio de pedófilos, o delegado orienta que os pais não instalem computadores domésticos dentro do quarto de crianças e adolescentes; adotem programas para bloquear sites inadequados e evitem que os filhos criem perfis em redes de relacionamento.

    “A criança ou adolescente se tranca no quarto e o pai perde o controle do conteúdo acessado como chats, por exemplo”, explicou.

    O professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Luiz Antônio Nascimento afirma que do ponto de vista tecnológico a internet assemelha-se a um liquidificador, ou seja, pode fazer “sucos deliciosos” ou “arrancar o dedo” se utilizado para outros fins.

    “Costumo explicar que a internet foi criada para facilitar a vida, mas as pessoas não podem esquecer que precisam tomar cuidados com a segurança, assim como na vida real”, afirmou.

    Ainda segundo o sociólogo, a internet é o meio apropriado pelos criminosos e não a causa da falta de segurança observada, hoje.

    “Prova disso era a violação de correspondências realizadas pelas pessoas, nos anos 80, para obter dinheiro e objetos de valor”, disse.

    Investigadas pela Delegacia Institucional da Polícia Federal/AM, as denúncias podem ser feitas pelo endereço safernet.org.br

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