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  • Mais de 100 mil se inscrevem para viagem sem volta a Marte

    Acesse:http://f5.folha.uol.com.br/estranho/2013/08/1325656-mais-de-100-mil-se-inscrevem-para-viagem-sem-volta-a-marte.shtml

     BBC BRASIL

    Mais de 100 mil pessoas se inscreveram para uma viagem sem volta à Marte, dentro de um projeto que pretende colonizar o planeta a partir de 2023.

    As inscrições online, que ainda estão abertas até o dia 31 de agosto, fazem parte do Mars One, iniciativa liderada pelo cientista holandês Bas Lansdorp, que participou de uma conferência no último dia 9 por meio do Twitter, para responder perguntas dos candidatos e jornalistas.

    Lansdorp, que confirmou o número de inscritos aos principais jornais americanos esta semana, disse que a quantidade de candidatos tende a crescer ainda mais nas próximas semanas.

    “Existe um grande número de pessoas que ainda está trabalhando nos próprios perfis, decidindo se pagam ou não pela inscrição ou continuam preparando os vídeos de apresentação, preenchendo os formulários e seus currículos”, explicou Bas em entrevista à rede de TV CNN.

    Os candidatos que decidem se inscrever pagam uma taxa que, de acordo com os organizadores do Mars One, ajudará a financiar o custo do projeto, orçado em Us$ 6 bilhões (ou quase R$ 14 bilhões).

    O valor da inscrição, que só pode ser feita por quem tem 18 anos ou mais, varia de acordo com o país. Nos EUA a taxa é de US$ 38 (ou cerca de R$ 86), sendo que no México o valor é menor –US$ 15 (ou aproximadamente R$ 34).

      Mars One  
    Ilustração do que seria a colônia em Marte
    Ilustração do que seria a colônia em Marte

    Patrocínio

    O site oficial do Mars One iniciou no começo do mês a exibição de um documentário –o One Way Astronaut (Astrounata sem volta)– que explica o projeto em detalhes para aqueles que se dispuserem a morar em Marte. No entanto, para assistir ao filme, o internauta também precisa pagar –US$ 2,95 (R$ 6,79) para visualização online ou US$ 4,95 (R$ 11,32) para download.

    Todos os valores são justificados como doações para financiar os quase R$ 14 bilhões descritos como necessários para construir as estações para habitação em Marte, além de financiar o custo da própria viagem, que de acordo com o site da missão, levará sete meses e será “o próximo grande passo da humanidade”.

    Em janeiro, o Mars One divulgou em anúncio oficial do próprio site que o Interplanetary Media Group –empresa que gerencia todos os investimentos de propriedade intelectual e mídia do projeto– também recebeu os primeiros investimentos privados cujo valor não foi divulgado. De acordo com o site da missão, o fundo irá financiar os custos de pesquisa e o processo de seleção do Mars One.

    Seleção

    Até agora, o site do projeto confirma ter recebido inscrições de mais de 120 países, incluindo o Brasil, EUA, China, Rússia, México,, Canadá, Colômbia, Argentina e Índia.

    “O Mars One é uma missão representando toda a humanidade e seu verdadeiro espírito será justificado apenas se pessoas de todo o mundo estiverem representadas. Eu me orgulho de ver exatamente isso acontecendo”, disse Lansdorp em artigo publicado no site do Mars One.

    Os futuros astronautas da missão serão escolhidos em 4 etapas.

    Na primeira, a seleção é feita com base no currículo, carta de intenção e vídeo enviado pelo candidato. Na segunda fase, os candidatos devem apresentar atestado médico e físico e se encontrarão com comitês regionais da missão para entrevistas.

    Na terceira etapa, o processo passa para o nível nacional, de onde sairá um candidato por país selecionado. Essa etapa será transmitida pela TV e internet em cada país participante e o público desses países decidirá o próprio representante dentre um grupo de 20 a 40 candidatos por nação.

    Na etapa final, os candidatos restantes, que precisam se comunicar bem em inglês, participarão de um evento transmitido pela TV em todos os países participantes para selecionar apenas 24 astronautas.

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  • Jovem britânica morre após tomar agrotóxico vendido como remédio para emagrecer

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2013/04/1268413-jovem-britanica-morre-apos-tomar-agrotoxico-vendido-como-remedio-para-emagrecer.shtml

    DA BBC BRASIL

    Uma investigação sobre a morte de uma estudante de medicina britânica de 23 anos concluiu que ela morreu após ingerir um agrotóxico que comprou pela internet como pílula para emagrecer.

    Sarah Houston, da cidade de Chesham, na Inglaterra, foi encontrada morta em seu quarto em setembro do ano passado.

    Reprodução/Arquivo pessoal
    Sarah Houston, 23, estudante de medicina britânica que morreu após tomar agrotóxico que comprara on-line como emagrecedor
    Sarah Houston, 23, estudante de medicina britânica que morreu após tomar agrotóxico que comprara on-line como emagrecedor

    Apesar de proibido para consumo humano, o DNP (cujo composto ativo é o dinitrofenol) está disponível para compra on-line por seu uso legítimo como herbicida.

    Os pais da jovem, Geoff e Gina Houston, disseram à BBC esperar que a morte de Sarah sirva de alerta para o perigo do consumo do DNP por outras pessoas.

    “Esta é a terceira morte nos últimos seis meses. O consumo deve ser muito mais amplo do que imaginamos. Queremos que as pessoas saibam que estão correndo um grande perigo”, disse o pai da jovem.

    Ele fez ainda um apelo aos fornecedores da substância que estão oferecendo o produto em cápsulas de emagrecer para compra on-line.

    “Por favor, por favor, parem, se vocês tiverem alguma noção de decência. Essas pílulas estão matando pessoas”, apelou Geoff.

    A mãe, tentando justificar por que a filha recorreu à substância para emagrecer, contou que Sarah tinha um problema de autoestima, se achava acima do peso e se recuperava também de uma bulimia.

    “Ela se achava gorda, apesar de nunca ter sido”, disse ela.

    FALÊNCIA DOS ÓRGÃOS

    Gina explicou que o DNP age acelerando o metabolismo do organismo e aumenta a temperatura corporal para queimar gordura.

    “Basicamente, isso leva à falência dos órgãos. É um caminho sem volta, você cozinha por dentro. E foi isso que matou nossa filha”, disse Gina que, junto ao marido, disse que não sabia que Sarah estava tomando a substância “extremamente perigosa”.

    “Só descobrimos depois dos resultados do relatório toxicológico”, afirmou a mãe da jovem.

    Além do DNP, a estudante de medicina também estava tomando um remédio para tratar bulimia, que pode ter como efeito colateral o aumento da temperatura corporal. Na avaliação da mãe de Sarah, isto pode ter “mascarado” os sintomas letais provocados pelo DNP.

    Em um comentário na Câmara dos Comuns sobre os resultados do inquérito sobre a morte da jovem, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que vai discutir com o governo formas eficientes de alertar as pessoas sobre o perigo deste tipo de substância.

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