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  • Adesivos podem substituir agulhas em vacina do futuro, dizem cientistas

    Acesse:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/06/130613_vacina_adesiva_mv.shtml

    Nanoadesivo (Foto Australian Institute for Bioengineering and Nanotechnology)Vovo método abre caminho para vacinas de uso fácil para doenças como a malária

    Um adesivo que é colocado na pele para aplicar vacinas de forma barata e eficaz foi apresentado durante a conferência TEDGlobal em Edimburgo, na Escócia.

    Substituir a agulha por um nanoadesivo pode transformar a prevenção de doenças mundo afora, disse o inventor da tecnologia, o pesquisador Mark Kendall, da University of Queensland, em Brisbane, Austrália.

    Segundo ele, o novo método abre caminho para vacinas de uso fácil para doenças como a malária, por exemplo.

    Outros especialistas deram boas vindas à novidade, mas disseram que o método pode não ser apropriado para todos os pacientes.

    A série de conferências TEDGlobal (a sigla inglesa TED quer dizer “Think, Exchange, Debate” ou “Pense, Troque, Debata”) é realizada anualmente em diferentes partes do mundo. Ela é financiada pela fundação privada sem fins lucrativos Sapling Foundation, que promove a circulação de grandes ideias pelo mundo.

    Método Antigo

    A palestra de Kendall em Edimburgo teve uma simbologia histórica: há 160 anos, na capital escocesa, Alexander Wood pediu a primeira patente para a agulha e a seringa.

    “A patente era quase idêntica às agulhas que usamos hoje. É uma tecnologia de 160 anos”, disse Kendall.

    Aliada à água limpa e saneamento, ela cumpriu um papel fundamental no aumento da longevidade em todo o mundo, acrescentou. Mas para Kendall, talvez tenha chegado a hora de atualizarmos essa tecnologia.

    O nanoadesivo é baseado na nanotecnologia – que permite manipular a matéria em escala atômica e molecular, ou seja, em dimensões infinitamente pequenas.

    Ele supera algumas das desvantagens mais óbvias de vacinas convencionais, como o medo da agulha e a possibilidade de contaminação provocada pelo uso de agulhas sujas.

    Nanoadesivo (Foto Australian Institute for Bioengineering and Nanotechnology)Milhares de minúsculas saliências no adesivo perfuram a pele e liberam a vacina, que é aplicada, seca, sobre a pele

    Mas há outras razões pelas quais o método pode ser transformador, disse o professor.

    Milhares de minúsculas saliências no adesivo perfuram a pele e liberam a vacina, que é aplicada, seca, sobre a pele.

    “As saliências no adesivo trabalham com o sistema imunológico da pele. Nosso alvo são essas células, situadas a um fio de cabelo de distância da superfície da pele”, disse Kendall.

    “Talvez estejamos errando na mira e deixando de atingir o ponto imunológico exato, que pode estar na pele e não no músculo, que é onde as agulhas tradicionais vão”.

    Em testes feitos no laboratório de Kendall na University of Queensland, o adesivo foi usado para administrar a vacina contra gripe.

    A equipe australiana disse ter notado que as respostas para vacinas aplicadas por meio do nanoadesivo foram completamente diferentes daquelas aplicadas com o uso da seringa tradicional.

    “Isso significa que nós podemos trazer uma ferramenta completamente diferente para a vacinação”, disse o pesquisador.

    A quantidade de vacina necessária, por exemplo, é muito menor – até um centésimo da dose normal.

    O preço de “uma vacina que custa US$ 10 pode ser reduzido para US$ 0,10, o que é muito importante no mundo em desenvolvimento”, acrescentou.

    Vacinas Sem Efeito

    Outro ponto fraco das vacinas tradicionais é que, por serem líquidas, precisam ser mantidas no refrigerador, desde o laboratório até a clínica onde é feita a vacinação.

    “Metade das vacinas aplicadas na África não estão funcionando direito por causa de falhas na refrigeração em algum momento”.

    Quando Kendall disse, durante a conferência, que a vacina nanoadesiva poderia ser mantida a 23ºC durante um ano, a plateia respondeu com aplausos calorosos.

    Um representante da Brithish Society for Immunology, a sociedade britânica de imunologia, deu boas vindas à tecnologia, mas fez algumas ressalvas.

    “Essa abordagem traz esperanças de vacinação fácil e em grande escala, já que ela tem como alvo um tipo de célula imunológica chamada célula Langerhans, que existe em abundância na pele”, disse Diane Williamson”.

    “Essas células absorvem avidamente a vacina e são capazes de desencadear a resposta imunológica”.

    “Porém, um dos problemas em potencial na aplicação (da vacina) sobre a pele é o tempo de aplicação e como garantir a administração da quantidade adequada de vacina”.

    “Além disso, talvez haja problemas de tolerância do adesivo em alguns pacientes. Mas se esses problemas puderem ser superados, o nanoadesivo tem o potencial de substituir a aplicação convencional, baseada em aplicação intramuscular por agulha”.

    O nanoadesivo começará a ser testado em breve na Papua Nova Guiné, onde suprimentos de vacina são escassos.

    Kendall disse que acha difícil imaginar um mundo sem agulhas e seringas tradicionais, mas espera que o novo método possa ser utilizado em grande escala.

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  • Hospital oferece testes gratuitos de hepatite C a partir desta segunda-feira

    Acesse:http://noticias.r7.com/saude/hospital-oferece-testes-gratuitos-de-hepatite-c-a-partir-desta-segunda-feira-13052013

    Em dez anos, número de casos da doença aumentou 335% no Estado de São Paulo

    Quem tiver interesse em fazer teste gratuito de hepatite C poderá procurar o hospital Heliópolis a partir desta segunda-feira (13). A campanha acontece até a sexta-feira (17), das 8h as 17h e a idade mínima para realização é 18 anos.

    De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o resultado sai em apenas 15 minutos. Caso o exame dê positivo, o paciente passa por uma consulta médica no mesmo dia. Além disso, ele é acompanhado no ambulatório de hepatites do hospital.

    Um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde revela que, em dez anos, o número de casos de hepatites B e C aumentou 335% no Estado. As formas mais comuns de transmissão da doença são o uso de instrumentos cortantes e de aplicação, como alicates, lâminas e seringas, além da prática de relações sexuais sem proteção.

    Barbeador e alicate podem ser os vilões da hepatite C

    Esses dados contribuem para alertar sobre a importância de ações e campanhas sobre o diagnóstico e prevenção da doença, avisa a diretora Cláudia Binelli, do Programa Estadual de Hepatites Virais.

    — Essas são as melhores armas para combater a hepatite.

    Vacinação

    A vacina contra a hepatite B é oferecida gratuitamente nos postos de saúde, das 8h às 17h, para pessoas com até 29 anos e grupos de risco, manicures, usuários de drogas injetáveis, podólogos, profissionais da saúde, entre outros. Segundo a Secretaria, a pessoa precisa tomar três doses da vacina para ficar completamente protegido contra a doença. A terceira dose é feita seis meses após a primeira.

    Serviço

    Hospital Heliópolis: Rua Cônego Xavier, 276 —  bairro do Sacomã

    De segunda-feira (13) a sexta-feira (17)

    Horário: das 8h as 17h

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