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Tag: Tumor
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Jovem de 15 anos cria técnica de detecção de câncer 90% mais precisa que atuais
Mecanismo, feito de papel, dá diagnóstico 168 vezes mais rápido e custa 26 mil vezes menos que métodos utilizados atualmente
Depois que uma pessoa muito próxima morreu vítima de um câncer, o jovem Jack Andraka, hoje com 16 anos, resolveu que ia se dedicar a encontrar meios de curar a doença. Depois de alguns anos de pesquisa, ele conseguiu desenvolver uma técnica revolucionária e foi reconhecido com o prêmio máxima da Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF)...O método de Andraka utiliza um sensor de papel para detectar precocemente câncer pancreático, de ovário e no pulmão. Não invasivo, o instrumento é utilizado para analisar sangue ou urina e dá um resultado simples de positivo ou negativo para o câncer. A técnica é 26 mil vezes mais barata que as atuais, consegue diagnosticar 168 vezes mais rápido e dá resultados 90% mais precisos..Andraka recebeu 75 mil dólares como prêmio na Intel ISEF, dinheiro com o qual vai custear a faculdade. Ele também pretende abrir sua própria empresa para desenvolver mais pesquisas. Atualmente, ele luta para conseguir a patente da técnica.Veja a reação de Andraka quando foi anunciado como vencedor na Intel ISEF: Pesquisador da Paraíba cria software que detecta câncer pela voz
No Brasil, um grupo da Universidade Federal da Paraíba desenvolveu um software que detecta alterações na voz de pacientes e pode detectar câncer. Coordenado pelo professor e fonoaudiólogo Leonardo Wanderley Lopes, o projeto foi testado inicialmente com crianças e nos próximos meses será aplicado com adultos. Segundo o professor responsável, com o mecanismo, será possível detectar se o problema apresentado é decorrente de um nódulo, cisto, edema ou tumor.
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Teste molecular que prevê risco de tumor voltar recebe prêmio
Um teste molecular feito a partir da saliva de pacientes que passaram por tratamento do câncer de cabeça e pescoço é capaz de prever a recidiva do tumor antes mesmo de surgirem os sinais clínicos.
O estudo que levou ao desenvolvimento do teste ganhou o Prêmio Octavio Frias de Oliveira na categoria Pesquisa em Oncologia. O trabalho reuniu a Universidade Federal de São Paulo, o A.C. Camargo Cancer Center e o Hospital do Câncer de Barretos.
A premiação, uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha, acontece hoje às 11h. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007.
Editoria de arte/Folhapress
Neste ano, entrou na premiação uma nova categoria–Inovação em Oncologia–, voltada a trabalhos científicos e patentes de brasileiros com potencial aplicação no tratamento do câncer.
O trabalho vencedor revelou que uma molécula criada a partir de um fungo pode ajudar no combate ao câncer de bexiga e à tuberculose. O estudo foi feito pela rede de pesquisa Farmabrasilis em colaboração com a Unicamp e a Universidade Federal do ABC.
Na categoria Personalidade em Destaque, a vencedora é a médica Silvia Regina Brandalise, 70, por sua atuação no Centro Boldrini, unidade de tratamento do câncer infantil ligada à Unicamp.
Para cada categoria, a premiação é de R$ 16 mil. Representantes da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e das academias de medicina e de ciências integraram a comissão julgadora do prêmio.
Segundo Paulo Hoff, diretor do Icesp, apesar de o total de trabalhos inscritos ter caído em relação ao ano anterior (de 27 para 10), a qualidade melhorou: “Vivemos um momento de pujança da produção científica nacional. Queremos estimular mais a participação de pesquisadores de fora do Estado de São Paulo”.
PESQUISAS VENCEDORAS
O câncer de cabeça e pescoço é um dos dez mais frequentes nos homens, mas o tratamento pouco evoluiu nas últimas décadas. A taxa de sobrevida é baixa: 50% em cinco anos. Parte disso é atribuída ao alto índice de recidiva do tumor, de 30% até dois anos após o tratamento.Daí a importância do teste que detecta alterações celulares que vão levar ao desenvolvimento do tumor. “O olho molecular enxerga antes do olho clínico”, diz o líder da pesquisa, o biólogo André Vettore, 43, da Unifesp.
Após tratar o câncer, o paciente é acompanhado de seis em seis meses. “O médico olha e não vê o tumor, mas as células tumorais podem já estar presentes.” Segundo ele, pacientes com alterações no teste tiveram cinco vezes mais risco de ter recaída em relação aos sem alterações. O exame é experimental.
A pesquisa que venceu em inovação mostrou os mecanismos de ação da molécula P-MAPA. Testes com células humanas e roedores revelaram que ela ativa receptores na célula, capazes de auxiliar na redução do tumor.
Segundo o coordenador da pesquisa, Wagner José Fávaro, 33, do Instituto de Biologia da Unicamp, o ineditismo do trabalho foi mostrar que existe uma via comum para a doença infecciosa e o câncer: “A imunoterapia pode levar ao tratamento de ambas”.
O efeito da P-MAPA foi comparado com o da vacina BCG, usada na prevenção da tuberculose e contra o câncer de bexiga. Nos ratos tratados com a BCG, houve redução de 20% a 30% do tumor. No grupo que recebeu a P-MAPA, a diminuição foi de 90% a 95%.
MÉDICA LIDEROU TRATAMENTO
Há três décadas à frente do Centro Infantil Boldrini, de Campinas (SP), a médica Silvia Regina Brandalise, laureada na categoria Personalidade em Destaque do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, viu nesse período as chances de cura de alguns tipos de câncer da criança pular de menos de 5% para até 80%.“O câncer sempre foi tema de adultos. A oportunidade de montar um hospital pediátrico foi importante para mudar o curso da doença.”
Mas, para ela, ainda é preciso investir mais na capacitação dos profissionais de saúde para o diagnóstico precoce dos tumores infantis.
“O câncer da criança tem uma evolução muito mais rápida do que o do adulto. Mas responde rapidamente à quimioterapia. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura”, afirma Silvia.
Desde 1978, a médica esteve na liderança dos principais protocolos que definiram os tratamentos da leucemia linfoide, o tipo de câncer infantil mais frequente.
Ela coordena o Serviço de Hematologia-Oncologia Pediátrica da Unicamp e já presidiu as sociedades brasileira e latino-americana da área.
Outro desafio, segundo a médica, é a compreensão dos fatores ambientais relacionados ao câncer, como o uso de pesticidas e hormônios.
“A exposição ao benzeno está associada à leucemia do lactente e a tumores cerebrais. O impacto é antes, durante e depois da gestação.”
O Boldrini faz parte um projeto internacional que mapeia os fatores de risco para o câncer infantil. O centro vai acompanhar 100 mil crianças nascidas na região, desde o pré-natal até os 18 anos
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Anvisa aprova uso de remédio oncológico para câncer de mama
Uma nova opção de tratamento contra o câncer de mama avançado deve ficar mais ao alcance das brasileiras.
Na semana passada, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estendeu para essa doença a indicação do everolimo –droga já usada no país para outros fins.
A expectativa é que o remédio possa ser usado por 15% das pacientes com câncer de mama, doença que, segundo estimativas, atingiu 52 mil mulheres em 2012 no Brasil.
A Anvisa segue o entendimento de agências nos EUA e na Europa, que aprovaram em 2012 o uso do everolimo para pacientes na pós-menopausa com câncer de mama avançado, desde que o tumor seja hormonodependente –característica de até 70% do total dos casos.
Segundo Maira Caleffi, presidente da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), a droga é uma opção para quem teve metástase, fez tratamento com terapias hormonais, mas se tornou resistente às drogas.
“É uma grande arma e é uma droga oral”, diz ela.
Álvaro Caldas, gerente médico do Afinitor (única marca do everolimo, da Novartis), diz que um estudo com 724 mulheres identificou o impacto contra a doença.
“O everolimo mais que dobra a sobrevida livre de progressão da doença, e a paciente chega a ter uma redução do risco de recorrência da ordem de 55%.”
O medicamento e o tratamento hormonal que o acompanha custam R$ 8.000 por mês. Algumas mulheres vinham tendo acesso ao remédio por alguns planos de saúde e pela via da Justiça.
Esse foi o caso da advogada Laís Barbosa, 60, que ganhou liminar contra o Estado do Rio Grande do Sul na semana passada. Depois da primeira aparição do câncer, em 2003, a doença voltou em 2012 duas vezes em locais diferentes. Da segunda vez, começou a tomar o everolimo, obtido por doação.
“Em dezembro, fiz uma ressonância magnética do crânio e a melhora foi gritante. Daí saiu toda a vontade de lutar e pedir o remédio na Justiça”, conta ela.
Patrick Eckert, gerente-geral de oncologia no Brasil da Novartis, diz que a empresa deve encaminhar ao Ministério da Saúde, nos próximos dias, um pedido para que o uso do remédio seja
incorporado à rede pública.Curiosidades na internet
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Um simples exame de sangue pode um dia detectar câncer de mama no seu início
Acesse:http://hypescience.com/um-simples-exame-de-sangue-pode-um-dia-detectar-cancer-de-mama-no-seu-inicio/
Hoje em dia, detectar câncer de mama em seus estágios iniciais é um grande desafio. Isso porque a forma mais simples de se fazer isso é com mamografias regulares, que muitas vezes podem apontar erroneamente anormalidades, gerando alarmes falsos, e fazendo com que muitas mulheres se submetam a mais investigações ou procedimentos invasivos só para descobrir que não tem câncer.Agora, uma pesquisa financiada pelo centro Pesquisa de Câncer do Reino Unido em colaboração com a Universidade de Leicester e o Imperial College London aponta que, no futuro, um simples exame de sangue pode ser a maneira mais precisa de detectar sinais iniciais de câncer de mama.
O mesmo teste de sangue também pode melhorar o tratamento do paciente, ao detectar quais suas probabilidades de relapso (o câncer voltar) e a que drogas o seu tipo específico de tumor melhor responde.
Tornando esse teste de sangue realidade
Os pesquisadores vão recolher amostras de sangue de mulheres da população geral e comparar seu DNA com o de mulheres diagnosticadas com câncer de mama e com o de mulheres que não tem câncer, a fim de descobrir quais marcadores de DNA são consistentes.
“Esta pesquisa significa que um dia as mulheres poderão fazer um exame de sangue anual, em vez de mamografias, com menos margem de erro, removendo qualquer preocupação e ansiedade para as mulheres que são chamadas para futuras investigações”, afirmou Dr. Jacqui Shaw, da Universidade de Leicester.
“Este tipo de ciência translacional é extremamente promissora e a comunidade científica internacional está colaborando no seu desenvolvimento. Se uma mulher tem câncer de mama, podemos saber isso através de seu DNA extraído do seu sangue. Mas o que estamos tentando descobrir em nosso estudo é quão cedo os sinais de câncer de mama aparecem em um exame de sangue”, explica Charles Coombes, especialista em câncer de mama do Pesquisa de Câncer no Reino Unido, e professor do Imperial College.
Apesar desse estudo ser focado no câncer de mama, os cientistas afirmam que há uma série de outros projetos estudando exames de sangue para detectar outros tipos decâncer, como de intestino e de pulmão.
“Nós realmente esperamos que, em um futuro não muito distante, um simples exame de sangue que detecte câncer e ajude com opções de tratamento torne-se prática clínica padrão”, disse Kate Law, diretora de pesquisa clínica do Pesquisa de Câncer.
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