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Cientistas argentinos conseguem estender em 50% a vida útil dos morangos
Buenos Aires, 5 ago (EFE).- Cientistas argentinos conseguiram estender em 50% a vida útil dos morangos ao tratá-los com um conservante natural que desenvolveram a partir da carapaça dos camarões, informaram nesta segunda-feira responsáveis pela pesquisa à Agência Efe. O sabor, a umidade, a vitamina C e demais características dos morangos podem durar até 50% mais graças a um conservante natural desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (Inti) da província de Buenos Aires. “Conseguimos estender a vida útil pós-colheita dos morangos por meio de um recobrimento de quitosana, um conservante natural que obtivemos da casca dos camarões”, explicou o engenheiro químico Fernando Bollini, do Inti, à Efe. A quitosana, um biopolímero sem toxicidade, biocompatível e naturalmente degradável com atividade antimicrobiana, antiviral e antifúngica, tem a capacidade de diminuir a deterioração dos frutos, permitindo assim um maior tempo de armazenamento. Além disso, Bollini explicou que decidiram trabalhar com os morangos porque é uma fruta perecível e porque era importante estender sua vida útil já que têm uma rápida degradação. Cerca de 40% dos morangos que estão no mercado argentino são descartados por má aparência e pela deterioração provocada pelos microorganismos. “Viemos trabalhando nisto há alguns anos, a produção da quitosana já a temos armada, o objetivo é depois aplicá-la a outras frutas e verduras”, acrescentou Bollini. O recobrimento líquido foi aplicado por meio de imersão e pulverização, mas os cientistas esclareceram que têm pensado em trabalhar inclusive antes da colheita, para assim poder estender ainda mais a vida útil das frutas e verduras. EFE sam/rsd”Copyright Efe – Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe.” -
Pesquisador cria câmera que simula visão panorâmica semelhante à de moscas
Inspirados na natureza, engenheiros montaram uma câmera que usa equipamentos eletrônicos expansíveis capazes de captar as imagens do mundo com um amplo campo de visão sem distorções, como os olhos das moscas, afirmaram nesta quarta-feira.
O dispositivo digital, que tem uma série de lentes minúsculas e maleáveis, semelhantes aos olhos de formigas, besouros e lagostas, também permite uma quase infinita profundidade de campo e alta sensibilidade a movimentos, escreveu a equipe em artigo na revista “Nature”.
“Nós descobrimos formas de fazer câmeras que incorporam todas as características essenciais de desenho dos olhos encontrados no mundo dos insetos”, afirmou à AFP o co-autor do estudo, John Rogers, do departamento de engenharia da Universidade de Illinois.
“O resultado é um novo tipo de câmera que oferece um campo de visão excepcional (de quase 180 graus), sem aberrações e intensidade de iluminação uniforme”, acrescentou.
AFP 
Imagem de divulgação da câmera criada por John A. Rodges, da Universidade de Illinois: visão de quase 180 graus, como a de uma mosca A maior parte das câmeras clássicas imita o funcionamento do olho animal: a luz refletida sobre um objeto passa pelas lentes que se inclinam e focam a luz na retina, na parte traseira do órgão, onde células nervosas a convertem em impulsos elétricos enviados ao cérebro, que produz a imagem.
Estes sistemas de lentes simples têm um campo de visão limitado, mas os insetos e outras espécies com olhos compostos de unidades múltiplas denominadas omatídia desfrutam de visão panorâmica.
“A natureza desenvolveu e refinou estes conceitos ao curso de bilhões de anos de evolução”, disse Rogers.
Lentes de câmeras convencionais simples e de amplo ângulo, como lentes olho de peixe, distorcem a imagem periférica por causa de uma divergência entre a luz que entra pela superfície curva de uma lente apenas para ser capturada por um detector plano.
A maior parte dos eletrônicos utilizada em detectores é feita de um silicone frágil que não pode ser dobrado.
Para desenvolver a câmera, a equipe criou dispositivos eletrônicos elásticos para produzir um detector que possa se curvar na mesma forma hemisférica das lentes, eliminando assim a distorção.
A câmera, de cerca de 1,5 centímetro de diâmetro, tem 180 lentes em miniatura, cada uma com seu próprio detector, similar ao número encontrado nos olhos das formigas de fogo e dos besouros-bicudos.
As libélulas têm cerca de 28 mil lentes e as formigas operárias, cerca de 100.
Os dispositivos eletrônicos e as lentes são ambos planos quando produzidos, o que permite que sejam fabricados com os métodos existentes.
“Esta é a chave da nossa tecnologia”, afirmou em um comunicado o co-autor da pesquisa, Jianliang Xiao, professor assistente de engenharia elétrica da Universidade do Colorado, em Bouldert.
“Podemos fabricar um sistema eletrônico que seja compatível com a tecnologia atual. Em seguida, podemos aumentar sua escala”, acrescentou.
A tecnologia poderá ser útil em câmeras de vigilância e geração de imagens em endoscopias, afirmou Rogers.
Mas a comercialização ainda está distante, já que uma câmera útil provavelmente precisaria de milhões de combinações, o que necessita de muitos investimentos na capacidade de manufatura.
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