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  • Aplicativos de smartphones turbinam GPS com ferramentas sociais

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/tec/1127256-aplicativos-de-smartphones-turbinam-gps-com-ferramentas-sociais.shtml

    Navegadores de GPS convencionais costumam mostrar o trajeto mais curto, mas nem sempre exibem o mais rápido.

    Fatores como engarrafamentos, obras e acidentes recém-ocorridos podem ser mais relevantes para quem tem pressa do que a distância a ser percorrida.

    Um aplicativo de GPS para iOS e Android, o Waze, com cerca de 20 milhões de usuários no mundo, calcula as rotas mais rápidas com base em dados de tráfego enviados pelos próprios usuários, constantemente atualizados.

    Ele tende a desviar de vias em que usuários acusam tráfego intenso quando há alternativas mais viáveis.

    Telas do aplicativo Waze
    Telas do aplicativo Waze

    “É o equivalente a uma Wikipédia para o trânsito”, diz Uri Levine, criador do app.

    O Waze, que chegou ao Brasil em junho com um mapa completo do país, é um de vários aplicativos que integram recursos sociais às funcionalidades comuns do GPS.

    Há alguns dias, foi lançado nos EUA o Twist, para iOS. Desenvolvido por Mike Belshe, um dos criadores do browser Chrome, ele é semelhante ao Glympse, app para Android, iOS e Windows Phone (fora do Windows Marketplace brasileiro, por enquanto).

    Com ambos os apps, o usuário compartilha com amigos o trajeto que está fazendo em tempo real. Contatos adicionados recebem por e-mail um link para ver o percurso, com uma estimativa de quando a pessoa chegará ao destino.

    Diferentemente de ferramentas como o Google Latitude (para várias plataformas) e o Find My Friends (para iOS), o Twist e o Glympse se propõem a responder não só à pergunta “onde você está?”, mas também a questões como “você está vindo?” e “a que horas você vai chegar?”.

    Apesar de não deixar ver a evolução do trajeto em tempo real, o Waze também permite compartilhar estimativas de chegada –e elas tendem a ser mais precisas que as do Twist e do Glympse, por considerarem o trânsito.

    A confiabilidade do Waze depende, no entanto, da base de usuários. No Brasil, cerca de 480 mil pessoas têm o aplicativo, metade delas na cidade de São Paulo. Em Israel, onde fica a sede do serviço, são 2 milhões.

    Lá, o mapa foi todo construído pelos usuários –o app desenha rotas ainda não registradas à medida que carros passam por elas. No Brasil, para acelerar a adesão, o Waze gerou mapas em parceria com a empresa de mapas digitais Multispectral.

    Assim como alguns aparelhos de GPS convencionais, o Waze pode enviar alertas sobre radares, e usuários podem avisar sobre a presença de policiamento.

    Nesse sentido, ele é menos completo do que o Trapster, app com mais de 16 milhões de usuários no mundo todo cujo foco são alertas do tipo.

    O Trapster (para iOS, Android e Windows Phone) tem em seu registro quase 6 milhões de radares em diversos países. Outros 21 tipos de alertas são possíveis, como avisar sobre um animal morto na pista. “É uma versão high-tech da piscada de faróis para aletar sobre incidentes”, diz o site do aplicativo.

      

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  • Waze, app de GPS com dados atualizados por usuários, ganha versão brasileira

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/tec/1107501-waze-app-de-gps-com-dados-atualizados-por-usuarios-ganha-versao-brasileira.shtml

    A versão brasileira do Waze, aplicativo de GPS com o qual usuários podem trocar informações atualizadas sobre o trânsito, foi lançada hoje. O aplicativo em português brasileiro, com mapas de todo o território nacional, já está disponível para iOS e Android.

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    Tela do Waze para iPhone
    Tela do Waze para iPhone

    Uri Levine, fundador do Waze, veio ao Brasil para anunciar a novidade. “É o quarto país com maior número de veículos no mundo, atrás só dos EUA, do Japão e da China. Pelo número de downloads do aplicativo por brasileiros, tínhamos a sensação de que devíamos vir ao Brasil.”

    Há 400 mil usuários do Waze no país, segundo a empresa. Entre eles, 15 mil atuam ativamente nos horários de maior trânsito. No mundo, há mais de 19 milhões de usuários. Em Israel, onde fica a sede do serviço, são 2 milhões. Levine diz que, em média, um quinto dos veículos que circulam por Israel tem o Waze ativo.

    A participação dos usuários é algo de que o Waze depende. Informações sobre tráfego, acidentes, câmeras, tempo e presença da polícia são fornecidas pelos próprios usuários, por meio de botões da interface. Além disso, até os mapas vão sendo construídos pela comunidade do Waze.

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    Ícones do Waze para alertar sobre fatos relacionados ao trânsito
    Ícones do Waze para alertar sobre fatos relacionados ao trânsito

    Quando um carro atravessa um trecho ainda não conhecido pelo Waze, o sistema do aplicativo é capaz de gerar um desenho do mapa. Aos poucos, à medida que mais usuários passam pelo mesmo trecho, o desenho se consolida. No site do Waze, os usuários atualizam os nomes das rodovias.

    Em Israel, 100% dos mapas do aplicativo foram gerados pelos usuários, assim como em toda a Europa. Os mapas do Brasil foram gerados com a ajuda da empresa de mapas digitais Multiespectral. “Com a parceria, podemos acelerar o processo de criação dos mapas”, afirma Levine. Ainda assim, usuários podem alterar os mapas.

    Mas até que ponto é possível confiar nestas informações? “Você pode confiar na comunidade do Waze assim como confia na Wikipedia ou em certos serviços do Google que dependem de informações dos usuários”, diz Levine.

    Há um sistema de aprovação dos dados fornecidos pelos usuários, por meio de caixas de diálogo que questionam a validade das informações. Se um dado é refutado pela maioria dos usuários, ele é excluído do mapa.

    Além disso, o próprio sistema do Waze tem algumas espertezas para evitar erros e mentiras. “Se você estiver dirigindo em alta velocidade e relatar que há tráfego intenso, o sistema não vai aceitar sua informação.”

    Aos poucos, o Waze aprende padrões de comportamento de seus usuários. Se alguém sai de casa todos os dias no mesmo horário para ir a determinado lugar, o aplicativo passa a perguntar, depois de algumas repetições, se a rota vai ser a mesma dos dias anteriores –com isso, não é necessário inserir o endereço de novo.

    Recursos sociais também estão presentes no Waze, como um bate-papo e um sistema de recomendação de locais. O usuário pode optar por diversos níveis de privacidade –inclusive por ficar anônimo.

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