Com ventos de 150 km/h, o tufão derrubou prédios e causou um apagão que afetou 400 mil residências
Pessoas enfrentam uma tempestade trazida pelo tufão Haikui, que chegou ao leste da China nesta quarta-feia (8)O tufão Haikui tocou a terra na madrugada desta quarta-feira (8) no leste da China, onde cerca de 1,2 milhão de pessoas já deixaram suas casas como medida de segurança. Só em Xangai, cidade que tem 23 milhões de habitantes, mais de 374 mil pessoas foram transferidas a diferentes abrigos, em estádios e escolas. O tufão também forçou a retirada de mais de 467 mil pessoas na província de Zhejiang e de 74 mil em Jiangsu.
O Haikui poderá ser o primeiro tufão a atingir consideravelmente a capital econômica do país desde 2005. “Xangai se livrou de dúzias de tufões nos últimos anos, mas esse poderá ser o primeiro a representar um desafio real desde 2005”, alertou o vice-prefeito de Gestão e Planejamento Urbano, Shen Jun.
O tufão, com fortes chuvas e ventos de até 150 km/h, entrou no litoral chinês pela aldeia de Hepu, na província oriental de Zhejiang, às 3h20 locais (16h20 de Brasília), e sua chegada já começou a causar inundações.
Diante dessa perspectiva, a cidade cancelou todas as atividades organizadas ao ar livre, fechou todos seus parques, suspendeu as aulas nos centros educacionais e proibiu qualquer tipo de obras ao ar livre. Pelo menos 237 voos foram cancelados na terça-feira (7) nos dois aeroportos comerciais da metrópole, e as companhias aéreas locais preveem que o mesmo aconteça nesta quarta, sobretudo em voos regionais rumo às cidades do sudeste do país.
Haikui é o terceiro tufão a castigar o leste da China na última semana, após a passagem de Saola e Damrey, que deixaram 23 mortos e nove desaparecidos, número que se soma aos 13 mortos e três desaparecidos causados pelas chuvas do fim de semana.
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