Em nova acusação de assédio sexual, Neymar compra briga com a Nike

Poucos esportistas tiveram de lidar tão cedo com o protagonismo. Aos 13 anos, quando já dava entrevistas como herdeiro de Pelé no Santos, Neymar assinou seu primeiro contrato com a Nike, gigante americano que em 1997 entrara de vez para o mercado da bola ao firmar com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) uma das parcerias mais longevas e vitoriosas do esporte. Vestindo as multicoloridas chuteiras da marca, Neymar foi correspondendo às expectativas. Mal saiu da adolescência, já era a principal estrela da seleção brasileira, posto que jamais deixou. Aos 29 anos, no entanto, o calçado mudou, tal qual sua imagem perante a opinião pública. Saiu o menino ousado e alegre para a entrada de um adulto mimado e irresponsável.

Neymar mal havia se apresentado na Granja Comary, quartel-general da seleção em Teresópolis, no Rio de Janeiro, quando a mais nova bomba explodiu, direto da redação do Wall Street Journal, no último dia 28. A notícia apontava como motivo para o surpreendente rompimento do astro do PSG com a Nike, em 2020, uma denúncia de assédio sexual feita por uma funcionária da empresa. O crime teria ocorrido em 2 de junho de 2016, em um hotel de Nova York. Empregados da Nike no Brasil foram pegos totalmente desprevenidos, assim como o pai e empresário do atacante, Neymar da Silva Santos, que repousava em sua mansão, em Mangaratiba (RJ). No calor do momento, o patriarca prometeu retaliações. “Vai ser uma briga grande, pode ter certeza, e é dessas que a gente gosta”, desabafou a VEJA. Neymar pai alega que desavenças sobre a qualidade das chuteiras, que seriam a causa das lesões do filho, e atraso de remunerações foram as razões do litígio.

Neymar também partiu para o ataque. “Não me deram a oportunidade de me defender”, disse o jogador, que parece ter vocação para encrencas. Em 2019, às vésperas de outra Copa América, surgiu o caso Najila Trindade, modelo que o acusou de estupro, em processo que acabaria arquivado. “Por ironia do destino, continuarei a estampar no meu peito uma marca que me traiu”, completou Neymar, ciente do fato de que seguirá vestindo Nike no PSG e na seleção. Veio então o passo mais arriscado. No Instagram, cutucou o antigo patrocinador ao cobrir o logo em uma foto, na camisa e no calção, com emojis. Evidentemente, não pegou bem. A CBF, cuja receita de 365 milhões de reais anuais de patrocínio vem, em grande parte, da Nike, tratou de blindar o ambiente. As entrevistas coletivas foram canceladas e os protagonistas sumiram…

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