Categoria: Tablet

  • Nintendo perde espaço para tablets e smartphones

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/tec/1017036-nintendo-perde-espaco-para-tablets-e-smartphones.shtml

    Pela primeira vez na história, a Nintendo deve fechar um ano fiscal no vermelho. E uma das causas para o prejuízo pode ser o crescimento do Android e do iOS no gosto dos jogadores de videogame.

    A projeção foi feita pela própria empresa japonesa, no fim de outubro. Na ocasião, a Nintendo anunciou os resultados de seu primeiro semestre fiscal com prejuízo líquido de US$ 925,4 milhões.

    Para o segundo semestre fiscal, que termina em março, a expectativa de perda é de US$ 264 milhões. Total do rombo: US$ 1,19 bilhão.

    Mario Anzuoni/Reuters
    Satoru Iwata, presidente da Nintendo, apresenta o controle do Wii U durante a feira E3, em Los Angeles
    Satoru Iwata, presidente da Nintendo, apresenta o controle do Wii U durante a feira E3, em Los Angeles

    Foram apontadas duas causas para o primeiro ano vermelho em 30 anos da criadora de Mario Bros. Uma é a apreciação do yen diante do dólar, que neste ano atingiu níveis históricos, o que forçou o governo japonês a intervir na economia do país no começo de novembro para salvar as suas exportações.

    O outro fator foram as fracas vendas de consoles e seus títulos. O Nintendo 3DS, grande aposta da empresa para 2011, teve uma recepção fria em seu lançamento, em fevereiro. Foi considerado caro demais pelos jogadores, o que forçou a companhia a cortar preços globalmente.

    Em julho, por exemplo, a empresa derrubou os preços do 3DS nos EUA de US$ 249,99 para US$ 169,99, o que ajudou a levantar as vendas. No semestre fiscal, foram 3,07 milhões de unidades vendidas do 3DS no mundo.

    Na última quinta, a Nintendo anunciou que os primeiros oito meses de venda do 3DS nos EUA já superaram o primeiro ano de vendas do DS original no país, que foi de 2,37 milhões de unidades. Mas o estrago já estava feito.

    ANDROID E IOS

    Enquanto a Nintendo patinava, smartphones e tablets com Android e iOS avançavam no mercado de consoles portáteis. Segundo a consultoria Flurry, os sistemas operacionais de Google e Apple devem ficar juntos com 58% da receita do mercado móvel de games nos EUA. A Nintendo, com a linha DS, deve ter 36%, e a Sony, 6%.

    Em 2009, Android e iOS dividiam 19% desse mercado, enquanto a Nintendo engolia 70% dele. Naquele ano, nem iPad ou smartphones potentes com Android haviam sido lançados. E o iPhone 3GS só chegou às lojas em junho.

    O crescimento da presença de Android e iOS no mercado móvel, portanto, acompanhou as melhorias e lançamentos de aparelhos com os sistemas operacionais.

    Nos rankings da App Store da Apple, a presença de jogos entre os aplicativos mais populares é grande. E uma pesquisa da GfK publicada em outubro mostrou que donos de tablets tendem a jogar menos em consoles e mais em suas pranchetas digitais.

    Dos entrevistados, 59% disseram que não jogam mais em consoles com a mesma frequência de antes.

    Um sinal de que a Nintendo está incomodada com o que vem do mundo móvel é o Wii U, console da empresa que deve chegar às lojas no segundo semestre de 2012.

    O joystick tem jeitão de tablet, e sua conexão à TV lembra a do iPad via AirPlay. A empresa nega a inspiração.

    Editoria de Arte/Folhapress

    FIRMES E FORTES

    De San Francisco, nos EUA, Bill Van Zyll, gerente-geral para América Latina da Nintendo of America, conversou com a Folha por telefone. O ano ruim da empresa e a ameaça do mundo móvel foram os principais pontos da entrevista.

    Folha – A Nintendo teve um ano ruim e houve um avanço do Android e do iOS. Como a companhia planeja reconquistar o território?

    Bill Van Zyll – Continuamos focados em levar ótimas experiências aos consumidores. Para os portáteis, vemos um momento de grandes oportunidades. Nossas pesquisas internas demonstram que eles não estão sendo muito afetados pelos smartphones.

    Mas pesquisas mostram que a Nintendo perdeu receita no mercado móvel de games…

    Nossos portáteis continuam fortes. Os primeiros oito meses de vendas do 3DS superaram o primeiro ano de vendas do DS original. E nem chegamos às compras de Natal, responsáveis por grande parte das vendas.

    Ainda assim, a Nintendo não esperava um começo melhor para o 3DS?

    Sim, você está correto. Há algumas razões para isso. Só agora estamos vendo títulos fortes, como Super Mario 3D, chegarem ao mercado. O outro problema foi o preço. Era muito alto. Tivemos que reduzir. Vemos agora as vendas se ajustando.

    A Nintendo planeja fabricar smartphones e tablets?

    Não. Somos muito focados no que fazemos. Nossa força está em games.

    O joystick do Wii U parece um tablet. Foi coincidência?

    Houve uma convergência. Às vezes, nossos designers têm ideias de produtos, mas a tecnologia não está pronta para isso. Novas tecnologias criam oportunidades. O novo joystick não foi guiado pelos tablets.

    A Nintendo sempre disse que nunca licenciaria personagens e marcas para outras plataformas de outras empresas. Isso pode mudar?

    Não existem planos para isso. A Nintendo tem marcas muito fortes e é bem protetora. Temos muita preocupação com a qualidade de como outros aparelhos usariam esses personagens.

    Mas a Nintendo é completamente rígida? Nunca?

    É perigoso dizer a palavra “nunca”, porque ela é tão absoluta [risos]… Mas, conhecendo a Nintendo, diria que isso é bem pouco provável.
    Curiosidades na internet

  • Galaxy Nexus desbloqueado tem o mesmo preço do iPhone 4S de 32Gb

    Acesse:http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/11/galaxy-nexus-desbloqueado-tem-o-mesmo-preco-do-iphone-4s-de-32gb.html

    O primeiro smartphone lançado oficialmente com o Android 4.0 já está à venda. O Galaxy Nexus, está disponível em versão desbloqueada no site Expansys. No entanto, para ser um dos primeiros a colocar as mãos no produto é preciso desembolsar uma bela quantia: 749,99 dólares por um modelo de 16 GB GSM (+HSPA), o mesmo preço do iPhone 4S com 32 GB de armazenamento.

    Galaxy Nexus (Foto: Reprodução)
    Galaxy Nexus (Foto: Reprodução)

    O Nexus chega ao mercado cercado de expectativas dos fãs da dupla Samsung e Google, e com a atenção da Apple, que deve tê-lo como principal concorrente para seu iPhone a partir de agora. Com design minimalista, mas elegante, e layout confortável para as mãos, o aparelho tem algumas especificações de respeito.

    O principal destaque fica por conta de tela, que mistura características de alguns de seus antecessores. Ela é a Super AMOLED, tecnologia já utilizada pelo Galaxy SII, com resolução de 720×1280, e tem o tamanho do concorrente HTC Titan, 4.7 polegadas – porém, sem parecer tão grande por conta de seu formato, que esconde até o fato de ele ser mais pesado do que o iPhone 4S.

    Outras partes do hardware, no entanto, não empolgam muito. Seu processador é da Texas Instrumens, com 1.2 GHZ dual core. Além disso, o smartphone conta com 1 GB de RAM e 16 GB para armazenar arquivos – sem a possibilidade de aumentar a capacidade com um cartão microSD. As câmeras, por sua vez, tem somente 5 megapixels na frente e 1.3 atrás.

    Ou seja, seu principal atrativo, de fato, é o Ice Cream Sandwich. Resta saber somente se o preço para utilizar a nova versão do sistema operacional do Google não está muito alto.

  • Planos da HP para servidores de baixo consumo incluem ARM e AMD

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/tec/1000546-planos-da-hp-para-servidores-de-baixo-consumo-incluem-arm-e-amd.shtml

    A HP revelou planos de desenvolver servidores com consumo extremamente baixo de energia em parceria com outras empresas, incluindo as companhias de design de chips ARM e AMD, em um movimento que pode ameaçar a dominância da Intel no setor.

    O crescimento explosivo de data centers, que permitem o funcionamento da internet, está consumindo quantidades crescentes de energia elétrica. Assim, empresas de tecnologia estão buscando maneiras de tornar os servidores mais eficientes e reduzir suas contas de energia.

    Chips com eficiência energética que empregam tecnologia da ARM são amplamente utilizados em tablets e smartphones. Executivos da ARM já disseram que querem torná-los populares para computadores pessoais e servidores corporativos também.

    Além das empresas de chips, o programa da HP incluirá companhias de armazenamento de dados, redes e software.

    Noah Berger/The New York Times
    Engenheiros como Parthasarathy Ranganathan, da HP, trabalham em componentes que usam menos energia
    Engenheiros como Parthasarathy Ranganathan, da HP, trabalham em componentes que usam menos energia

    Os chips da Intel são usados em 80% dos computadores pessoais do mundo e servidores e, embora sejam mais poderosos do que os chips baseados na tecnologia da ARM, consomem muito mais eletricidade.

  • Smartphones e tablets são novo alvo do cibercrime

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/tec/997805-smartphones-e-tablets-sao-novo-alvo-do-cibercrime.shtml

    Cada vez mais populares, smartphones e tablets estão na mira de cibercriminosos.

    E, segundo estudos e especialistas de segurança ouvidos pelaFolha, os usuários não estão cientes dos riscos que correm e não têm com os dispositivos móveis os cuidados que dispensam aos computadores tradicionais.

    Gus Morais

    O Android, do Google, é hoje o alvo preferencial dos malfeitores, por ser o sistema para smartphones mais popular do mundo e por sua natureza aberta –é possível instalar nele aplicativos de qualquer origem.

    “Vemos com muita preocupação o desenvolvimento de malware nos smartphones. Há muita informação confidencial nesses dispositivos, e nós nem sempre tomamos consciência de como devemos protegê-los”, afirmou à Folha o diretor da BitDefender nas Américas, Alejandro Musgrove.

    “As pessoas ainda encaram os celulares como se estivéssemos nos anos 40, ou seja, como se fossem simples objetos destinados apenas a fazer ligações”, afirmou o diretor-sênior de segurança móvel da McAfee, John Dasher, durante o evento Focus 11, promovido pela empresa em Las Vegas, na semana passada.

    Segundo Dasher, os usuários não se dão conta de que carregam no bolso um computador completo, com vulnerabilidades equivalentes às dos PCs tradicionais ou até mais graves do que elas.

    O perigo, porém, não deve se limitar a celulares e tablets, estendendo-se aos mais variados tipos de dispositivo, desde televisores até aparelhos de ginástica, que começam a ser equipados com sistemas operacionais completos e acesso à internet –a Cisco prevê que, em 2015, haverá 15 bilhões de dispositivos conectados, ou cerca de dois por habitante do planeta.

    Gus Morais/Editoria de Arte/Folhapress

    ANDROID

    Entre dezembro de 2010 e julho de 2011, houve um crescimento de 238% no número de malware destinado ao Android, segundo a McAfee, que registrou cerca de 200 novas ameaças móveis no segundo trimestre de 2011.

    Apesar de o Symbian ainda ser a plataforma com maior número total de malware registrado até hoje, o sistema do Google é o que mais reúne novos ataques.

    Isso quer dizer que há algo intrinsicamente errado com o Android?

    Para John Dasher, diretor-sênior de segurança móvel da McAfee, não. Segundo ele, o sistema do Google tem bons recursos de segurança, mas é natural que cibercrimosos priorizem a plataforma mais popular.

    No mesmo período, a McAfee não registrou nenhum caso em aparelhos com iOS, da Apple –com exceção daqueles em que foi realizado jailbreak, procedimento que permite, entre outras coisas, a instalação de aplicativos de fora da App Store, rigidamente controlada pela empresa.

    O diretor de informática da Kaspersky, Grant Cresswell, diverge de Dasher ao alegar que o Android tem, sim, problemas sérios de segurança.

    “Depois de ter mexido em alguns aparelhos com Android por um tempo, creio que são dispositivos muito perigosos”, afirmou ele neste mês, durante o lançamento de um produto da empresa na Austrália.

    O Android permite que se instalem programas de qualquer fonte, não só do Android Market, repositório oficial do Google. Segundo Dasher, porém, o sistema faz um “trabalho decente” em informar ao usuário os dados a que os aplicativos têm acesso.

    Ele afirma que as pessoas não atentam à lista de permissões que surge quando se instala um programa no celular. “Se um simples jogo de xadrez pede acesso à sua câmera e a seus contatos, por exemplo, você deve desconfiar dele”, afirma Dasher.

    Editoria de Arte/Folhapress

    E A SENHA?

    “A tecnologia sozinha não vai resolver os problemas de segurança móvel”, diz o executivo da McAfee, ressaltando que os usuários não estão atentos nem aos procedimentos mais básicos para manter seus aparelhos seguros –menos de 20% o protegem com senha, por exemplo.

    Um caso recente de malware no Android foi revelado pela Symantec neste mês.

    Aproveitando-se do fato de o aplicativo do serviço de vídeo Netflix estar disponível apenas para um número limitado de aparelhos com Android, cibercriminosos distribuíram na rede uma versão falsa, com o objetivo de roubar dados de assinantes.

    À Folha o Google disse que não comenta estudos de terceiros e, citando o sistema de permissões do Android, afirmou que a plataforma é segura.