Aprovada em São Paulo uma lei que promete acabar com abusos na maternidade

Acesse:http://estilo.br.msn.com/demaepramae/blog/mariana-della-barba/post.aspx?post=3f9d939e-c06b-4052-8d12-72360ed826ad&_nwpt=1+

 Com a nova lei, hospitais públicos são obrigados, por exemplo, a dar anestesia para toda a gestante que solicitar

De todos os posts que já escrevi aqui no blog, lembro de um cujos comentários me fizeram chorar, de tristeza, de raiva, de pena, de revolta contra um sistema de saúde que maltrata as mulheres e torna traumatizante um momento que deveria ser absolutamente lindo: o parto.
Em “Eu fui maltratada na maternidade – e você?”, muitas mães e alguns pais abriram seus corações nos comentários e compartilharam experiências horrendas pelas quais passaram durante o nascimento de seus filhos.
Muitos dos comentários eram de mulheres que estavam em hospitais públicos e imploraram por uma anestesia. Imploraram por alguém que as ajudassem a se sentir melhor, fosse com uma massagem no ombro ou fosse pra subir na maca. Imploraram para terem seus maridos ao lado. E foram ignoradas completamente.
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Então, escrevo as informações abaixo pensando justamente nesses leitores aqui do blog – e em todas as mulheres que agora (se Deus quiser!) passarão a ser tratadas com dignidade nos hospitais públicos de São Paulo. E, espero, que em breve no Brasil todo. 
A boa notícia é que acaba de ser aprovada uma lei que obriga todos os hospitais da rede pública da capital paulista a oferecer um parto humanizado. 
Alguns dos direitos que agora toda a gestante terá (a partir de maio, que é quando a lei entra em vigor):
Direito à anestesia sempre que solicitarem, inclusive em casos de parto normal, algo que hoje não existe no SUS
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Direito de receberem auxílio para lidarem com a dor sem ser por meio de remédios. Ou seja, devem ter acesso a banho morno, local para fazer exercícios e massagens para aliviar a dor. Lembro de uma leitora que tinha um problema grave na coluna e que foi ignorado pelo médico. Ela conta ter implorado por uma massagem no ombro, que ardia de dor. Todos esses profissionais que a ignoraram agora são obrigados por lei a ajudá-la.
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Direito a ter o chamado Plano Individual de Parto, no qual poderá deixar claro que tipo de parto tem preferência, o tipo de anestesia, além de determinar o nome do acompanhante. O grosso dos comentários reclamava justamente de terem proibido a entrada do acompanhante – algo que é previsto em lei, mas é ignorado em 64% dos hospitais (dados da Rede Cegonha).
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Direito de manter liberdade de movimento e de escolher a posição que lhe pareça mais confortável durante o trabalho de parto. Muitas mães reclamaram nos comentários do post que citei que tiveram suas pernas amarradas na maternidade.
Direito ingerir líquidos e alimentos leves. Outra reclamação constante, a de que foi obrigada a ficar em jejum por muitas horas e não tinha forças durante o parto em si.
Será favorecido o contato físico precoce entre a mãe e o recém-nascido, após o nascimento, especialmente para fins de amamentação. Por isso, deixe claro e aos quatro ventos que você quer amamentar seu filho logo que ele nascer. E se alguém tentar te impedir, a não ser que haja algum problema com o bebê, exija.
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Termino o texto com uma frase da vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), autora do projeto que se transformou nessa promissora lei (se ela realmente for colocada em prática, claro!)
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“O objetivo principal do projeto é acabar com uma grande injustiça que tem ocorrido na rede pública de saúde, o desrespeito aos direitos da gestante. O maior exemplo disso é a negativa de anestesia em casos de parto normal. É necessário um tratamento digno desde a entrada no hospital até o momento do parto, o único choro da mulher nessa hora tem que ser o de emoção.”
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Curiosidades na internet

Pesquisadores da Unicamp criam anestesia odontológica sem injeção

Acesse:http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/34723/geral/pesquisadores-da-unicamp-criam-anestesia-odontologica-sem-injecao

A anestesia indolor é um desejo antigo dos profissionais de odontologia e considerada o “Santo Graal” da profissão

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Pesquisa feita na Unicamp tem como objetivo criar um gel ou creme anestésico que dispense a picada de agulha na mucosa da boca
Pesquisa feita na Unicamp tem como objetivo criar um gel ou creme anestésico que dispense a picada de agulha na mucosa da boca

A equipe de Pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um creme anestésico, a fim de se dispensar o uso da agulha nos procedimentos odontológicos.

“A anestesia bucal indolor e sem agulha é um desejo antigo dos profissionais de odontologia e considerada por muitos o, Santo Graal, da profissão”. Explica Eneida de Paula, coordenadora do projeto. Ela acrescenta ainda que, “a proposta não foi produzir novas moléculas anestésicas, pois exigiria pelo menos dez anos de desenvolvimento e testes clínicos”.

O propósito da pesquisa foi ampliar a eficácia dos sais anestésicos disponíveis no mercado ao encapsulá-los dentro de carreadores ou nanopartículas, capazes de levar os princípios ativos ao lugar desejado e liberá-los de forma controlada.

A pesquisa teve início em 2007 com a escolha do carreador ideal para cada anestésico. “Ele não poderia causar reações adversas no organismo, teria de ser quimicamente estável e precisaria manter o anestésico no local aplicado pelo maior tempo possível”, disse. De Paula

Os lipossomas, partículas feitas de lipídios e semelhantes a membranas biológicas, foram os primeiros carreadores testados pelo grupo. Segundo a pesquisadora, os lipossomas são capazes de levar os anestésicos sem gerar reações adversas e já são empregados pela indústria farmacêutica em antivirais, antifúngicos e no desenvolvimento de vacinas e medicamentos anticâncer.

A pesquisadora conta que os lipossomas oferecem um ambiente molecular semelhante ao do local de ação do anestésico local. “Além disso, suas propriedades químicas atraem esses medicamentos, que ficam retidos em suas membranas, evitando que sejam rapidamente absorvidos para além do local de ação”, afirma.

Testes em animais e humanos mostraram que o uso dos lipossomas como carreadores (solvente) prolongou o tempo de ação dos anestésicos mepivacaína e prilocaína em três a quatro vezes, comparados aos medicamentos comerciais que agem por duas a quatro horas. Tal eficácia, entretanto, ainda dependia do uso de seringas na aplicação do medicamento.

 Curiosidades na internet