Pesquisadores da Unicamp criam anestesia odontológica sem injeção

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A anestesia indolor é um desejo antigo dos profissionais de odontologia e considerada o “Santo Graal” da profissão

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Pesquisa feita na Unicamp tem como objetivo criar um gel ou creme anestésico que dispense a picada de agulha na mucosa da boca
Pesquisa feita na Unicamp tem como objetivo criar um gel ou creme anestésico que dispense a picada de agulha na mucosa da boca

A equipe de Pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um creme anestésico, a fim de se dispensar o uso da agulha nos procedimentos odontológicos.

“A anestesia bucal indolor e sem agulha é um desejo antigo dos profissionais de odontologia e considerada por muitos o, Santo Graal, da profissão”. Explica Eneida de Paula, coordenadora do projeto. Ela acrescenta ainda que, “a proposta não foi produzir novas moléculas anestésicas, pois exigiria pelo menos dez anos de desenvolvimento e testes clínicos”.

O propósito da pesquisa foi ampliar a eficácia dos sais anestésicos disponíveis no mercado ao encapsulá-los dentro de carreadores ou nanopartículas, capazes de levar os princípios ativos ao lugar desejado e liberá-los de forma controlada.

A pesquisa teve início em 2007 com a escolha do carreador ideal para cada anestésico. “Ele não poderia causar reações adversas no organismo, teria de ser quimicamente estável e precisaria manter o anestésico no local aplicado pelo maior tempo possível”, disse. De Paula

Os lipossomas, partículas feitas de lipídios e semelhantes a membranas biológicas, foram os primeiros carreadores testados pelo grupo. Segundo a pesquisadora, os lipossomas são capazes de levar os anestésicos sem gerar reações adversas e já são empregados pela indústria farmacêutica em antivirais, antifúngicos e no desenvolvimento de vacinas e medicamentos anticâncer.

A pesquisadora conta que os lipossomas oferecem um ambiente molecular semelhante ao do local de ação do anestésico local. “Além disso, suas propriedades químicas atraem esses medicamentos, que ficam retidos em suas membranas, evitando que sejam rapidamente absorvidos para além do local de ação”, afirma.

Testes em animais e humanos mostraram que o uso dos lipossomas como carreadores (solvente) prolongou o tempo de ação dos anestésicos mepivacaína e prilocaína em três a quatro vezes, comparados aos medicamentos comerciais que agem por duas a quatro horas. Tal eficácia, entretanto, ainda dependia do uso de seringas na aplicação do medicamento.

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