Nova espécie de dinossauro ‘narigudo’ é descoberta nos EUA

Acesse:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/07/130717_novo_dinossauro_jp.shtml

Dinossaur fossil | Foto: Raúl MartínNovo dinossauro tinha aparência forte e assustadora, mas era herbívoro, diz estudo

Uma equipe de cientistas americanos descobriu uma nova e incomum espécie de dinossauro no deserto do Estado americano de Utah, na região do Meio Oeste dos Estados Unidos.

Com 5 metros de comprimento, o extinto animal, batizado de Nasutoceratops titusi é parte da família do triceratope, mas tem como características únicas a presença de um nariz enorme e chifres excepcionalmente grandes.

O estudo dos cientistas foi publicado no periódico especializado Proceedings, da Sociedade Real de Ciências Biológicas.

Mark Loewen, da Universidade de Utah e do Museu de História Natural do mesmo Estado, disse em entrevista à BBC que “este dinossauro nos deixou completamente surpresos”. “Nós jamais teríamos previsto que ele fosse ter essas características – é tão fora do comum para este grupo de dinossauros.”

Assustador e vegetariano

O fóssil foi descoberto em 2006, numa região desértica de Utah, mas os cientistas levaram anos para preparar e estudá-lo em detalhes.

As rochas nas quais ele foi encontrado têm cerca de 75 milhões de anos, o que leva os especialistas a crer que ele teria vivido na Terra no período Cretáceo Tardio.

Dinossaur fossil | Foto:Rob GastonSegundo cientistas, região do deserto do Estado americano de Utah é verdadeiro “paraíso de fósseis”

“Os chifres são, de longe, os maiores de qualquer membro de seu grupo de dinossauros – eles se curvam para os lados e para frente. Além disso, ele também tem o maior nariz de seu grupo”, explica Loewen, acrescentando que o animal tem uma saliência atrás da cabeça.

Além dessas características distintas, o nasutoceratops também era um animal forte, pesando até 2,5 toneladas, o que lhe dava uma aparência bastante intimadora.

Mas apesar de assustar, este dinossauro, assim como todos os outros triceratopes, é herbívoro e estaria mais preocupado em buscar plantas em seus arredores pantanosos do que avançar sobre presas.

Continente perdido

O nasutoceratops é apenas uma de várias espécies de dinossauros descobertas nesta região da América do Norte.

Acredita-se que o deserto onde ele foi encontrado teria sido parte de um continente chamado Laramídia, que já foi descrito como um “paraíso de fósseis”.

Outras espécies vegetarianas, incluindo hadrossauros e outros dois tipos de dinossauros com chifres, foram encontradas perto do nasutoceratops, sugerindo que elas podiam conviver.

“Todos os esses animais têm mais de 3 toneladas. Tinha-se um ambiente em que todos esses grandes herbívoros competiam por comida. Nós não temos certeza de como se podia alimentar todos esses animais, mas você encontra todos eles sobre as rochas ao mesmo tempo”, diz Loewen, acrescentando que seus cientistas continuam encontrando novas e incomuns espécies no lugar.

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Pesquisadores da Unicamp criam anestesia odontológica sem injeção

Acesse:http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/34723/geral/pesquisadores-da-unicamp-criam-anestesia-odontologica-sem-injecao

A anestesia indolor é um desejo antigo dos profissionais de odontologia e considerada o “Santo Graal” da profissão

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Pesquisa feita na Unicamp tem como objetivo criar um gel ou creme anestésico que dispense a picada de agulha na mucosa da boca
Pesquisa feita na Unicamp tem como objetivo criar um gel ou creme anestésico que dispense a picada de agulha na mucosa da boca

A equipe de Pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um creme anestésico, a fim de se dispensar o uso da agulha nos procedimentos odontológicos.

“A anestesia bucal indolor e sem agulha é um desejo antigo dos profissionais de odontologia e considerada por muitos o, Santo Graal, da profissão”. Explica Eneida de Paula, coordenadora do projeto. Ela acrescenta ainda que, “a proposta não foi produzir novas moléculas anestésicas, pois exigiria pelo menos dez anos de desenvolvimento e testes clínicos”.

O propósito da pesquisa foi ampliar a eficácia dos sais anestésicos disponíveis no mercado ao encapsulá-los dentro de carreadores ou nanopartículas, capazes de levar os princípios ativos ao lugar desejado e liberá-los de forma controlada.

A pesquisa teve início em 2007 com a escolha do carreador ideal para cada anestésico. “Ele não poderia causar reações adversas no organismo, teria de ser quimicamente estável e precisaria manter o anestésico no local aplicado pelo maior tempo possível”, disse. De Paula

Os lipossomas, partículas feitas de lipídios e semelhantes a membranas biológicas, foram os primeiros carreadores testados pelo grupo. Segundo a pesquisadora, os lipossomas são capazes de levar os anestésicos sem gerar reações adversas e já são empregados pela indústria farmacêutica em antivirais, antifúngicos e no desenvolvimento de vacinas e medicamentos anticâncer.

A pesquisadora conta que os lipossomas oferecem um ambiente molecular semelhante ao do local de ação do anestésico local. “Além disso, suas propriedades químicas atraem esses medicamentos, que ficam retidos em suas membranas, evitando que sejam rapidamente absorvidos para além do local de ação”, afirma.

Testes em animais e humanos mostraram que o uso dos lipossomas como carreadores (solvente) prolongou o tempo de ação dos anestésicos mepivacaína e prilocaína em três a quatro vezes, comparados aos medicamentos comerciais que agem por duas a quatro horas. Tal eficácia, entretanto, ainda dependia do uso de seringas na aplicação do medicamento.

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