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  • Anvisa suspende alimentos de soja da marca AdeS

    Acesse:http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2013+noticias/anvisa+suspende+alimentos+de+soja+da+marca+ades

    Por precaução e para proteger a saúde da população brasileira, a Anvisa determinou, nesta segunda-feira (18/3), a suspensão de fabricação, distribuição, comercialização e consumo de todos os lotes dos alimentos com soja da marca AdeS, produzidos pela linha de produdução TBA3G, na fábrica da empresa Unilever Brasil Industrial Ltda, em Pouso Alegre (MG). A medida, válida para todo o território nacional, engloba todos os sabores do produto.

    Na semana passada, após ser questionada pela Anvisa por intermédio da notificação nº 5/2013, a empresa Unilever Brasil Industrial Ltda respondeu que havia identificado falha no processo de higienização das máquinas da referida linha de produção. A falha, de acordo com a empresa, teria resultado no envase de embalagens com solução de limpeza, em um lote do produto com sabor maçã.

    Apesar da Unilever já ter realizado o recall do lote do produto com sabor maçã (96 unidades, segundo informações da empresa), a Anvisa decidiu suspender todos os lotes de todos os sabores, produzidos na linha de produção em que foi identificada a falha, até que a Agência tenha mais informações sobre a verdadeira extensão do problema. Está programada para esta segunda-feira (18/3), inspeção sanitária, realizada pelas autoridades sanitárias estaduais e municipais, na fábrica da empresa.

    Durante a inspeção, serão verificadas as condições sanitárias de produção do alimento. Além disso, será possível verificar a se a falha identificada pela empresa foi solucionada.

    Caso seja verificado que o problema tenha, de fato, sido solucionado  e que não atingiu outros lotes e sabores, os produtos poderão ser, novamente, liberados pela Anvisa.

    Recomendação ao consumidor

    O consumidor que tiver adquirido os produtos não deve consumi-los. Em casos de queimaduras ou outro sintomas, procure imediatamente atendimento médico.

    Para realizar a troca ou reembolso do produto, o consumidor deve entrar em contato com o fabricante, a Unilever. A solicitação pode ser feita gratuitamente pelo SAC no 0800 707 0044, das 8h às 20h, ou sac@ades.com.br. Em casos de dúvidas, a  Anvisa dispõe de uma Central de Atendimento: 0800 642 9782.

    Confira aqui a tabela publicada no Diário Oficial da União com todos os produtos suspensos.

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  • Anvisa aprova uso de remédio oncológico para câncer de mama

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1234817-anvisa-aprova-uso-de-remedio-oncologico-para-cancer-de-mama.shtml

    Uma nova opção de tratamento contra o câncer de mama avançado deve ficar mais ao alcance das brasileiras.

    Na semana passada, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estendeu para essa doença a indicação do everolimo –droga já usada no país para outros fins.

    A expectativa é que o remédio possa ser usado por 15% das pacientes com câncer de mama, doença que, segundo estimativas, atingiu 52 mil mulheres em 2012 no Brasil.

    A Anvisa segue o entendimento de agências nos EUA e na Europa, que aprovaram em 2012 o uso do everolimo para pacientes na pós-menopausa com câncer de mama avançado, desde que o tumor seja hormonodependente –característica de até 70% do total dos casos.

    Segundo Maira Caleffi, presidente da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), a droga é uma opção para quem teve metástase, fez tratamento com terapias hormonais, mas se tornou resistente às drogas.

    “É uma grande arma e é uma droga oral”, diz ela.

    Álvaro Caldas, gerente médico do Afinitor (única marca do everolimo, da Novartis), diz que um estudo com 724 mulheres identificou o impacto contra a doença.

    “O everolimo mais que dobra a sobrevida livre de progressão da doença, e a paciente chega a ter uma redução do risco de recorrência da ordem de 55%.”

    O medicamento e o tratamento hormonal que o acompanha custam R$ 8.000 por mês. Algumas mulheres vinham tendo acesso ao remédio por alguns planos de saúde e pela via da Justiça.

    Esse foi o caso da advogada Laís Barbosa, 60, que ganhou liminar contra o Estado do Rio Grande do Sul na semana passada. Depois da primeira aparição do câncer, em 2003, a doença voltou em 2012 duas vezes em locais diferentes. Da segunda vez, começou a tomar o everolimo, obtido por doação.

    “Em dezembro, fiz uma ressonância magnética do crânio e a melhora foi gritante. Daí saiu toda a vontade de lutar e pedir o remédio na Justiça”, conta ela.

    Patrick Eckert, gerente-geral de oncologia no Brasil da Novartis, diz que a empresa deve encaminhar ao Ministério da Saúde, nos próximos dias, um pedido para que o uso do remédio seja
    incorporado à rede pública.

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  • Formol em cosméticos: perigos

    Acesse:http://www.mundodastribos.com/formol-em-cosmeticos-perigos.html

    O formol é muito utilizado para alisar os cabelos. Conheça os perigos do formol em cosméticos.

    Não há mulher que resista a um tratamento de beleza. Porém, muitas delas acabam recorrendo para o uso de produtos que nem sempre, contribuem para bons resultados. Tendo isso em vista, separamos algumas informações sobre os perigos do formol em cosméticos.

    Conheça os riscos da escova progressiva com formol.

     Formol em cosméticos: perigos

    Saiba mais sobre o formol

    A substância formol ou formaldeído é um composto claro e serve para diversas utilidades. Entre elas, ele pode ser encontrado em preservativos, conservantes e até antissépticos. No entanto, atualmente, o formol é encontrado em diversos cosméticos, incluindo as famosas escovas progressivas.

    Motivo principal para o uso de formol em cosméticos capilares

    O formol tem sido utilizado de forma indevida e em altas concentrações em cosméticos capilares. Seu uso tem como objetivo principal o alisamento dos cabelos, pois possui esta ação quando entra em contato com o fios de cabelo.

    De olho na composição do produto

    Com a moda dos cabelos lisos, muitas mulheres recorrem para a escova progressiva; uma forma simples e prática para realizar o alisamento das madeixas. No entanto, a maioria dos produtos utilizados para essa função, tem em sua composição, o formol. Esta substância, de acordo com a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), traz grandes consequências a saúde da mulher, inclusive colabora com a queda dos cabelos. Assim, é muito importante que a mulher esteja atenta à quantidade de formol permitido pela Anvisa que é equivalente a 0,2%, a qual não traz nenhum prejuízo a mulher.

    562420 Para ter o cabelo liso muitas mulheres recorrem para a escova progressiva com formol. Foto divulgação Formol em cosméticos: perigos Para ter o cabelo liso, muitas mulheres recorrem para a escova progressiva com formol. (Foto: divulgação)

    Ficando livre de consequências futuras

    Uma das melhores formas de evitar problemas com o formol, é pedir para o profissional dar informações sobre o produto que será utilizado. Além disso, é ideal avaliar se o produto é registrado pela Anvisa. Se a resposta for negativa, o cosmético pode conter substâncias proibidas, ou de uso restrito, em condições e concentrações inadequadas ou não permitidas e que acarretam riscos à saúde. Vale ressaltar que a venda e a utilização de produtos produzidos sem registro, é uma das principais causas de reclamações à vigilância sanitária.

    Conheça mais sobre as reações adversas do formol

    São várias e graves as reações que o uso do formol pode proporcionar. Entre as principais delas, podemos citar:

    562420 A queda de cabelo é uma das consequências do uso de formol em cosméticos capilares. Foto divulgação Formol em cosméticos: perigos

    • A queda de cabelo é uma das consequências do uso de formol em cosméticos capilares(foto:divulgação)

    Saiba qual é a escova progressiva recomendada pela Anvisa

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  • SP aprova limites para publicidade infantil

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1204599-sp-aprova-limites-para-publicidade-infantil.shtml

    Dois projetos de lei aprovados na Assembleia Legislativa de São Paulo podem proibir a venda de alimentos acompanhados de brinquedos e restringir a publicidade de junk food dirigida a crianças no Estado.

    Os projetos ainda aguardam sanção do governador Geraldo Alckmin.

    O PL 1.096/2011, do deputado estadual Alex Manente (PPS), que proíbe a venda de alimentos com brindes, prevê a aplicação de multa em caso de descumprimento, com base no Código de Defesa do Consumidor (de R$ 400 a R$ 6 milhões).

    Segundo a justificativa do deputado, o alvo da lei são as refeições infantis com brinquedos das redes de fast food.

    Já o PL 193/2008, do deputado Rui Falcão (PT), prevê a proibição da veiculação de anúncios de alimentos “pobres em nutrientes e com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio no rádio e na TV”, entre as 6h e as 21h.

    No horário permitido, o anúncio deverá ser seguindo de avisos sobre os males da obesidade. O texto não especifica quais alimentos seriam atingidos pelas regras.

    A aprovação dos projetos vem dois anos depois da publicação de uma regulamentação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que previa a exigência de alertas em anúncios de alimentos com muito sódio, gordura e açúcar.

    A regra foi contestada na Justiça e não entrou em vigor.

    Para Mariana Ferraz, advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), as empresas devem contestar esses projetos na Justiça caso sejam sancionados, ainda que, para o instituto, os textos sigam o Código de Defesa do Consumidor.

    “Toda publicidade que tem como interlocutor a criança é abusiva. Mas é necessária uma regulamentação, dizer quais alimentos são considerados não saudáveis.”

    Um dos pontos que podem ser questionados pelas empresas é o fato de que as leis estão na esfera estadual e não federal.

    Mas, segundo André Ramos Tavares, professor de direito público da PUC-SP, como a restrição prevista para a publicidade é só de horário e não há proibição, isso não interfere na competência federal de legislar sobre o tema.

    Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana (ONG de defesa dos direitos da criança), diz acreditar que os projetos vão entrar em vigor.

    “Toda a discussão sobre o tema mostra um interesse da sociedade para uma regulação mais forte quanto à publicidade infantil e a venda de alimentos com brindes.”

    Segundo Henriques, a proibição total da publicidade reduziria o número de crianças obesas em 14% a 33%. O dado é de um estudo publicado na revista médica “European Journal of Public Health”.

    OUTRO LADO

    Em nota, a ANR (Associação Nacional de Restaurantes) afirmou estar acompanhando o andamento dos projetos e que estuda possíveis medidas.

    A Burger King afirma que, se os projetos foram sancionados, vai cumprir suas determinações.

    A Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) preferiu não se manifestar.

    O McDonald’s diz que cumpre a legislação.

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  • Ovos Fazem Mal A Saúde?

    Acesse:http://www.vocesabia.net/saude/ovos-fazem-mal-a-saude/

    ovos

    Eis aqui uma pergunta que muitas pessoas não sabem responder com segurança. Que o ovo é rico em gordura e não é bom para quem tem problemas com colesterol, isso sabemos. Mas… e o ovo em si, faz mal a saúde? A resposta é dependeA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou uma resolução que obriga os produtores a colocar rótulos nas embalagens de ovos  com uma advertência sobre o consumo doproduto. Essa nova medida entrará em vigor dentro de seis meses e a mensagem é a seguinte: “O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde”.

    A ANVISA ainda exige que se inclua no rótulo a recomendação de que esse produto deve ser mantido preferencialmente refrigerado, ou seja, na geladeira. O rótulo com esse aviso deve ter destaque na embalagem, de forma legível, e o tamanho das letras não poderá ser inferiores a um milímetro.

    –> SALMONELOSE

    A decisão foi tomada em dados do Ministério da Saúde baseada em registro de pessoas vítimas da salmonelose, que é a principal causa de surtos da diarréia. A salmonelose é a infecção ocorrida pela ingestão da bactéria salmonela (figura abaixo). Quem é infectado por ela apresenta sintomas como vômitos, calafrios, náuseas e dores abdominais.

    Os ovos são responsáveis por 42,2% dos casos de infecção entre 1999 a 2007 da salmonela. Nesse período, cerca de 117.000 pessoas foram acometidas por essa doença. Foram registrados ainda 6.000 surtos por conta de ingestão da bactéria em festas e comemorações.

    –> PROPRIEDADES NUTRICIONAIS

    • Depois do leite materno, os ovos são considerados o alimento mais completo.
    • Possui vários nutrientes, inclusive a vitamina B12.
    • Indicado para controle de peso, reduz a ingestão de gorduras, carnes e outros alimentos altamente calóricos
    • É um alimento barato, a fonte de proteínas mais acessível que existe.
    • A casca é rica em cálcio e pode ser pulverizada em liquidificador para misturar à comida. Aadministração em idosos com osteoporose resultou em melhora na densidade mineral óssea.
    • A cor da casca indica apenas a cor da galinha, ou seja, ovos brancos são originários de galinhas brancas e os avermelhados, de galinhas avermelhadas.
    • A clara é uma fonte de proteínas. Indicada para pessoas que necessitam de reposição constante de proteínas (praticantes de exercícios, p. ex.) e como complemento de dietas de emagrecimento ou deficientes de fontes protéicas.
    • A gema é fonte de ferro, colina, ácido fólico, lecitina, biotina (contra a depressão), antioxidantes, luteína, vitaminas B e E, entre outras.
    • Está provado cientificamente: o consumo de ovos não aumenta os níveis de colesterol.
    • O ovo é rico em zinco, auxiliando no combate a algumas alergias.
    • Eleva o HDL, o bom colesterol, por possuir elevada quantidade de lecitina, impedindo que o mau colesterol se deposite nas artérias; no intestino, participa da formação da bile, mobilizando triglicerídeos e diminuindo a formação de colesterol.

    –> CONCLUSÃO

    Resumindo, os ovos fazem mal à saúde se ingeridos com muita frequência ou se estiverem crus ou mal cozidos. Portanto, tome bastante cuidado com esse alimento. Lembre-se daquilo que vovó já dizia: “Tudo demais é veneno. Até água.” E uma última recomendação: prefira sempre comer ovos cozidos e não fritos. Aliás, não são somente os ovos, nenhum tipo de alimento frito faz bem à saúde.

    NOTA: Com certeza, você não sabia, mas o Dia Mundial do Ovo é comemorado em 14 de outubro. Que importância tem isso? Não temos a menor ideia, mas, como alguém pode achar interessante, está aí a informação.

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  • País vai regulamentar medicina chinesa

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1183359-pais-vai-regulamentar-medicina-chinesa.shtml

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu o primeiro passo para a regulamentação dos tratamentos da medicina tradicional chinesa no país.

    O embrião do projeto, o anúncio de que deve ser montada uma proposta de regulação, já foi publicado no “Diário Oficial”. A agência espera que a consulta pública comece ainda em 2012 e tenha duração de 90 dias.

    Milenar, a medicina tradicional chinesa envolve uma visão global do paciente e trabalha sobretudo com o conceito de equilibrar o organismo. Para isso, são usadas várias técnicas, como acupuntura, tuiná (um tipo de massagem) , exercícios como o tai chi chuan e também compostos e fitoterápicos.

    “Cada praticante pode aplicar um ou mais desses [tratamentos], de acordo com a necessidade percebida na realização da avaliação”, explica o fisioterapeuta Reginaldo de Carvalho Silva Filho, diretor da Ebramec (Escola Brasileira de Medicina Chinesa).

    Apesar de milenares, os compostos são alvo de muita polêmica. Partes de animais, inclusive de espécies em extinção, costumam ser mescladas às fórmulas.

    A prática -que inclui especialmente ossos, chifres e até pênis dos animais- já foi responsabilizada pelo declínio de várias populações na Ásia, com destaque para as de tigres e rinocerontes.

    A Anvisa diz que, no primeiro momento, o objetivo é criar um sistema de regulação diferenciado dos usados para os fitoterápicos e os medicamentos alopáticos.

    Por meio de sua assessoria, a agência informou que a composição multifatorial das fórmulas da medicina tradicional chinesa requer parâmetros diferentes de avaliação, que não se limitam à checagem de um princípio ativo.

    No começo, os compostos devem ser alvo somente de um monitoramento de possíveis efeitos adversos.

    Os médicos e profissionais de saúde seriam orientados a relatar efeitos adversos e outros problemas à Vigilância Sanitária, a exemplo do que já é feito com os medicamentos “comuns”.

    IMPORTAÇÃO

    A discussão na Anvisa abre caminho para a regularização da entrada das fórmulas no Brasil. Há muitos remédios patenteados e produzidos por grandes farmacêuticas chinesas, mas que ainda não conseguiram seus registros devido à inexistência de regras claras para a terapia de origem oriental por aqui.

    De acordo com a Anvisa, nenhuma das fórmulas chinesas do tipo que misturam minerais, animais e plantas tem registro para ser comercializada no Brasil. As que porventura estão à venda entraram ilegalmente no país, diz a agência.

    Segundo o médico reumatologista Aderson Moreira da Rocha, especialista na medicina tradicional chinesa, no Brasil os remédios usados nesse tipo de tratamento são sobretudo de origem vegetal.

    “Na realidade do Brasil, optamos por usar muito mais a fitoterapia. Até por uma questão de preço, porque são mais baratos”, diz ele.

    De acordo com a assessoria da Anvisa, mais detalhes do projeto só serão possíveis após a consulta pública, que servirá para reunir dúvidas e demandas de profissionais, pacientes e da comunidade.

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  • A maioria dos alimentos tem sódio demais, diz Anvisa

    Acesse:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/a-maioria-dos-alimentos-tem-sodio-demais-diz-anvisa

    A maioria dos alimentos tem sódio demais, diz Anvisa

    Alimentos como queijo parmesão, macarrão instantâneo e biscoitos são um dos que apresentam os maiores níveis de sódio

    Queijo parmesãoQueijo parmesão: 100 gramas do alimento têm quase a mesma quantidade de sódio que a OMS recomenda como o limite para ingestão diária (Thinkstock)

     

    Uma pesquisa feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou alto teor de sódio em grande parte dos alimentos vendidos no país. O trabalho foi feito com base na análise de 26 tipos de produtos, como bolachas e frios — dos grupos analisados, apenas cinco apresentaram níveis do ingrediente considerados adequados.

    O produto campeão em teor de sódio, de acordo com o levantamento, é o queijo parmesão ralado: uma média de 1.981 miligramas por 100 gramas do produto. Em seguida está o macarrão instantâneo, com 1.798 miligramas por 100 gramas do produto (confira os principais “campeões do sódio”). Segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), a ingestão máxima de sódio deve ser de dois gramas diários, o equivalente a cinco gramas de sal. O brasileiro consome 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro do recomendado pela OMS. “O que nos preocupa é que boa parte dos alimentos com alto nível de sal é muito consumido por crianças”, diz Denise de Oliveira Resende, gerente-geral de alimentos da Anvisa.

    Os campeões de sódio

    Queijo parmesão

    O queijo parmesão ralado apresentou uma média de 1.981 miligramas de sódio por 100 gramas de alimento. Já o queijo em pedaços teve uma média de 1.402 miligramas de sódio por 100 gramas de alimento. A pesquisa da Anvisa chegou a encontrar produtos com 3.052 miligramas de sódio em 100 gramas do queijo.

    Macarrão instantâneo

    O produto tem, em média, 1.798 miligramas de sódio a cada 100 gramas de macarrão. A pesquisa da Anvisa chegou a encontrar produtos com 2.160 miligramas de sódio em 100 gramas do macarrão.

    Mortadela

    A mortadela normal apresentou uma média de 1.303 miligramas de sódio por 100 gramas de alimento. O teor de sódio da mortadela de frango também foi alto: 1.232 miligramas por 100 gramas do produto.

    Maionese

    Na maionese, a média de sódio por 100 gramas de produto é de 1.096 miligramas.

    Bolachas

    Bolachas e biscoitos de vários tipos apresentaram altos níveis de sódio. A média do nutriente em biscoitos de polvilho foi de  1.092 miligramas a cada 100 gramas do produto e, em biscoitos de água e sal, 741 miligramas por 100 gramas de bolacha. O programa de redução de sódio da Anvisa estabeleceu que os biscoitos salgados atinjam, no máximo, 699 miligramas por 100 gramas do alimento.

    Salgadinho de milho

    O produto apresentou uma média de 779 miligramas de sódio por 100 gramas de salgadinho. O programa de redução de sódio da Anvisa estabeleceu que os salgadinhos atinjam, no máximo, 747 miligramas por 100 gramas do alimento.

    Hamburguer bovino

    A Anvisa identificou que o produto tem, em média, 701 miligramas de sódio por 100 gramas de hamburguer.

    Batata frita

    Cada 100 gramas do alimento leva, em média, 624 miligramas de sódio.

    Redução — O macarrão, assim como bolachas e salgados de milho, integram o programa de redução de sódio de produtos processados no país, feito pelo Ministério da Saúde e Associação Brasileira de Indústrias de Alimentação. O acordo, anunciado em 2011, prevê a retirada gradual do sódio de alimentos processados. Até agora foram anunciadas reduções para 13 classes de alimentos. A meta é retirar até 20 mil toneladas de sódio até 2020.

    A redução programada, porém, é considerada tímida por nutricionistas e entidades ligadas ao direito do consumidor. “Mesmo com a mudança, produtos vão continuar com alto teor de sódio. Em outras palavras: o brasileiro continuará consumindo muito mais do que o recomendado”, diz o gerente do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Carlos Tadeu de Oliveira. Ele cita como exemplo o macarrão: “A meta é 1.920 miligramas de sódio. Quase a necessidade de um adulto para o dia todo.”

     Redução de sódio

    Pão francês
    Teor atual: 648mg/100g
    Meta: 586mg/ 100g
    Redução: 2,5% ao ano até 2014


    Batata palha ou frita
    Teor atual: 720mg/100g
    Meta: 529mg/ 100g
    Redução: 5% ao ano até 2016


    Salgadinhos de milho
    Teor atual: 1.288mg/100g
    Meta: 747mg/ 100g
    Redução: 8,5% ao ano até 2016


    Bolos prontos
    Teor atual: 463mg/100g
    Meta: Entre 204mg/100g e 332g/100g (varia conforme o tipo de bolo)
    Redução: De 7,5% a 8% ao ano até 2014


    Misturas para bolo
    Teor atual: 568mg/100g
    Meta: 334mg/100g (aerados) e 250mg/100g (cremosos)
    Redução: De 8% a 8,5% ao ano até 2016


    Biscoitos
    Teor atual:1.220mg/100g (salgados), 490mg/100g (doces) e 600mg/100g (doces recheados)
    Meta: 699mg/100g (salgados), 359mg/100g (doces) e 265mg/100g (doces recheados)
    Redução:  7,5% a 19,5% ao ano até 2014


    Maionese
    Teor atual: 1.567mg/100g
    Meta: 1.052mg/100g
    Redução: 9,5% ao ano até 2014

    Denise afirma que uma redução drástica traria problemas para empresas e afastaria o consumidor. “As pessoas poderiam estranhar o sabor. Além disso, há um problema técnico: o sódio é importante para conservar os alimentos.” Pelo cronograma, a partir de 2013 alguns produtos já devem ser comercializados com menos sódio em sua composição. “Pelas análises que fizemos, alguns produtos já apresentam uma média menor do que a foi acordada, como a maionese”, afirma Denise. A meta é que o produto tenha, no máximo, 1.283 mg/100g. A média encontrada pela Anvisa está em 1.096.

    Fiscalização — A gerente diz que o controle sobre o cumprimento do acordo começará a ser feito a partir de 2013. “Se números revelarem que a adesão está baixa, não está descartada a possibilidade de criar metas obrigatórias.” Para Oliveira, no entanto, medidas mais ousadas poderiam ser adotadas rapidamente. “O acordo tentou abrandar as discussões sobre uma regulamentação mais severa. Autorregulamentação pode ser benéfica, mas os padrões têm de ser adequados.””

    Denise destaca que várias amostras de um mesmo produto apresentam teores diferentes de sódio, como o queijo parmesão: a diferença entre produtos chega a ser de 13,7 vezes. “Daí a importância de a população chegar nos rótulos a composição.” Denise afirmou que foram encontrados produtos com teores de sódio distintos da embalagem. As empresas, diz, foram autuadas. Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) afirmou não conhecer os dados, o que a impedia de fazer uma avaliação do trabalho

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