Luva musical ajuda pacientes com lesões na medula a retomarem a sensibilidade

Acesse:http://canaltech.com.br/noticia/ciencia/Luva-musical-ajuda-pacientes-com-lesoes-na-medula-a-retomarem-a-sensibilidade/

Mobile Music Touch Luva

Uma luva sem fio foi desenvolvida no Georgia Tech – Centro de Música e Tecnologia, nos EUA – para ensinar os usuários a tocar piano e, além disso, melhorar a sensibilidade e mobilidade das mãos de pessoas que sofreram danos na medula espinhal, segundo pesquisadores.

O estudante de graduação Kevin Huang, a professora Ellen Yi-Luen Do e o professor Thad Starner fazem parte do projeto “Piano Touch”, que utiliza uma luva equipada com pequenos sensores de vibração para ajudar os usuários a aprender a tocar músicas em um teclado.

O dispositivo chamado “Mobile Music Touch” trabalha ao lado de um computador e um teclado. Graças a ele, pacientes que sofreram traumas na medula há mais de um ano já apresentam bom desenvolvimento. Segundo a líder do projeto, Tanya Markow, os resultados foram além de suas expectativas, já que alguns pacientes conseguiram, inclusive, sentir a textura de suas roupas pela primeira vez após o trauma.

MMT Teclado

Quando uma música está programada em um computador, smartphone ou MP3 Player, o usuário aprende a tocá-la atráves de pistas táteis (que vibram na região dos dedos que devem pressionar as teclas) e visuais (que acendem as notas corretas nas teclas). Com o tempo, os usuários começam a memorizar as músicas e expandem seus repertórios.

Neste estudo, alguns participantes foram instruídos a praticar com a luva por 30 minutos, três vezes por semana, e também utilizar o aparelho por duas horas diárias, durante cinco dias na semana, para sentirem suas vibrações. Outros participantes praticaram as músicas e fizeram suas tarefas do dia-a-dia sem usar a luva.

Os pesquisadores avaliaram os participantes com vários testes de sensibilidade, e também segurando objetos, para mensurar o progresso. O resultado foi satisfatório: aqueles que usaram a luva ao piano apresentaram melhoras estatisticamente significantes.

Tanya Markow diz que as melhorias poderiam ser o resultado de uma atividade renovada no córtex sensorial da mão, que leva ao disparo do estímulo ao córtex motor cerebral. Tudo isso era uma reação de gatilho causada pelas vibrações na luva. Ainda não está claro se utilizar a luva fora do piano melhora os resultados. Para isso, mais pesquisas necessitam ser feitas e Markow pretende utilizar ressonância magnética para incluir resultados funcionais na próxima etapa.

Curiosidades na intermet

Menino autista gênio da física cotado para um dia levar Nobel

Acesse:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/05/menino-autista-genio-da-fisica-cotado-para-um-dia-levar-nobel.html

Aos 2 anos, médicos diziam que ele teria dificuldades para aprender a ler.

Nove anos depois, americano Jacob Barnett entrava na universidade.

Jacob falava pouco, mas estava constantemente pensando em padrões matemáticos (Foto: BBC)

Jacob falava pouco, mas estava constantemente pensando em padrões matemáticos (Foto: BBC)

Aos dois anos de idade, o jovem americano Jacob Barnett foi diagnosticado com autismo, e o prognóstico era ruim: especialistas diziam a sua mãe que ele provavelmente não conseguiria aprender a ler ou sequer a amarrar seus sapatos.

Mas Jacob acabou indo muito além. Aos 14 anos, o adolescente estuda para obter seu mestrado em física quântica, e seus trabalhos em astrofísica foram vistos por um acadêmico da Universidade de Princeton como potenciais ganhadores de futuros prêmios Nobel.

O caminho trilhado, no entanto, nem sempre foi fácil. Kristine Barnett, mãe de Jacob, diz à BBC que, quando criança, ele quase não falava e ela tinha muitas dúvidas sobre a melhor forma de educá-lo.

“(Após ser diagnosticado), Jacob foi colocado em um programa especial (de aprendizagem). Com quase 4 anos de idade, ele fazia horas de terapia para tentar desenvolver suas habilidades e voltar a falar”, relembra.

“Mas percebi que, fora da terapia, ele fazia coisas extraordinárias. Criava mapas no chão da sala, com cotonetes, de lugares em que havíamos estado. Recitava o alfabeto de trás para frente e falava quatro línguas”.

Jacob diz ter poucas memórias dessa época, mas acha que o que estava representando com tudo isso eram padrões matemáticos. ‘Para mim, eram pequenos padrões interessantes.’

Estrelas
Certa vez, Kristine levou Jacob para um passeio no campo, e os dois deitaram no capô do carro para observar as estrelas. Foi um momento impactante para ele.

Meses depois, em uma visita a um planetário local, um professor perguntou à plateia coisas relacionadas a tamanhos de planetas e às luas que gravitavam ao redor. Para a surpresa de Kristine, o pequeno Jacob, com 4 anos incompletos, levantou a mão para responder. Foi quando teve certeza de que seu filho tinha uma inteligência fora do comum.

Alguns especialistas dizem, hoje, que o QI do jovem é superior ao de Albert Einstein.

Jacob começou a desenvolver teorias sobre astrofísica aos 9 anos. No livro The Spark (A Faísca, em tradução livre), que narra a história de Jacob, ela conta que buscou aconselhamento de um famoso astrofísico do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, que disse a ela que as teorias do filho eram não apenas originais como também poderiam colocá-lo na fila por um prêmio Nobel.

Dois anos depois, quando Jacob estava com 11 anos, ele entrou na universidade, onde faz pesquisas avançadas em física quântica.

Questionada pela BBC que conselhos daria a pais de crianças autistas – considerando que nem todas serão especialistas em física quântica -, Kristine diz acreditar que “toda criança tem algum dom especial, a despeito de suas diferenças”.

“No caso de Jacob, precisamos encontrar isso e nos sintonizar nisso. (O que sugiro) é cercar as crianças de coisas que elas gostem, seja isso artes ou música, por exemplo”.

Curiosidades na internet