Tag: Beethoven

  • Começa em SP maratona que apresenta todas as sinfonias de Beethoven em quatro dias

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/08/1319586-comeca-em-sp-maratona-que-apresenta-todas-as-sinfonias-de-beethoven-em-quatro-dias.shtml

    Com as três primeiras sinfonias, a Filarmônica de Câmara Alemã de Bremen inicia hoje a maratona de execução das sinfonias de Ludwig van Beethoven, regidas pelo estoniano Paavo Järvi.

    As récitas de hoje e amanhã serão no Theatro Municipal, e as de sábado e domingo, na Sala São Paulo, dentro da temporada do Mozarteum.

    Beethoven é ‘heavy metal’ e ‘demônio’ de sua época, diz maestro

    Paavo Järvi, além de suas qualidades de maestro, tem o mérito de apresentar de uma só vez esse repertório encavalado entre os períodos clássico e romântico.

    Editoria de Arte/Folhapress

    Toda boa orquestra que se preze interpreta ou grava as sinfonias de Beethoven. É o caso da Osesp, com as nove já disponíveis em CD. A orquestra fará, entre 8 e 10 de agosto, três récitas com a “Sinfonia nº 5”, regida por Rafael Frühbeck de Burghos.

    Beethoven (1770-1827) é o autor do maior e mais conhecido monumento na história da música sinfônica. Serviu de referência para sinfonistas seus contemporâneos, como Schubert (dez sinfonias), ou que o sucederam no romantismo ou pós-romantismo, como Mendellsohn (cinco), Schumann (quatro, mais uma quinta, inacabada), Brahms (quatro), Bruckner (nove, e mais uma renegada), Dvorák (nove) ou Mahler (nove, mais trechos da décima).

    Na Rússia, Tchaikovsky escreveu seis sinfonias, Prokofiev, sete, e Chostakovich, 15. Há dezenas de outros sinfonistas menos conhecidos.

    Mas na mesma genealogia, com raiz em Beethoven, estão os poemas sinfônicos de Liszt ou Richard Strauss.

    No Brasil, Villa-Lobos escreveu 12 sinfonias, Cláudio Santoro, 14, Camargo Guarnieri, sete, e José Siqueira, quatro e igual número de poemas sinfônicos.

    A ruptura com a estética de Beethoven só ocorreu no fim do século 19, com Debussy.

    As sinfonias se consagraram no classicismo, na segunda metade do século 18. Mozart escreveu 41, Haydn, que foi professor de Beethoven, 104. Mas nesses dois casos eram peças com instrumentação menos complexa, por vezes só entretenimento.

    Sobre Beethoven, circulam suposições incorretas. Uma acredita que as sinfonias foram escritas segundo um processo linear de aperfeiçoamento, pelo qual a “Primeira” (1800) seria menos bem escrita que a “Nona” (1824).

    Musicólogos têm outra visão. Alguns enxergam o apogeu de Beethoven entre a “Terceira” e a “Sexta” (“Pastoral”). A “Nona”, também chamada “Coral”, seria só a mais espetacular, por exigir coro e quatro solistas vocais.

    Ela é a mais conhecida entre todas as sinfonias até hoje escritas, em razão de dois chamativos: a beleza melódica (o último movimento, de tão popular, virou hino da União Europeia) e o número de músicos necessários a sua execução: geralmente, até 120 instrumentistas e mais um coral de centena de vozes.

    A “Sinfonia nº 5” é também popular. Até os menos iniciados conhecem as quatro notas em staccato do início do primeiro movimento.

    Outra suposição frágil aponta as sinfonias como centro da criatividade de Beethoven. Mais uma vez, e há bibliotecas inteiras a respeito, crê-se que ousadias e radicalismos formais estejam nas 32 sonatas para piano ou nos 16 quartetos de cordas. Entre eles, os cinco últimos são para se ouvir de joelhos.

    Costuma-se classificar a produção de Beethoven em três períodos. No primeiro (sinfonias 1 e 2), influência de Mozart e Haydn; no segundo, da “Sinfonia nº 3” até a “Oito”, aparição de uma linguagem já romântica; no terceiro, a partir de 1815, plena maturidade. A “Nona” é de 1824.

    É a sinfonia mais longa. As mais curtas são a “Primeira” e a “Oitava”, que, dependendo do maestro, têm menos da metade da duração dela.

    Curiosidades na internet

  • Estudo traça paralelo entre música e avanço da surdez de Beethoven

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1024391-estudo-traca-paralelo-entre-musica-e-avanco-da-surdez-de-beethoven.shtml

    Uma equipe de pesquisadores na Holanda apresentou uma inédita prova da ligação entre os diferentes estilos de composição ao longo da vida do compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827) e a progressiva surdez que afetou o gênio.

    Especialistas não costumam ligar surdez à obra de Beethoven

    O artigo “A surdez de Beethoven e seus três estilos” foi publicado na terça-feira na revista “British Medical Journal” por Edoardo Saccenti e Age Smilde, do Instituto Swammerdam para Ciências da Vida, da Universidade de Amsterdã, e Wim Saris, da Universidade de Maastricht.

    Reprodução
    O compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827), cuja produção musical não se alterou com surdez progressiva
    O compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827), cuja produção musical não se alterou com surdez progressiva

    “Este exercício-piloto indicou a existência de uma relação entre a progressão da surdez de Beethoven e o uso de notas agudas em sua música”, escrevem os autores.

    A audição de notas agudas costuma ser afetada primeiro nos casos de surdez progressiva. “Isso é muito comum, basta pensar em pessoas idosas que começam a ter dificuldade em ouvir outros falando. Isso acontece porque as consoantes, que fazem as palavras serem compreensíveis, soam na região de alta frequência”, disse Saccenti àFolha.

    “Os períodos de composição de Beethoven –os chamados três estilos– correspondem aos estágios da progressão de sua surdez, embora a correlação não implique causalidade”, escreveram os autores na revista médica.

    GRAVES E AGUDOS

    O primeiro período vai até cerca de 1802 e mostra influência de predecessores como Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), a quem ele admirava, e Joseph Haydn (1732-1809), que foi seu professor.

    Nessa fase, ele compôs suas duas primeiras sinfonias e os quartetos de corda conhecidos como Opus 18.

    A fase intermediária ou “heroica”, por conta dos seus esforços em lutar com a surdez, inclui seis sinfonias (3ª a 8ª), uma delas conhecida como “Eroica”, dedicada a Napoleão Bonaparte, além de mais quartetos.

    O período final começa em 1815, já com a surdez avançada, e contém obras mais maduras e complexas; além de inovações formais, houve o desrespeito a regras consagradas. Por exemplo, ele inseriu um coral na Sinfonia nº 9 pela primeira vez na história da música, uma exaltação da poesia e da música.

    Saccenti e colegas analisaram partituras de quatro grupos de quartetos de corda, considerados exemplos perfeitos das diferenças de estilo de composição das três fases, e checaram a frequência de notas agudas (acima de 1.568 Herz) no primeiro violino do primeiro movimento.

    A porcentagem dessas notas decresceu no período entre 1798 e 1801, mas voltou a crescer entre 1824-26, os anos da surdez praticamente total.

    Com a progressão da surdez, ele passou a usar mais notas com frequências médias e baixas, que ele conseguiria ouvir melhor; mas, quando ficou muito surdo, parou de tentar escutar e passou a compor com seu “ouvido interno” cerebral –com isso, voltando a usar notas mais agudas.

    A equipe pretende agora checar as sonatas de piano do compositor para verificar se o efeito descoberto nos quartetos é confirmado ou não.

    Curiosidades na internet