O fim das picadas: Nova substância cria “capa da invisibilidade” nos humanos contra os mosquitos

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Você já desejou ser ou estar invisível para qualquer inseto que insiste em te rodear e picar? Talvez isso já seja possível.

Pesquisadores descobriram uma substância química que desativa a parte do cérebro do inseto que rastreia os humanos. Este é com certeza um avanço na luta contra os mosquitos portadores de doenças. Os futuros repelentes de mosquitos baseados em compostos químicos podem dar as pessoas uma capa de invisibilidade contra essas pragas.

Existem três principais formas que os mosquitos escolhem seus alvos – O CO2, o calor e odor. O forte atrativo do inseto é o dióxido de carbono (CO2), no qual os possibilita detectar uma pessoa a uma distância de até 20 a 30 metros.

Anandasankar Ray, entomologista da Universidade da Califórnia, EUA, esclarece: “Quando os mosquitos e outros insetos passaram a se alimentam de sangue, eles evoluíram para detectar CO2. Cada animal vertebrado vivo produz uma grande quantidade de CO2, como ‘plumas de turbulência’, e esse CO2 não apenas se dissipa sozinho como também tem a ajuda do vento para isso”.

Quando os mosquitos estão mais próximos, eles são capazes de sentir odores diferentes que são emitidos a partir da pele (o odor da pele humana é o principal subproduto de micróbios na pele, que quebram o suor para produzir o mau cheiro). Além disso, os insetos podem detectar o calor do corpo. Algumas pesquisas também sugerem que os mosquitos são atraídos para certos tipos de sangue, que podem ser mediados por diferentes moléculas de odor, no entanto, não há ainda uma evidência concreta para esta ideia, segundo Ray.

Levando em conta esta capacidade dos mosquitos em detectar CO2 a partir de uma distância considerável, os cientistas se concentram para determinar exatamente como os insetos podem sentir esse gás, na esperança de que um dia seja possível bloquear essa capacidade

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App transforma celular em ‘oftalmologista portátil’

Acesse:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/08/130815_aplicativo_oftalmologista_fn.shtml

James Gallagher

Repórter de Ciência e Saúde da BBC News

Aplicativo Peek em ação (Foto: Andrew Bastawrous)
Aplicativo pode fazer exames de fundo de olho (Foto: Andrew Bastawrous)

Um pesquisador da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (London School of Hygiene and Tropical Medicine) está testando um novo aplicativo que transforma celulares em uma espécie de consultório de oftalmologia de bolso.

Andrew Bastawrous está testando o aplicativo Peek (Portable Eye Examination Kit, ou kit portátil de exame de olhos, em tradução livre) em 5 mil pessoas no Quênia.

O aplicativo usa a câmera do celular para examinar os olhos e detectar a catarata. Além disso, uma letra que aparece na tela e vai diminuindo de tamanho é usada no exame básico de visão – que detecta, por exemplo, a necessidade de óculos.

E, com o aplicativo, a luz do flash da câmera do celular é usada para iluminar o fundo do olho, a retina, para tentar detectar mais doenças.

As informações do paciente ficam no celular, o lugar exato onde ele está é também gravado usando o GPS do aparelho e os resultados podem ser enviados por e-mail a médicos.

Bastawrous criou esta solução pois, até mesmo nos países mais pobres, é possível encontrar oftalmologistas nas cidades maiores. Mas, encontrar os pacientes em locais mais afastados é um problema.

“Os pacientes que mais precisam (do atendimento oftalmológico) nunca vão conseguir chegar a um hospital, pois eles estão além do fim da estrada, eles não têm renda para o transporte, então precisávamos de um jeito para encontrá-los”, afirmou.

Segundo a Organização Mundial de Saúde 285 milhões de pessoas são cegas ou portadoras de deficiência visual.

Mas, de acordo com a organização, o tratamento destes problemas frequentemente é simples: óculos ou cirurgia podem transformar a visão de uma pessoa.

Acredita-se que quatro a cada cinco casos podem ser evitados ou curados.

Custos e curas

O telefone é relativamente barato, custando cerca de 300 libras (mais de R$ 1.070) em comparação com o grande equipamento de exame oftalmológico que pode custar até 100 mil libras (quase R$ 358 mil).

Mirriam Waithara (Foto: Andrew Bastawrous)Mirriam Waithara fez os exames em casa graças ao Peek (Foto: Andrew Bastawrous)

As imagens que o aplicativo capturou durante os testes em Nakuru, no Quênia, estão sendo enviadas para o Hospital Oftalmológico de Moorfield, em Londres.

Estas imagens estão sendo comparadas com as feitas em um aparelho tradicional de exames, que foi transportado pela região em uma camionete.

O estudo ainda não está completo, mas a equipe de pesquisadores afirma que os primeiros resultados são animadores e mil pessoas já receberam algum tipo de tratamento até agora.

Entre os pacientes beneficiados está Mirriam Waithara, que vive em uma área pobre e remota do Quênia onde não há médicos para diagnosticar a catarata que quase a cegou.

Mas, depois de passar pelos exames com o Peek, Mirriam fez a operação para remover a catarata e agora pode enxergar novamente.

“O que esperamos é que (o aplicativo) forneça cuidados para os olhos para aqueles que são os mais pobres entre os pobres”, disse Bastawrous.

“Muitos hospitais fazem a cirurgia de catarata, que é a causa mais comum de cegueira, mas a verdade é que levar o paciente para os hospitais é um problema.”

“O que podemos fazer usando isto é permitir que técnicos cheguem aos pacientes, às suas casas, os examinem lá e os diagnostiquem”, afirmou o pesquisador.

Sem treinamento

Mesmo sem ter sido concluída, a pesquisa já está gerando elogios.

Peter Ackland, da Agência Internacional para Prevenção da Cegueira, afirmou que o aplicativo tem potencial para ser “decisivo” na luta contra doenças que afetam a visão.

“Se você é alguém que sustenta uma família e você não consegue enxergar, então você não consegue trabalhar e a família entra em crise”, afirmou.

“No momento, nós simplesmente não temos funcionários treinados em saúde dos olhos para levar estes serviços para as comunidades mais pobres. Esta ferramenta vai permitir fazer isto com pessoas relativamente sem treinamento”, acrescentou.

Ackland acredita que a África e o norte da Índia serão as regiões que devem se beneficiar mais com o novo aplicativo, pois os oftalmologistas e técnicos destas regiões estão operando com cerca de 30% a 40% de sua capacidade.

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Cidade mineira usa o Kinect, um sensor de videogame, para detectar assaltos

Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/07/1303376-minas-usa-videogame-para-detectar-assaltos.shtml

Liderados por empresas e institutos de pesquisa, o Brasil desenvolve projetos que, apesar de embrionários e isolados, visam tornar as cidades mais inteligentes.

Lojistas na cidade de Uberaba (MG) contam com uma tecnologia chamada Agentto, que usa o detector de movimentos Kinect, da Microsoft, para identificar movimentações suspeitas e acionar a PM. Segundo a companhia, a Polícia Civil também receberá, a partir de julho, pedidos de socorro gerados pelo serviço.

No Rio, a IBM ajudou a montar o COR (Centro de Coordenação) para identificar ou antecipar desastres naturais. A central reúne informações de 30 órgãos da prefeitura e 500 câmeras espalhadas pela cidade.

Uma equipe de 400 funcionários analisa todas essas informações, com o auxílio de softwares, e alerta simultaneamente PM (Polícia Militar), bombeiros e Defesa Civil sobre as ocorrências.

Outro projeto da IBM, em Porto Alegre, é um sistema de monitoramento da iluminação pública. Ele permite identificar quais das 85 mil lâmpadas da cidade estão próximas do fim da vida útil.
Sabendo disso, a equipe de manutenção pode atuar estrategicamente, sem ter de atender chamado s isolados.

Os mesmos sensores, integrados a essas lâmpadas, também identificam quando não há ninguém passando e reduzem a potência delas, propiciando economia de energia. O mesmo é feito por outras empresas na cidade americana de Dubuque (Iowa) e na espanhola Santander.

“Em cada cidade, a IBM tem um projeto diferente. A ideia primária é buscar resolver o problema que cada cidade tem”, diz Antônio Carlos Dias, diretor da divisão de cidades inteligentes da empresa no Brasil.

Já o Cesar (Centro de Estudos de Sistemas Avançados de Recife) desenvolve medidores de luz inteligentes para consumidores privados.

Além de mostrar o consumo em tempo real, o aparelho em desenvolvimento também pretende se integrar a computadores conectados à internet –será possível programar o horário de desligamento, por exemplo.

O Cesar também prevê a criação de um sistema inteligente para carros que coleta e mapeia informações como trânsito e buracos na rua, identificados por acelerômetros integrados aos veículos.

Já em Barueri (SP), a Eletropaulo anunciou que irá investir R$ 70 milhões até 2015 em medidores inteligentes de energia para 2.100 famílias de baixa renda para reduzir o consumo. (lucas agrela)

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Um simples exame de sangue pode um dia detectar câncer de mama no seu início

Acesse:http://hypescience.com/um-simples-exame-de-sangue-pode-um-dia-detectar-cancer-de-mama-no-seu-inicio/

Hoje em dia, detectar câncer de mama em seus estágios iniciais é um grande desafio. Isso porque a forma mais simples de se fazer isso é com mamografias regulares, que muitas vezes podem apontar erroneamente anormalidades, gerando alarmes falsos, e fazendo com que muitas mulheres se submetam a mais investigações ou procedimentos invasivos só para descobrir que não tem câncer.

 

Agora, uma pesquisa financiada pelo centro Pesquisa de Câncer do Reino Unido em colaboração com a Universidade de Leicester e o Imperial College London aponta que, no futuro, um simples exame de sangue pode ser a maneira mais precisa de detectar sinais iniciais de câncer de mama.

O mesmo teste de sangue também pode melhorar o tratamento do paciente, ao detectar quais suas probabilidades de relapso (o câncer voltar) e a que drogas o seu tipo específico de tumor melhor responde.

Tornando esse teste de sangue realidade

Os pesquisadores vão recolher amostras de sangue de mulheres da população geral e comparar seu DNA com o de mulheres diagnosticadas com câncer de mama e com o de mulheres que não tem câncer, a fim de descobrir quais marcadores de DNA são consistentes.

“Esta pesquisa significa que um dia as mulheres poderão fazer um exame de sangue anual, em vez de mamografias, com menos margem de erro, removendo qualquer preocupação e ansiedade para as mulheres que são chamadas para futuras investigações”, afirmou Dr. Jacqui Shaw, da Universidade de Leicester.

“Este tipo de ciência translacional é extremamente promissora e a comunidade científica internacional está colaborando no seu desenvolvimento. Se uma mulher tem câncer de mama, podemos saber isso através de seu DNA extraído do seu sangue. Mas o que estamos tentando descobrir em nosso estudo é quão cedo os sinais de câncer de mama aparecem em um exame de sangue”, explica Charles Coombes, especialista em câncer de mama do Pesquisa de Câncer no Reino Unido, e professor do Imperial College.

Apesar desse estudo ser focado no câncer de mama, os cientistas afirmam que há uma série de outros projetos estudando exames de sangue para detectar outros tipos decâncer, como de intestino e de pulmão.

“Nós realmente esperamos que, em um futuro não muito distante, um simples exame de sangue que detecte câncer e ajude com opções de tratamento torne-se prática clínica padrão”, disse Kate Law, diretora de pesquisa clínica do Pesquisa de Câncer.

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