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  • Anatel anuncia projeto de medição da qualidade da banda larga

    Matéria extraída de NIC

    Usuários interessados já podem se cadastrar
     

    O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente, apresentaram nesta semana em entrevista coletiva à imprensa detalhes do projeto de medição da qualidade da banda larga fixa no Brasil.

    O projeto depende da participação da sociedade para ser implementado, uma vez que os equipamentos de medição da internet serão instalados nas conexões de voluntários.

    A medição, que começa no mês de outubro, está prevista no Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia (RGQ-SCM – aprovado pela Resolução Anatel 574/2011). Os primeiros resultados devem ser divulgados, pela Agência, em dezembro deste ano.

    De acordo com o conselheiro Jarbas Valente, o objetivo do projeto é reunir informações suficientes para a adoção de medidas que permitam a progressiva melhoria do serviço. “Trata-se de uma medição em todo o território nacional que fornecerá dados importantes para as ações da Anatel”, avaliou.

    Espera-se, em todo o Brasil, a mobilização de cerca de 12 mil usuários do serviço. Jarbas Valente informou que a adesão ao projeto não exige conhecimentos avançados de informática dos voluntários. “Basta ligar o equipamento de medição ao modem ou ao roteador e deixá-lo funcionando. O usuário não precisa fazer nada além disso”, explicou.

    Segundo o ministro Paulo Bernardo, a medição contribuirá de forma decisiva para a elevação da competição da banda larga fixa no país, pois o consumidor terá parâmetros objetivos para comparar os serviços das diversas prestadoras. Na sua avaliação, a comparação estimulará as empresas a investir mais para assegurar a qualidade dos serviços e a reduzir preços para ampliar sua base de clientes. “Esse regulamento de qualidade aprovado no ano passado é mais avançado do que de outros países”, disse Paulo Bernardo.

    Jarbas Valente e Paulo Bernardo anunciaram ainda a criação do perfil específico da Anatel no Facebook para divulgação do programa de medição da qualidade da banda larga no Brasil.

    O processo de medição da qualidade da banda larga será coordenado pela Anatel por meio da Entidade Aferidora da Qualidade (EAQ). No Brasil, será adotada a mesma tecnologia usada e aprovada em mais de 35 países, como Estados Unidos e Reino Unido, em iniciativas semelhantes. Os resultados dessas medições permitirão à Anatel conhecer com maior precisão a qualidade do serviço em todo o País e, assim, adotar as medidas necessárias para que sejam cumpridas as metas estabelecidas na regulamentação da Agência.

    O superintendente de Serviços Privados, Bruno Ramos, informou que, para a medição da qualidade da banda larga fixa, o projeto abrangerá usuários das prestadoras do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) com mais de 50 mil acessos: Oi. NET, Telefônica/Vivo, GVT, Algar (CTBC), Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom.

    Podem ser voluntários do programa todos os usuários que tenham contrato de prestação de serviço de banda larga fixa em seu nome. Para se candidatar, é necessário informar os dados pessoais e os do serviço contratado, por meio do cadastro disponível no portal http://www.brasilbandalarga.com.br. Funcionários das empresas analisadas não poderão ser voluntários.

    Após análises das características dos consumidores e dos serviços por eles contratados, será feita uma seleção para garantir que a amostragem represente os diferentes perfis de consumidores da banda larga fixa no Brasil. Serão acompanhados indicadores como velocidades de upload e download, latência, variação da latência (ou jitter) e perda de pacotes.

    Os selecionados pela EAQ não terão qualquer ônus para instalação dos equipamentos e também não serão remunerados. Os voluntários receberão um aparelho batizado de whitebox, que fará a medição ao ser conectado ao modem/roteador de cada residência ou empresa. A aferição nos equipamentos instalados nos computadores será diária e ininterrupta. O equipamento não coleta qualquer informação pessoal, nem interfere ou monitora a navegação do usuário.

    Além de colaborar para aferição da qualidade da banda larga, cada voluntário receberá relatório mensal com dados relativos à qualidade do serviço  em sua residência ou empresa.

    A metodologia e procedimentos referentes às medições foram definidos pelo Grupo de Implantação de Processos de Aferição da Qualidade (GIPAQ), grupo de trabalho coordenado pela Anatel, com participação de representantes das Prestadoras, da Entidade Aferidora da Qualidade (EAQ) e de entidades convidas, como o CGI.Br e o Inmetro.
    Whitebox, o aparelho usado para medir a qualidade da banda larga:

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  • Anatel determina que Oi não cobre ligações de orelhões

    Acesse:http://veja.abril.com.br/noticia/economia/anatel-determina-que-oi-nao-cobre-chamadas-de-orelhoes

    Operadora terá de completar gratuitamente chamadas locais de fixo para fixo feitas de equipamentos da Oi em 2.020 municípios

    Anatel libera venda de chips para operadoras da Oi, TIM e Claro

    Anatel pune operadora Oi por problemas em orelhões (Marcelo Bittencourt/Futura Press)

    Devido à falta de orelhões e ao grande número de aparelhos quebrados no país, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que as chamadas locais para telefones fixos de equipamentos da Oi em 2.020 municípios sejam gratuitas até que os problemas sejam resolvidos. A medida começa em 30 de agosto e deve beneficiar 29% da população brasileira.

    Segundo o superintendente de universalização da Anatel, José Gonçalves Neto, em 1.724 desses municípios o problema são os orelhões quebrados. Essas cidades se concentram em nove estados: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná e Sergipe. Nesses casos, a gratuidade poderá ser encerrada após 30 de outubro se a Oi fizer com que pelo menos 90% de seus equipamentos funcionem.

    Já nas cidades restantes, espalhadas em 21 estados, o problema é a falta de orelhões para atendimento da população. A densidade de aparelhos nesses locais está abaixo da meta de quatro equipamentos para cada mil habitantes – ou a cada 300 metros –, sendo que os povoados com pelo menos 100 pessoas devem ter, no mínimo, um orelhão. Nessas localidades, a gratuidade da Oi deverá durar pelo menos até 31 de dezembro.

    “A lista dos municípios e a localização dos equipamentos será divulgada no site da Anatel e pela própria Oi. Os orelhões deverão funcionar mesmo sem o cartão telefônico. Caso a pessoa insira o cartão no aparelho, esse não poderá queimar os créditos”, explicou Neto.

    Segundo o vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente, a Anatel realizou um levantamento completo da situação dos orelhões no país no ano passado e constatou que, em alguns estados, menos da metade dos equipamentos estavam em condições de uso. Atualmente existem cerca de 40 mil aparelhos no Brasil, sendo que 22 mil são o único meio de comunicação da localidade onde estão instalados, segundo a Anatel. “Quando a fiscalização encontrava um orelhão quebrado, a agência aplicava sucessivas multas em relação aos mesmos aparelhos, mas sem resultados”, disse Valente.

    Por isso, a Anatel estabeleceu um plano de revitalização, com metas para que as concessionárias de telefonia resolvam esses problemas. Mas apenas Sercomtel, CTBC e Telefonica/Vivo conseguiram cumprir os cronogramas e já têm mais de 90% de sua malha em funcionamento pleno. A Embratel, porém, já havia sido penalizada da mesma forma – com gratuidade nas chamadas interurbanas nos orelhões da companhia – em abril deste ano, e agora chegou a vez de a Oi ser punida.

    De acordo com Valente, os planos de revitalização dos orelhões representam investimentos de 205 milhões de reais. Somente a Oi deve desembolsar cerca de 170 milhões de reais. “A indústria não está nem conseguindo suprir a demanda porque apenas dois fabricantes brasileiros produzem o equipamento”, completou o vice-presidente.

    (com Agência Estado)

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