Já aconteceu por aí: você foi escovar os dentes e, quando abriu a boca, percebeu sua língua esbranquiçada? Trata-se da chamada saburra lingual, um processo do corpo gerado pelo acúmulo de células descamadas na região. Essas células se unem às bactérias, ao muco da saliva e aos restos alimentares. Mas o que isso pode significar?…
Desta vez a espécie humana escapou pois este hediondo parasita, mais precisamente da família dos crustáceos isótopos, prefere se dedicar a invadir a boca de peixe, mais precisamente da cioba, um peixe encontrado na parte ocidental do oceano Atlântico. O raro e indesejado visitante se aloja na língua do anfitrião até substituir completamente sua função orgânica.
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Tudo começa com sua invasão através da brânquia de onde parte para a zona lingual.
Ele adere a língua utilizando suas três patas dianteiras e começa a sugar o sangue fornecido pela artéria principal do órgão. A medida que o hospede cresce, a língua do peixe vai se atrofiando por falta de irrigação sanguínea, até se desintegrar por completo. Nesse instante o crustáceo se fixa no músculo da boca e substitui a função da língua do animal com seu próprio corpo.
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O peixe passa a utilizar o parasita como se fosse sua própria língua, sem sofrer maiores danos nutricionais, já que o Cymothoa exígua se alimenta das mucosas e não da comida ingerida. Este é o único parasita de que se tem notícia capaz de substituir com sucesso um órgão do corpo de seu hospedeiro.
Nada melhor do que colocar uma pequena barrinha na língua e sentir todo o processo de derretimento, liberando o maravilhoso sabor do chocolate.
Mas, e se você trocasse o ato decomer por respirar? Isso mesmo! Um pesquisador criou um produto chamado Le Whiff que nada mais é que um chocolate inalável.
O produto, na verdade, faz você sentir todo o cheiro do alimento, mas sem sentir culpa por ingerir calorias extras.
A invenção é do professor David Edwards, professor de engenharia biomédica da Universidade de Harvard. Ele revelou seus tubos inaláveis pela primeira vez em 2009.
Os tubos lhe fornecem a sua comida preferida, mas sem as calorias que ele chama de “inúteis”. Ele lançou o produto por um curto período de testes e foi um enorme sucesso: 60.000 unidades vendidas em apenas 9 meses.
Após a boa aceitação, o professor Edwards criou a versão café e costuma dizer que devemos pensar sobre a substituição de alguns alimentos tradicionais por suas versões inaláveis.
Será que o próximo passo será uma pizza ou um belo churrasco respiráveis?
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia desenvolveram um sensor para que o usuário de cadeira de rodas que também não possui os movimentos dos braços, possa se locomover sozinho. A tecnologia é um sensor que fica na língua da pessoa, como um piercing, e permite que ela se movimente para frente e para os lados, como publicou o site Geórgia Tech.
Sensor de movimento de cadeira de rodas é fácil de ser utilizado
O sensor funciona como uma espécie de joystick. O usuário gira a língua para o lado que ele quer se mover, encostando o pequeno gadget nas laterais ou parte superior da boca. Conforme os comandos são dados, o sensor os envia para o headset utilizado pela pessoa que, por sua vez, gera o movimento da cadeira de rodas.
Chamada de “Tongue Drive System”, essa tecnologia visa “capacitar pessoas com deficiência para alcançar a máxima independência em casa e na comunidade, permitindo-lhes conduzir uma cadeira de rodas e poder controlar seu ambiente de uma forma mais suave e mais intuitiva”, explica o Diretor Médico da Unidade de Recuperação do Instituto de Reabilitação de Chicago,Elliot Roth.
“A oportunidade de utilizar esta inovação de alta tecnologia para melhorar a qualidade de vida entre as pessoas com limitações de mobilidade é muito emocionante”, acrescenta ele.
Os testes estão no início, sendo feitos apenas em alguns hospitais e em laboratórios parceiros do instituto, mas o resultado vem sendo positivo. “Nós vimos uma grande melhoria, muito significativa [nos pacientes] do primeiro para o segundo dia [de testes]”, conta o Professor da Escola de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores no Instituto de Tecnologia da Geórgia, Maysam Ghovanloo.
“Isso é um indicador de quão rapidamente as pessoas podem aprender isso”, celebra ele, acrescentando ainda que “essa foi uma descoberta muito emocionante”. “Todos os meus projetos estão relacionados a ajudar as pessoas com deficiência utilizando as melhores e mais recentes tecnologias. Esse é o meu objetivo na minha vida profissional”, finaliza Ghovanloo.