Tag: Medicina

  • Mulher de 42 anos que esperava trigêmeos é surpreendida no momento do parto e dá à luz quadrigêmeos

    Acesse:http://www.techmestre.com/mulher-de-42-anos-que-esperava-trigemeos-e-surpreendida-no-momento-do-parto-e-da-a-luz-quadrigemeos.html

    Quarto bebê não apareceu em nenhum dos exames de ultrassom.

    Uma mulher de 42 anos se surpreendeu no momento de seu parto ao ganhar um bebê “extra”. Ela esperava trigêmeos, mas uma quarta criança também estava à espera do nascimento.
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    Kimberly Fugate estava em trabalho de parto quando os três primeiros bebês nasceram, e imaginou que o trabalho havia se encerrado. Foi nesse momento que o medico avisou: “Há mais pés”, e em seguida lhe entregou uma menina de bônus.
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    Incrivelmente, o quarto bebê não apareceu em nenhum dos diversos ultrassons aos quais a mulher foi submetida durante a gravidez. Os quatro bebês são meninas idênticas.
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    O nascimento ocorreu no sábado (8), em Mississippi, EUA. O parto foi feito quase 13 semanas antes do tempo normal. Apesar disso, todas as crianças estão bem.

    O marido de Fugate contou que não tinha ideia sobre o quarto bebê até o momento em que foi visitar sua esposa na sala de recuperação após a cirurgia.

    Mulher de 42 anos que esperava trigêmeos é surpreendida no momento do parto e dá à luz quadrigêmeos

    O diretor de medicina materno-fetal, Dr. James Bofill, afirmou que nunca viu nada parecido com esse caso nos seus 27 anos de carreira. “Eu estava muito envergonhado, obviamente”, disse ele.

    A probabilidade de dar à luz quadrigêmeos é de uma em 729 mil. A chance de que todos eles sejam idênticos é de uma em 13 milhões.

    A família também tem uma filha de 10 anos, Katelyn. As novas integrantes foram chamadas de Kenleigh Rosa, Kristen Sue, Kayleigh Pérola e Kelsey Roxanne. As crianças ainda pré-maturas devem ficar no hospital até maio. Enquanto isso, a família se apressa para organizar a chegada das pequenas à para casa.

    Fonte: Daily Mail
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  • Vírus letal e desconhecido causa preocupação mundial

    Acesse:http://noticias.seuhistory.com/virus-letal-e-desconhecido-causa-preocupacao-mundial

    Médicos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, anunciaram por meio de uma publicação semanal, a grave preocupação por conta de existência de um desconhecido vírus que é violentamente letal para os seres humanos.

    Este vírus, que tem parentesco com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (da sigla SARS), surgiu no Oriente Médio e há rumores de que três casos na Grã-Bretanha. Das 14 pessoas que foram infectadas por este vírus, oito já morreram.

    Os sintomas principais da doença são infecção respiratória aguda com febre, tosse e dificuldade para respirar. O vírus é transmitido de pessoa para a pessoa e não de animais, como foi inicialmente cogitado.
    Vírus letal e desconhecido causa preocupação mundial

    Os recentes casos fizeram com que os médicos norte-americanos fizessem um apelo à comunidade médica em geral para que se preste atenção especial ao pacientes que apresentarem uma infecção respiratória aparentemente sem explicação e que tenham viajado ao Oriente Médio recentemente. Os pesquisadores recomendam agir com rapidez para evitar uma propagação massiva deste vírus que a medicina ainda não sabe como combater

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  • Pesquisadores descobrem método de levar vírus HIV à autodestruição

    Acesse:http://olhardigital.uol.com.br/noticia/37679/37679

    A medicina já conquistou avanços importantes no combate à Aids, mas ainda há muito o que caminhar. Um novo passo importante foi dado por pesquisadores da Universidade de Drexel, nos EUA, que descobriram uma molécula que engana o vírus e faz ele se autodestruir.
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    A novidade, chamada de Ação Dupla de Inibição Virolítica (DAVEI, na sigla em inglês), combina componentes modificados da imunidade do HIV com uma proteína que faz o vírus abrir mão de sua proteção. Assim, o DAVEI faz com que o HIV disperse seus componentes, como se ele estivesse acoplado a uma célula. O resultado é a destruição do vírus.

    Um dos maiores obstáculos das buscas da cura da Aids é o fato do vírus HIV desenvolver rapidamente imunidade em relação aos remédios. A pesquisa pode ser uma das alternativas a quebrar este problema.

    Ainda há muita pesquisa para ser desenvolvida em relação a tal descoberta, mas ela é um avanço importante. A descoberta é um método mecânico de desativar o vírus HIV –o que, teoricamente, tem potencial maior do que os remédios.

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  • Joelho novo com o transplante de cartilagem

    Acesse:http://www.einstein.br/einstein-saude/tecnologia-e-inovacao/Paginas/joelho-novo-com-o-transplante-de-cartilagem.aspx

    Há um prognóstico na medicina ortopédica que nenhum especialista pode contrariar: a cartilagem humana, quando lesada, nunca poderá ser restabelecida exatamente igual ao antigo tecido sadio – não há procedimento ou receita, até hoje, que faça isso ocorrer.

    Joelho novo com o transplante de cartilagemA raiz dessa dificuldade está nas próprias características do tecido, que não tem capacidade regenerativa. “A cartilagem não tem vascularização, por isso não consegue formar um novo material”, explica o ortopedista Moisés Cohen, um dos maiores especialistas no assunto.

    A cartilagem é um tecido elástico, encontrado nas articulações, que serve de sustentação e dá mobilidade aos membros do corpo. Flexível, ela permite o deslizamento suave dos ossos e absorve o impacto sobre eles, impedindo que se desgastem e provoquem dores. Como se trata de um tecido muito sensível, é facilmente lesado por trauma (devido a queda ou fratura) que afete as articulações ou por desgaste natural.

    Conforme explica o dr. Moisés Cohen, 75% do material que compõe a cartilagem é água e, ao longo da vida, a tendência é o tecido ficar desidratado e perder a elasticidade, levando a doenças como a artrose. No caso de traumatismos, os joelhos costumam ser o maior alvo, devido à exposição que sofrem durante atividades físicas. Estima-se que em cerca de 40% das lesões do joelho a cartilagem seja atingida.

    Cartilagem cultivada em laboratório

    A cartilagem não tem vascularização, por isso não consegue formar um novo material

    Diante desse quadro, diversas técnicas e tratamentos voltados para a recuperação da cartilagem vêm sendo desenvolvidos ao longo dos últimos anos. Alguns especialistas alegam que a maioria não tem efeito duradouro. A exceção, hoje, é o transplante de cartilagem realizado, na maior parte dos casos, nos traumas de joelho.

    O primeiro transplante desse tipo, no Brasil, foi realizado no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), há quatro anos. Foi coordenado pelo ortopedista Moisés Cohen e sua equipe e, desde então, continua sendo considerado um dos tratamentos mais eficazes para o problema.

    A técnica consiste em retirar células de cartilagem de uma região do joelho do paciente que não sofra sobrecarga de peso e multiplicá-las em laboratório. O próprio sangue do paciente é usado como meio de cultura para as células – ou seja, sua fonte de nutrientes para crescer – e também para pesquisa de material genético.

    Após aproximadamente um mês, o dr. Moisés Cohen afirma que pode existir quantidade suficiente de células novas para serem enxertadas. Uma nova cirurgia é marcada e essas células são injetadas na região afetada. Em geral, cerca de seis meses após a operação, o novo tecido deverá estar integrado à cartilagem ao redor da lesão. A grande vantagem desse tratamento, segundo o ortopedista, é que a cartilagem a ser formada será praticamente igual à do tecido anterior.

    Quando fazer o transplante de cartilagem

    Apesar de inovador e eficiente, o transplante de cartilagem ainda não é praticado com frequência no Brasil. Entre as razões está o fato de que o procedimento só é indicado no caso de lesões causadas por traumas, que sejam pequenas e bem delimitadas e para pessoas de até 50 anos.

    O transplante não funciona nos casos em que a lesão esteja muito disseminada ou quando o tecido circundante for muito fino, o que ocorre nos pacientes que sofrem de artrose e osteoporose. “Além disso, é um tratamento mais trabalhoso porque envolve duas cirurgias e, consequentemente, demanda maiores custos”, diz o ortopedista.

    O procedimento só é indicado no caso de lesões causadas por traumas, que sejam pequenas e bem delimitadas e para pessoas de até 50 anos

    O dr. Moisés Cohen estima que, desde o primeiro transplante, ocorrido em 2003, foram realizadas apenas outras 15 operações no Brasil até o momento. “É preciso considerar também que o pós-operatório é mais demorado e requer mais cuidados em relação a outros procedimentos para a recuperação da cartilagem.”

    O paciente volta às atividades normais em oito meses, período em que deverá recorrer ao uso de muletas e terá que se dedicar a sessões rigorosas de fisioterapia. O esforço, porém, vale a pena: os resultados indicam que entre 80% e 90% da função da articulação será restabelecida.

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  • País vai regulamentar medicina chinesa

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1183359-pais-vai-regulamentar-medicina-chinesa.shtml

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu o primeiro passo para a regulamentação dos tratamentos da medicina tradicional chinesa no país.

    O embrião do projeto, o anúncio de que deve ser montada uma proposta de regulação, já foi publicado no “Diário Oficial”. A agência espera que a consulta pública comece ainda em 2012 e tenha duração de 90 dias.

    Milenar, a medicina tradicional chinesa envolve uma visão global do paciente e trabalha sobretudo com o conceito de equilibrar o organismo. Para isso, são usadas várias técnicas, como acupuntura, tuiná (um tipo de massagem) , exercícios como o tai chi chuan e também compostos e fitoterápicos.

    “Cada praticante pode aplicar um ou mais desses [tratamentos], de acordo com a necessidade percebida na realização da avaliação”, explica o fisioterapeuta Reginaldo de Carvalho Silva Filho, diretor da Ebramec (Escola Brasileira de Medicina Chinesa).

    Apesar de milenares, os compostos são alvo de muita polêmica. Partes de animais, inclusive de espécies em extinção, costumam ser mescladas às fórmulas.

    A prática -que inclui especialmente ossos, chifres e até pênis dos animais- já foi responsabilizada pelo declínio de várias populações na Ásia, com destaque para as de tigres e rinocerontes.

    A Anvisa diz que, no primeiro momento, o objetivo é criar um sistema de regulação diferenciado dos usados para os fitoterápicos e os medicamentos alopáticos.

    Por meio de sua assessoria, a agência informou que a composição multifatorial das fórmulas da medicina tradicional chinesa requer parâmetros diferentes de avaliação, que não se limitam à checagem de um princípio ativo.

    No começo, os compostos devem ser alvo somente de um monitoramento de possíveis efeitos adversos.

    Os médicos e profissionais de saúde seriam orientados a relatar efeitos adversos e outros problemas à Vigilância Sanitária, a exemplo do que já é feito com os medicamentos “comuns”.

    IMPORTAÇÃO

    A discussão na Anvisa abre caminho para a regularização da entrada das fórmulas no Brasil. Há muitos remédios patenteados e produzidos por grandes farmacêuticas chinesas, mas que ainda não conseguiram seus registros devido à inexistência de regras claras para a terapia de origem oriental por aqui.

    De acordo com a Anvisa, nenhuma das fórmulas chinesas do tipo que misturam minerais, animais e plantas tem registro para ser comercializada no Brasil. As que porventura estão à venda entraram ilegalmente no país, diz a agência.

    Segundo o médico reumatologista Aderson Moreira da Rocha, especialista na medicina tradicional chinesa, no Brasil os remédios usados nesse tipo de tratamento são sobretudo de origem vegetal.

    “Na realidade do Brasil, optamos por usar muito mais a fitoterapia. Até por uma questão de preço, porque são mais baratos”, diz ele.

    De acordo com a assessoria da Anvisa, mais detalhes do projeto só serão possíveis após a consulta pública, que servirá para reunir dúvidas e demandas de profissionais, pacientes e da comunidade.

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  • Cartilha da musculação inteligente traz dicas e novidades de A a Z

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/724414-cartilha-da-musculacao-inteligente-traz-dicas-e-novidades-de-a-a-z.shtml

    Acabou o tempo das oposições extremas, quando musculação era ou objeto de ódio ou de veneração. Hoje, é indispensável para a saúde e a qualidade de vida. Veja como anda essa força nesta cartilha de A a Z, feita com um monte de especialistas.

    Letícia Moreira/Folhapress

    Anabolizantes
    Quando usados por pessoas saudáveis, esses hormônios sintéticos causam, além da hipertrofia muscular, sérios danos, alerta Vladimir Modolo, do Centro de Estudos em Psicobiologia do Exercício da Unifesp. “O excesso de testosterona, no homem, diminui a produção de esperma e a capacidade de ereção e causa o crescimento das mamas; na mulher, faz crescer pelos no corpo e no rosto e engrossa a voz. Em ambos, pode causar problemas cardíacos e tumores”, diz.

    Aeróbico e anaeróbico
    Exercícios envolvendo grandes grupos musculares, feitos de forma rítmica, como corrida, natação e caminhada, são aeróbicos -não interferem no suprimento de oxigênio para o organismo. Sua prática reduz a pressão arterial, a gordura corporal e o risco de doenças cardiovasculares. Já a musculação é exercício anaeróbico, de curta duração e alta intensidade. “Entre os benefícios estão o aumento da força e da resistência de tendões e ligamentos, redução da gordura e aumento da massa muscular”, afirma Valmor Tricoli, professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP. O ideal é praticar os aeróbicos e anaeróbicos em dias alternados. “Cada um causa mudanças adaptativas no corpo que ‘brigam’ entre si”, diz Bernardo Neme Ide, do Labex (Laboratório da Bioquímica do Exercício) da Unicamp.

    Biomecânica
    Como o nome já entrega, essa ciência investiga o movimento sob aspectos mecânicos, suas causas e seus efeitos no corpo. “Nos exercícios de força, você coloca uma carga extra sobre ossos e articulações. Nessa situação, é fundamental observar o alinhamento dos segmentos -como a cabeça em relação ao tronco ou o quadril em relação aos pés- para ativar corretamente os grupos musculares envolvidos e evitar a formação silenciosa de lesões”, explica Luiz Fernando Alves, formado em esportes pela USP, com especialização em biomecânica. Segundo ele, alguns ajustes biomecânicos previnem machucados e dores e aumentam a eficácia do treino. Um exemplo: em qualquer exercício feito em pé, o peso do corpo deve estar na parte anterior (frente) dos pés. Isso facilita o trabalho dos abdominais e distribui melhor a carga entre as vértebras da coluna.

    Creatina
    Chegou neste mês às farmácias do país um medicamento à base de creatina, aprovado para pacientes que sofrem de distrofia muscular. O remédio só deve ser vendido com apresentação de receita. Presente naturalmente nos músculos e na carne bovina, a creatina é vendida sem restrições nos EUA e usada por atletas para melhorar a performance, já que está envolvida no processo de contração muscular intensa e rápida. No Brasil, vem sendo consumida clandestinamente, mas deverá ter sua venda como suplemento liberada até o meio do ano. O suplemento, além de repor o estoque natural de creatina (queimado na atividade física), faz o atleta se recuperar mais rápido. Mas não é indicado para qualquer um, apenas para os de alto rendimento e modalidades esportivas específicas, como halterofilismo. “Acredita-se que ela aumente a massa muscular, mas, se consumida em excesso, aumenta a quantidade de água dentro do músculo. Isso pode sobrecarregar rins e fígado”, explica Jomar Souza, médico do esporte e presidente eleito da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

    Descanso
    O ganho de massa e força muscular ocorre após o exercício. “Durante o treino, não ganhamos, perdemos: para gerar a energia necessária às contrações, as proteínas do músculo se degradam, o que causa microlesões no tecido e um processo inflamatório. O corpo começa, então, um processo de recuperação em que, além de repor as proteínas, gera um pouco mais delas, aumentando massa muscular. Para isso, precisamos de repouso e de alimentação adequada”, diz Dilmar Pinto Guedes Jr., do Cepe (Centro de Estudos da Fisiologia do Exercício) da Unifesp. É no repouso que começamos a produzir hormônios como o IGF 1 (Fator do Crescimento do Tipo Insulina 1), que “avisa” ao corpo que ele precisa produzir moléculas de proteína, segundo Denise Vaz de Macedo, coordenadora do Labex. Dormir bem também é fundamental, para produzir o GH (hormônio do crescimento), outra substância responsável pela construção do tecido muscular. Para esse processo acontecer, os músculos exercitados não devem ser submetidos à sobrecarga por um período que varia de 24 a 72 horas. “Se a dor muscular causada pelo exercício ainda estiver incomodando, é sinal de que o processo ainda não se completou”, sugere Macedo.

    Explosão
    O exercício de explosão exige grande quantidade de força em alta velocidade. “São bons para melhorar a performance em esportes, mas a definição e a hipertrofia não são tão significativas quanto nos exercícios convencionais de musculação”, diz Bernardo Neme Ide, do Labex. Movimentos de explosão não são indicados para iniciantes.

    Envelhecimento
    Exercícios de força podem evitar, diminuir ou reverter parte da perda muscular que ocorre na velhice. “O aumento no volume dos músculos eleva a sua força para as atividades físicas diárias, dando ao idoso maior autonomia”, diz a nutricionista Mirtes Stancanelli. “As articulações ficam mais protegidas, o equilíbrio e a postura melhoram, diminuindo o risco de quedas”, diz o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício.

    Flexibilidade
    A musculação em si não diminui a flexibilidade nem encurta os músculos, afirma Dilmar Pinto Guedes Jr. “O que pode atrapalhar são movimentos feitos da forma errada, levando a erros posturais que acabam diminuindo a amplitude dos movimentos de algum grupo muscular”, diz.

    Fadiga
    Para realizar as contrações, usamos a energia estocada nas células dos músculos. Quando esse estoque acaba, por mais que o cérebro “ordene” o movimento, o músculo para de se contrair e entramos em fadiga muscular. “É um sistema de defesa do músculo, que não permite que o esforço continue após o seu limite. Se, depois disso, for feito um descanso suficiente, ele se recupera”, diz Madolo. Mas Cohen alerta que, quando chegamos à fadiga, já ultrapassamos nossos limites e o risco de lesões aumenta bastante.

    Fibra rápida e fibra lenta
    A musculação pode priorizar o trabalho de um ou de outro tipo de fibra, dependendo do objetivo. “Uma complementa a outra”, diz a professora da Faculdade de Educação Física da Unicamp Mara Patrícia Chacon-Mikahil. Fibras musculares “lentas” têm maior quantidade de nervos por unidade. “Essa característica permite que os movimentos sejam feitos com maior precisão e controle. Assim, o músculo trabalha por mais tempo, o risco de lesão é menor e o treino ainda melhora a coordenação. Evita-se, dessa forma a famosa ‘roubadinha’, que muitas vezes machuca os ossos e as articulações”, diz Luiz Fernando Alves, treinador da clínica Força Dinâmica. Já as fibras rápidas têm menor número de neurônios ligados em cada unidade. Os exercícios, para essas, duram poucos segundos, pois elas entram em fadiga rapidamente. “Essas fibras aumentam mais de volume que as outras, mas um grande aumento da massa muscular só é conseguido com cargas elevadíssimas. Se o objetivo é a qualidade de vida, o treino deve ser feito com uma carga adequada, para que a pessoa faça mais séries e repetições”, recomenda.

    Hipertrofia
    O aumento de massa muscular ocorre quando o músculo, após “gastar” suas proteínas para realizar as contrações, começa a produzir novas e mais proteínas. Segundo Vladimir Madolo, do Cepe, com exercícios, descanso e alimentação adequados, é possível aumentar até 50% da massa muscular naturalmente -ou seja, sem o uso de drogas anabolizantes.

    Eduardo Knapp/Folhapress

    Hipertensão
    Segundo o cardiologista José Lazzoli, trabalhos científicos mostram que a musculação diminui a pressão arterial. Esse efeito é maior no exercício aeróbico, mas, nas duas atividades, a pressão permanece em níveis mais baixos por 24 horas. “Há um aumento fisiológico da pressão na hora da execução do exercício, mas não há risco de a musculação causar um pico hipertensivo”, afirma.

    Isométrico e isotônico
    Isométrico é quando o músculo não muda de comprimento durante o exercício: a contração é mantida por, no mínimo, 30 segundos, sem movimento articular. Isotônico é o exercício mais usado nas aulas de musculação. A articulação se move, fazendo que o músculo se contraia e se estenda, empregando a mesma quantidade de força para mudar o seu comprimento. “É mais usado quando há lesões articulares, para fortalecer o músculo antes de retornar às atividades habituais”, diz Ricardo Nahas, diretor científico da SBME.

    Joelho
    Exercícios de força tanto podem detonar quanto fortalecer e proteger os joelhos. Um cuidado é fazer o exercício aeróbico sempre antes da musculação, na visão do fisioterapeuta Marcelo Semiatzh, da Força Dinâmica: “O treino produz uma interferência neurológica que vai dificultar o controle da perna depois, na corrida ou na caminhada. Na cadeira extensora da sala de musculação, por exemplo, a pessoa fica estendendo a tíbia e forçando a hipertensão do joelho. Se ela sai dali para caminhar, vai reproduzir esse movimento na marcha e expor o joelho a um risco maior”, argumenta Semiatzh. Na concepção dele, é importante, também, observar a rotação externa dos joelhos durante os exercícios, tentando vencer a tendência que temos de virar os joelhos para dentro quando realizamos os movimentos ou mesmo quando estamos parados de pé.

    Lesões
    Realizar movimentos repetitivos da forma errada, não respeitar o período de descanso para a recuperação do músculo e usar cargas muito pesadas são as principais causas das lesões relacionadas à musculação. “Um movimento que desloca a articulação para um lado errado repetido cronicamente pode fazer com que, em atividades cotidianas, como andar, a articulação posicione o sistema musculoesquelético de forma inadequada, prejudicando não só a articulação como a postura como um todo”, diz Madolo. O movimento ou a postura errada podem fazer com que outro grupo muscular, não envolvido diretamente no exercício que está sendo realizado, faça movimentos compensatórios, para suportar o esforço, e acabem se lesionando.

    Os movimentos repetitivos também podem fazer com que as microlesões nos músculos e nas articulações aumentem e que o processo inflamatório, que é a resposta do corpo para se recuperar dessas lesões, se torne crônico. “Além da inflamação crônica, isso pode levar à ruptura do músculo ou do tendão”, acrescenta Madolo. Se as microlesões se cronificarem nos tendões, podem virar tendinite (inflamação no local) ou tendinose, que é a degeneração do tendão, segundo Nahas.
    A ruptura do músculo também pode ocorrer quando ele é submetido à uma carga para a qual ainda não está adaptado. “O excesso de peso sobre a musculatura pode causar ruptura ou distensão muscular, ruptura ou inflamação do tendão ou fratura óssea por estresse”, diz Moisés Cohen. O esforço repetitivo também pode levar à fratura óssea por estresse, segundo ele.

    Multiarticulares
    São os exercícios que movimentam mais de uma articulação e, por consequência, mais de um grupo muscular. Estão mais próximos dos movimentos fisiológicos, que incluem várias cadeias musculares realizando forças opostas, de contração e extensão. “Os multiarticulares são mais complexos, ativam mais o circuito neuromuscular e neuromotor e facilitam a aquisição da ‘memória’ do movimento, já que correspondem melhor à forma com que nos movimentamos nas atividades habituais”, diz Nahas.

    Neuromuscular e neuromotor
    O sistema neuromuscular é a ligação do cérebro com os músculos, que faz o movimento ou o gesto acontecer. “O cérebro manda a mensagem ‘contrair’ e os neurônios a levam até o músculo. Ela chega às terminações nervosas dos músculos e articulações, o sistema neuromotor, que responde com o movimento”, diz Madolo. Ou seja, todo trabalho de musculação começa na cabeça. A forma inteligente de treinar é imaginar antes o movimento que será executado, ativando assim o sistema neuromuscular e favorecendo a postura e a execução corretas do movimento. “Além disso, pesquisas apontam que esse trabalho cerebral prévio aumenta a estimulação das fibras musculares, o que teoricamente pode aumentar o ganho de massa muscular”, conta Madolo.

    Osteoporose
    A musculação previne e combate a perda da densidade do osso, que caracteriza a osteoporose. “Ela funciona como uma poupança: a pessoa perde menos músculo e de forma mais lenta, mantendo a boa qualidade do osso”, diz Márcio Passini, presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

    Segundo ele, quem tem osteoporose deve trabalhar os abdominais e a musculatura da cintura, para fortalecer a coluna, e fazer exercícios de marcha com peso, para beneficiar o quadril –regiões mais atingidas pela perda óssea.

    Proteínas
    Se os músculos aumentam de volume, é preciso consumir mais proteínas. Mas nem tanto. “Quem frequenta a academia e está aumentando a massa muscular precisa consumir entre 1,4 g e 2 g de proteína por quilo de peso”, diz Scantanelli. Por exemplo: quem pesa 70 kg supre essa necessidade diária com 1 xícara de leite, 1 pote de iogurte, 100 g de filé de frango, 100 g de peixe e 30 g de queijo (nada que supere um padrão normal de refeições). “O corpo não faz reserva de proteína. O excesso é eliminado pela urina, usado para produção de energia ou vai se acumular em forma de gordura”, diz Denise Denise Vaz de Macedo, do Labex. Como o excesso de proteína também atua no processo de formação de cristais, pode levar à formação de pedras nos rins, segundo Scantanelli.

    Propriocepção
    É a capacidade de perceber a posição e o movimento do corpo no espaço e adaptar articulações e músculos para manter o equilíbrio. “Nos ligamentos, temos neurônios que informam ao cérebro que movimento articular é necessário para manter a estabilidade”, diz Nahas. Fazer exercícios de força sobre uma bola, por exemplo, aumenta a capacidade proprioceptiva. Implica maior consciência corporal e senso de equilíbrio.

    Postura
    Certinho, certinho, ninguém é. Mas, na hora de começar um trabalho com pesos, é bom prestar muita atenção à postura. O ideal seria que, antes, a pessoa passasse por uma avaliação postural séria. “Os desvios, assimetrias e compensações posturais de cada um precisam ser considerados para que o treino seja ajustado àquele corpo e não agrave um quadro que pode levar a uma lesão crônica. É importante detectar as alterações posturais de cada pessoa, para ensiná-la a treinar de um jeito que corrija aquela condição e não sobrecarregue áreas do corpo que, por causa da postura dela, já são muito exigidas no dia a dia”, diz o treinador Luiz Fernando Alves.

    Peso livre
    Os pesos e as barras livres são normalmente indicados para quem já tem familiaridade com musculação, porque exigem mais coordenação entre os músculos envolvidos. “É melhor estar acompanhado ao fazer peso livre porque, se houver uma falha muscular ou a pessoa não aguentar o peso, ela não pode largá- lo, como no aparelho. Alguém tem que tirar o peso”, afirma Valéria Bonganha, do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Faculdade de Educação Física da Unicamp. A barra livre permite trabalhar a coordenação muscular. Quanto maior a coordenação, maior a carga que se consegue levantar. “Isso é importante no dia a dia e para quem quer hipertrofiar”, diz Valéria Bonganha.

    Qualidade de vida
    Apesar de ser o efeito mais visível da musculação, a questão estética é só uma das consequências, e não a mais importante, segundo Ricardo Nahas. “O fortalecimento muscular permite que realizemos melhor todas as atividades do dia a dia, ajuda a prevenir lesões nos esportes, manter a massa óssea etc.”, diz. O fortalecimento muscular também é indicado para tratamento e controle de artrose. “A musculatura mais desenvolvida absorve o impacto sobre as articulações, protegendo-as”, diz o ortopedista Ricardo Cury. Também facilita o trabalho do coração, por melhorar o retorno do sangue das extremidades do corpo para o coração.

    Repetições
    Fazer mais repetições com pesos mais leves ou menos repetições com mais carga tem efeito similar na perda de peso e gordura. Segundo Dilmar Pinto Guedes Jr., do Cepe, mais repetições com pesos leves desenvolvem mais resistência, e menos exercícios com mais carga levam à maior hipertrofia. “Para quem quer apenas manter a massa muscular, é indicado fazer mais repetições com menos pesos”, diz Ricardo Cury, médico do esporte e ortopedista da Santa Casa de São Paulo.

    Refeições
    Não vale comer mal e achar que se garante com isotônico. “A alimentação ao longo do dia gera reservas que fazem diferença. Se a pessoa treina de manhã, é o carboidrato que comeu no jantar que faz efeito. Quando treina cheia de carboidratos, não perde massa”, diz a nutricionista Cynthia Antonaccio. O ideal é repor os nutrientes na primeira hora pós-treino. “As janelas do organismo estão abertas e sedentas. Os nutrientes serão aproveitados, e não estocados em forma de gordura. E o organismo se recupera mais rápido”, diz Scantanelli. Só não vale exagerar: 30 g a 60 g de carboidrato bastam.

    Sobrecarga
    O músculo cria novas fibras quando submetido ao esforço do peso extra. E não são só os pesos livres, caneleiras ou aparelhos que proporcionam essa sobrecarga. O peso do próprio corpo também cumpre a função. A carga máxima é o maior peso que a pessoa consegue levantar uma única vez. “No treino voltado para a saúde, a sobrecarga é de 40% a 50% da carga máxima para cada pessoa”, diz Lazzoli.

    SXC

    Suplemento
    A suplementação de vitaminas e minerais não é consenso no Brasil, mas há profissionais que a defendem. “Considero prudente incluir um polivitamínico para preencher o que as pesquisas mais recentes mostram: o brasileiro não consome o suficiente de verduras e frutas”, afirma Cynthia Antonaccio. O bioquímico Júlio Tirapeg, autor de “Nutrição, Metabolismo e Suplementação na Atividade Física” (ed. Atheneu), discorda. Segundo ele, só atletas de ponta, que fazem do esporte sua profissão, devem recorrer à suplementação. “Senão, é perda de tempo e dinheiro. O suplemento faz bem quando a pessoa tem alguma deficiência nutricional.”

    Tônus
    Rigorosamente, tônus é o mínimo de contração que o músculo tem mesmo em repouso. “Só perdemos o tônus quando morremos. Essa ideia de ‘tonificar’ os músculos é algo que as academias vendem, mas não quer dizer nada”, afirma Madolo. A expressão começou a ser usada para dissociar a musculação dos excessos da hipertrofia. Quem não quer músculos saltados diz só querer tonificá- los. “Sempre que há trabalho de força eficaz, há algum aumento do músculo”, diz ele. Tonificar, então, é usado para indicar uma hipertrofia leve ou moderada. Já a “definição muscular” é, segundo Madolo, o ganho moderado de massa.

    Treino funcional
    É um treino de força em que vários grupos musculares são envolvidos para a execução de cada exercício -como nos movimentos que realizamos no dia a dia ou para a prática de algum esporte. Para desenvolver força, são usados vários grupos musculares ao mesmo tempo. “O treino funcional utiliza elásticos, roldanas ou o peso do próprio corpo, que impõem uma sobrecarga menor ao corpo”, diz Cohen. Segundo Cury, o trabalho global -que inclui todos os grupos musculares- diminui o risco de lesões.

    Vigorexia
    Querer ficar cada vez mais forte e aumentar os músculos em proporções não naturais, a qualquer custo, é doença e tem nome: vigorexia. Todo vigoréxico faz exageradamente musculação. Não necessariamente porque goste do exercício em si, mas por esse ser um meio indispensável para atingir o seu objetivo de corpo ideal. Como só os exercícios não são suficientes, por causa da imagem corporal distorcida, essas pessoas começam a utilizar drogas anabolizantes que colocam a saúde em risco e causam alterações de humor, como depressão e ansiedade”, diz Madolo. A prevalência do distúrbio é maior em homens, mas o número de mulheres com vigorexia está crescendo. O tratamento é feito com terapia cognitivo-comportamental.

    Varizes
    Embora a musculação favoreça a circulação de retorno (que traz o sangue das extremidades do corpo de volta ao coração), o que favorece o sistema circulatório, o peso usado no exercício e a hipertrofia dos músculos também sobrecarregam esse sistema, que tem de trabalhar mais. Isso pode causar um aumento do calibre das veias e, em algumas pessoas, deixá-las saltadas, segundo Cohen.

    Zinco e magnésio
    O zinco, presente em carnes vermelhas, feijão e ovos, tem participação importante na renovação celular. A deficiência de magnésio pode prejudicar os exercícios, porque o mineral está envolvido na produção de energia e na contração e no relaxamento muscular. Está presente em cereais integrais e verduras verde-escuro. Segundo a nutricionista Mirtes Scantanelli, esses minerais melhoram o ganho de massa muscular porque, teoricamente, favoreceriam a restauração mais rápida das células de proteína. “Mas não há evidência de que o consumo de suplementos acelere a renovação das células”, diz. Além disso, o corpo absorve e aproveita melhor esses nutrientes quando consumidos na forma de alimentos.

    Curiosidades na internet