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  • Parecido com óculos, Re-Timer estimula cérebro para acabar com jet lag

    Acesse:http://www.techtudo.com.br/curiosidades/noticia/2012/11/parecido-com-oculos-re-timer-estimula-cerebro-para-acabar-com-jet-lag.html

    Quem viaja muito para lugares com fusos horários diferentes sente os efeitos de um fenômeno conhecido como jet lag: em resumo, o cérebro acaba ficando fora de sincronia com o horário real. O Re-Timer, criação do professor Leon Lack, é um dispositivo que “reseta” o cérebro e evita que a sensação de descompasso entre tempo biológico e tempo real cause incômodo.

    Re-Timer pode acabar com o incômodo do jet-lag (Foto: Reprodução)Re-Timer pode acabar com o incômodo do jet lag (Foto: Reprodução)

    Acredita-se que o jet lag seja causado porque a percepção da luz solar pelo cérebro tem seu ciclo alterado devido à diferença de fuso horário. O Re-Timer emite uma suave luz verde, que “engana” o cérebro e mantém o ciclo circadiano da mente em ordem. Este ciclo é responsável por manter diversos ritmos de funcionamento do organismo.

    O Re-Timer foi desenvolvido após 25 anos de pesquisas sobre o sono na Universidade Flinders, na Austrália. De acordo com os desenvolvedores do aparelho, ele deve ser utilizado por durações definidas e em horários delimitados. Dependendo da necessidade, esse uso programado do aparelho atrasa ou adianta o horário de percepção do cérebro, evitando que o jet lag se manifeste.

    Leon Lack afirma que quem deseja adiantar o relógio biológico, precisa usar o Re-Timer por 50 minutos por três dias, logo depois de acordar pela manhã. Para atrasar o relógio do corpo, basta fazer o mesmo processo durante três dias. A diferença é que o Re-Timer precisa ser usado antes de ir dormir. O óculos é recarregado via USB e sua bateria tem duração de quatro horas.

    O dispositivo pode ser adquirido online por cerca de US$ 260 (R$ 545 aproximadamente). De acordo com o seu idealizador, o aparelho funciona melhor que medicamentos e não tem nenhuma contraindicação.

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  • Mulher volta a enxergar após implante de ‘telescópio’ no olho

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1163697-mulher-volta-a-enxergar-apos-implante-de-telescopio-no-olho.shtml

    Uma mulher de 89 anos com uma grave doença ocular deverá voltar a enxergar com definição graças ao implante de um micro-telescópio do tamanho de uma ervilha em seu olho esquerdo.

    A operação, feita na Califórnia, nos Estados Unidos, é pioneira e pode se tornar um procedimento de rotina nos próximos anos.

    Virginia Bane sofre de Degeneração Macular Relacionada à Idade (AMD, na sigla em inglês), uma das principais causas de cegueira. “Já consigo enxergar melhor. As cores são mais vibrantes, bonitas e naturais, e consigo ler letras grandes com meus óculos”, diz.

    UC Davis
    Virginia Bane sofre de Degeneração Macular Relacionada à Idade
    Virginia Bane sofre de Degeneração Macular Relacionada à Idade

    Pintora de aquarela, ela também espera retomar suas atividades após quase dez anos de problemas de visão. “Não conseguia ler durante os últimos sete anos, e estou animada para pintar novamente”, acrescenta.

    A causa exata da degeneração macular ainda é desconhecida, mas o problema se agrava conforme o olhos envelhecem. A mácula é composta de milhões de células fotossensíveis responsáveis pela visão central clara, nítida e detalhada.

    Aos 89 anos, Virginia Bane deve voltar a ler e pintar após cirurgia pioneira

    Trata-se da parte mais sensível da retina, que está localizada na parte de trás do olho humano e que transforma a luz em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro através dos nervos óticos. O cérebro lê os impulsos e os traduz em imagens.

    No caso do olho atingido pela doença, pontos centrais não são vistos com clareza. “A degeneração macular danifica a retina e causa um ponto de cegueira no campo central de visão das pessoas. O implante telescópico restaura a visão ao projetar imagens sobre uma parte não danificada da retina, o que torna possível ver os rostos das pessoas e detalhes de objetos localizados diretamente diante delas”, diz Mark Mannis, professor titular de oftalmologia e ciências da visão do Centro de Olhos do hospital da universidade americana US Davis, em Sacramento, na Califórnia.

    Virginia Bane é a primeira de uma lista de 50 pessoas que se voluntariaram nos Estados Unidos para receber o implante. “A visão de Virginia vai continuar melhorando com o tempo, conforme ela recondiciona seu cérebro para enxergar”, diz Mannis.

    Já o médico Richard van Buskirk explica a diferença entre os dois olhos da paciente. “Ela basicamente usa o olho esquerdo com o implante telescópico para enxergar detalhes, tais como usar um teclado de micro-ondas ou ler um livro. Seu olho direito, sem tratamento, proporciona visão periférica, o que ajuda com a mobilidade, incluindo atividades como caminhar ou se localizar dentro de sua casa”, diz.

    “Eventualmente, seu cérebro alternará de forma automática, usando a capacidade de cada olho conforme for necessário”, indica.

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  • Sony lança óculos com legendas para pessoas com problemas de audição

    Acesse:http://canaltech.com.br/noticia/cinema/Sony-lanca-oculos-com-legendas-para-pessoas-com-problemas-de-audicao/

    Óculos 3D

    Pessoas que possuem problemas de audição encontram diversos problemas na hora de ir ao cinema e assistir a um filme em sua língua materna. São poucos os cinemas que possuem sessões com legendas para pessoas com deficiência.

    Mas a Sony acaba de lançar uma nova tecnologia que cria legendas na base de um par de óculos para as pessoas que não conseguem entender com facilidade as falas do filme, o Entertainment Access Glass.

    “A transformação da indústria do cinema com a tecnologia digital criou uma oportunidade de entregar dados de forma eficiente, em closed-caption, para os clientes. Isto coincide com a grande demanda de pessoas com dificuldades de audição para assistir filmes com mais facilidade. A Sony tem, portanto, desenvolvido um par de óculos holográfico para entretenimento”, afirmou a empresa em nota oficial.

    Access Glass Sony

    O Access Glass também tem suporte para imagens em três dimensões (Foto: Reprodução/Technabob)

    Os óculos contêm um par de minúsculos projetores que podem sobrepor as legendas em frente dos olhos do usuário. Segundo o Technabob, o aparelho oferece uma grande variedade de ajustes para o tamanho, posição, cor e linguagem das legendas, proporcionando flexibilidade para uma variedade de olhos e condições de visão.

    Além disso, os óculos também possuem suporte em 3D, sem a necessidade de utilizar outro tipo de lente para a visualização de um longa-metragem que utiliza essa tecnologia.

    O Access Glass foi desenvolvido para ser compatível com o sistema de projeção cinematográfica da Sony, o 4K Digital Cinemas, e se conecta diretamente ao projetor através de uma pequena caixa de comunicação. Os óculos, por sua vez, captam as legendas de um sistema de closed-caption exclusivo, instalado junto com o servidor do cinema.

    Os óculos da Sony já estão em fase de produção e a empresa planeja expandir o suporte do seu mecanismo para outros sistemas de projeção disponíveis no mercado.

    Confira abaixo um vídeo demonstrativo do Access Glass:

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  • Óculos de realidade aumentada: Google registra patente

    Acesse:http://www.vocesabia.net/tecnologia/oculos-de-realidade-aumentada-google-registra-patente/

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    A gigante de buscas Google patenteou a tecnologia dos seus óculos de realidade aumentada, conhecida como “Glass Project”.

    O que é RA?

    Realidade Aumentada (RA) é a integração de informações virtuais a visualizações do mundo real, como, por exemplo, através de uma câmera. Atualmente, a maior parte das pesquisas em RA está ligada ao uso de vídeos transmitidos ao vivo, digitalmente processados e ampliados pela adição de gráficos criados pelo computador. Pesquisas avançadas incluem o uso de rastreamento de dados em movimento, reconhecimento de marcadores confiáveis, utilizando mecanismos de visão, e a construção de ambientes controlados, contendo qualquer número de sensores e atuadores.

    A definição de Realidade Aumentada, dada por Ronald Azuma, é a mais aceita. A definição ignora um subconjunto do objetivo inicial da RA, mas é entendida como uma representação de todo o domínio da RA: Realidade Aumentada é um ambiente que envolve tanto a realidade virtual quanto elementos do mundo real, criando um ambiente misto em tempo real. Por exemplo, um usuário da RA pode utilizar óculos translúcidos e, através destes, poderia ver o mundo real, bem como imagens geradas por computador projetadas no mundo. Azuma define a Realidade Aumentada como um sistema que:

    • Combina elementos virtuais com o ambiente real.
    •  É interativa e tem processamento em tempo real.
    • É concebida em três dimensões.

    Esta definição é utilizada em algumas partes da literatura de pesquisa em RA (Azuma, 1997). Já existem vários sistemas de manipulação da Realidade Aumentada, disponíveis gratuitamente. Existem aplicações educacionais, jogos e aplicações de RA nas mais variadas áreas, como: bioengenharia, física e geologia.

    Mudando a visão da realidade
    Óculos para realidade aumentada poderão ser colocados à venda até o fim do ano. Há muito tempo se fala de RA, que nada mais é do que acrescentar camadas de informação, extraídas da Internet, à realidade ao nosso redor. Segundo os especialistas, esta tecnologia pode ter, no futuro, uma infinidade de utilidades – desde ensinar a consertar o motor de um avião, até ver legendas em tempo real, se alguém falar conosco em chinês, por exemplo. Mas, ainda que a proliferação dos smartphones, nos últimos anos, nos tenha permitido vislumbrar o que é a RA, ainda não apareceu uma tecnologia que a faça deixar de ser uma simples curiosidade para entretenimento e que não nos obrigue a tirar o aparelho do bolso a todo momento.

    Talvez por isso, a Google está aplicando grande parte da sua criatividade para o desenvolvimento dos óculos de RA. O produto final ainda é um mistério, mas já está gerando uma onda de rumores no mundo tecnológico. A última informação sobre o produto foi publicada em um blog do jornal americano The New York Times, no qual se afirma que os óculos poderiam ser colocados à venda até o final do ano, a um preço entre US$ 250 e US$ 600.

    Ainda segundo o blog, funcionários da empresa informaram, anonimamente, que o dispositivo terá uma câmera de baixa resolução, para coletar imagens que seriam comparadas com dados online. Também seriam incorporados sensores de movimento e sistemas de posicionamento global (GPS). Outra mídia americana também publicou que a Google teria investido US$ 120 milhões em instalações para testar a “precisão de uma tecnologia ótica”. O projeto está sendo desenvolvido em total segredo pelo Google X, o laboratório para assuntos “top secret”, localizado na sede da companhia.

    A Apple está no jogo

    Comenta-se também a respeito de outro dispositivo portátil de RA em desenvolvimento pela Apple. Neste caso, seria algo parecido com o iPod Nano de pulseira, mas feito com cristal flexível. O usuário se comunicaria com o aparelho por meio do assistente virtual da Apple, o software Siri. Até agora, porém, a empresa não confirmou (nem desmentiu) nenhum dos rumores sobre esse dispositivo.

    Aplicações da tecnologia

    Desde 2008, os usuários já contam com aplicações de smartphones que permitem vislumbrar as possibilidades que a RA oferece. Com a aparição da computação de nuvem e o aumento das velocidades de transmissão de dados, os especialistas preveem um futuro brilhante para a RA, que poderá ter uso em âmbitos diversos, como educação, arquitetura, engenharia, indústria, publicidade e medicina. “Colocar camadas de informação adicionais sobre a realidade é incrivelmente útil”, afirmou Claudio Feijoo, subdiretor de investigação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Universidade Politécnica de Madrid. “Imagine que alguém tenha que reparar o motor de um avião. Com a realidade aumentada, poderá saber como se chama cada peça, qual a sua função exata e o seu lugar exato no conjunto. Não seria a mesma coisa se ensinassem a você numa lousa”, ele comentou. “Numa cidade, alguém perdido pode colocar os óculos e eles indicarão como se chamam as ruas e qual o rumo correto a seguir”, acrescenta ele.

    RA auditiva

    Os pesquisadores já apontam para além da realidade aumentada visual e já falam da realidade aumentada auditiva. O cientista Jordi Janer explora o modo de incorporar elementos sonoros de RA na Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, na Espanha, e explica: “Nós estamos tentando desenvolver sistemas de áudio com realidade aumentada. Escutar mais coisas do que já escutamos. Isso criaria, por exemplo, a possibilidade de ir a um concerto e poder escutar mais um instrumento do que outro, ou estar em um ambiente com música alta e poder ‘aumentar o volume’ de alguém que fala conosco. Também se estuda incorporar sons a elementos reais armazenados na Internet. Isso permitiria, por exemplo, um Google Street View no qual se pudesse escutar o barulho dos carros e das pessoas ao passar.

    Três patentes

    Três patentes de um dispositivo de exibição para usar no rosto, com características dos tão falados óculos, foram submetidas a autoridades, pela Google, no último outono, no Hemisfério Norte. As patentes fazem referência a funções como a exibição de dados diante dos olhos do utilizador e reprodução de áudio. Em abril, a Google revelou detalhes de sua pesquisa sobre os óculos e mostrou um vídeo demonstrativo do protótipo. As patentes mostram imagens de diferentes versões de óculos de RA, alguns com lentes e outros sem elas. Os protótipos estão sendo testados por executivos da empresa, como Sergey Brin, co-fundador da empresa, e Gundotra Vic, executivo encarregado de redes sociais. O vídeo demonstrou uma simulação da visão dos óculos equipados com um microfone e uma pequena tela transparente sobre o olho direito do usuário. Além de exibirem informações sobre os arredores, os óculos possibilitariam a comunicação com outras pessoas, a navegação na web, a audição de músicas e a obtenção de fotos.

    Outras empresas

    Há outras empresas que pesquisam os óculos de RA, como, por exemplo, a californiana Oakley, que desenvolve óculos destinados a atletas. Outras empresas tentaram ser pioneiras do conceito, mas não foram muito longe porque, segundo analistas, as suas versões exigiam que os usuários carregassem uma bateria separada. Existem grandes oportunidades para a publicidade com os sistemas de realidade aumentada, principalmente se eles tiverem, embutido, o rastreio de localização GPS. As oportunidades de obter lucro seriam enormes, mas ainda há muitas questões envolvidas, como a diminuição das dimensões do aparelho e fazer com que o computador que recebe e processa os dados seja realmente portátil.

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  • Tela criada por brasileiro permite que pessoas com problema de visão enxerguem sem óculos

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/tec/1131710-tela-criada-por-brasileiro-permite-que-pessoas-com-problema-de-visao-enxerguem-sem-oculos.shtml

    Imagine que uma pessoa com presbiopia –“vista cansada”– tenha levado seu e-reader para se entreter durante uma viagem longa, mas se esqueceu de pôr os óculos na bolsa.

    Esse lapso aborreceria qualquer um, mas uma nova tecnologia abre a possibilidade de livros eletrônicos ajustarem o foco da imagem diretamente na tela, dispensando o uso de lentes corretivas.

    O dispositivo que pode tornar essa ideia uma realidade comercialmente viável ainda está em fase experimental, mas o pesquisador que os criou já está tentando convencer grandes empresas de tecnologia a encampar a ideia.

    O cientista de computação Vitor Pamplona apresentou sua invenção nesta semana em Los Angeles na Siggraph, a maior conferência de computação gráfica.

    Batizada de “tailored displays” (monitores sob medida), sua ideia aproveita o mesmo tipo de tela usada pelo videogame portátil Nintendo 3DS, o console de imagens tridimensionais que não requer óculos especiais.

    Pamplona desenvolveu sua ideia na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), depois de passar uma temporada no Media Lab, o laboratório interdisciplinar do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

    A técnica pode ser usada para criar imagens que compensam diversos problemas de visão além da presbiopia, incluindo miopia, hipermetropia, astigmatismo e até catarata, dependendo do caso.

    A mesma tela pode emitir imagens adequadas para diferentes necessidades, demandando apenas controle via software.

    Aquilo que permite à nova tecnologia manipular o foco e a distância de imagens é basicamente uma tela de LCD com duas camadas. “A da frente é essencialmente um filtro”, explicou Pamplona à Folha. “A imagem é emitida pela tela de trás, e a tela da frente determina o ângulo de direção da luz de cada um dos pixels [os pontos que formam a imagem].”

    O princípio usado é similar ao das holografias tridimensionais estáticas. Para que essas imagens possam ganhar movimento e virar realidade em telas grandes de TV e computadores, porém, ainda há uma limitação prática: a ideia só funciona em monitores com resolução muito alta.

    “Usamos monitores pequenos porque já existem alguns deles com resolução de 1.800 DPI (pontos por polegada)”, disse Pamplona. “As TVs 3D que estão sendo vendidas agora, porém, variam de 90 DPI até 250 DPI, então ainda não temos como reproduzir a ideia numa tela grande.”

    Segundo o pesquisador, a dificuldade para aumentar a resolução de um monitor grande não seria tanto a tela em si, mas a velocidade de processamento que um vídeo com mais de 1 bilhão de pixels requer.

    Grandes fabricantes de telas em LCD como Samsung e Philips já perderam o interesse em solucionar o problema, pois as melhores telas de alta definição comuns já chegaram ao limite da percepção humana.

    “Mas nós queremos agora tentar convencer a Samsung, a Philips e a Nokia de que vai existir um mercado para isso caso elas queiram investir”, diz Pamplona. “Já existe uma competição pelos monitores 3D de próxima geração, e há uma chance grande de que uma funcionalidade deles seja a de correção de imagem.”

    APLICATIVO

    Vitor Pamplona, o cientista da computação que criou os monitores corretivos, disse que começou a trabalhar com óptica porque estava enjoado de sua especialidade.

    “Trabalho com computação desde os 14 anos, e quando cheguei ao mestrado, já estava achando um pouco chato”, conta. “Acabei fazendo mestrado em computação mesmo, porque no Brasil eu não tinha a possibilidade de fazer em oftalmologia, que requer graduação em medicina.”

    Mesmo assim, Pamplona arranjou uma maneira de estudar a anatomia dos olhos para aplicar em computação e passou dois anos criando técnicas de animação para simular movimentos oculares.

    Após concluir esse trabalho, mudou-se para o MIT, onde desenvolveu um programa de iPhone que, acoplado a um dispositivo portátil de US$ 2, é capaz de diagnosticar miopia, hipermetropia e astigmatismo.

    Batizado de Netra, o invento teve sucesso em testes de campo e ainda teve como sequência o Catra, ferramenta para diagnóstico de catarata. Pamplona está agora montando uma empresa nos EUA para comercializar o Netra. Sua intenção é fornecer o dispositivo a programas de saúde ocular em regiões pobres que não têm como manter equipamentos de oftalmologia mais sofisticados.

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