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  • Butantan vai testar em humanos nova vacina contra dengue

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/08/1328142-butantan-vai-testar-em-humanos-nova-vacina-contra-dengue.shtml

    O Instituto Butantan (SP) recebeu autorização do governo federal para começar a testar em seres humanos uma vacina contra a dengue, que desenvolve desde 2006.

    Segundo nota do Ministério da Saúde, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu, nesta sexta-feira (16), um comunicado que autoriza o início da etapa de pesquisa clínica. Os estudos serão feitos com 300 voluntários, durante cinco anos, em três centros de pesquisa de São Paulo.

    “A autorização é para a fase dois do estudo e tem como finalidade analisar a efetividade, a eficácia e segurança da vacina tetravalente, que pretende prevenir a população contra quatro sorotipos da doença (1, 2, 3 e 4)”, explica o ministério em nota.

    Depois dessa, ainda há uma terceira fase de pesquisa, em que o número de voluntários é expandido.

    Uma outra vacina contra a dengue está em desenvolvimento por Fiocruz e GSK.

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  • Vacina brasileira contra a Aids será testada em macacos

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/08/1321896-vacina-brasileira-contra-a-aids-sera-testada-em-macacos.shtml

    Uma vacina brasileira contra o vírus HIV, causador da Aids, começará a ser testada em macacos no segundo semestre deste ano. Com duração prevista de 24 meses, os experimentos têm o objetivo de encontrar o método de imunização mais eficaz para ser usado em humanos. Concluída essa fase, e se houver financiamento suficiente, poderão ter início os primeiros ensaios clínicos.

    Denominado HIVBr18, o imunizante foi desenvolvido e patenteado pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca. Atualmente, o projeto é conduzido no âmbito do Instituto de Investigação em Imunologia, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apoiado pela FAPESP no Estado de São Paulo.

    O trabalho teve início em 2001, com apoio de um Auxílio Regular sob a coordenação de Cunha Neto. Em parceria com Kalil, o pesquisador analisou o sistema imunológico de um grupo especial de portadores do vírus que mantinham o HIV sob controle por mais tempo e demoravam para adoecer. No sangue dessas pessoas, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 – o principal alvo do HIV – permanecia mais elevada que o normal.

    “Já se sabia que as células TCD4 são responsáveis por acionar os linfócitos T do tipo CD8, produtores de toxinas que matam as células infectadas. As TCD4 acionam também os linfócitos B, produtores de anticorpos. Mas estudos posteriores mostraram que um tipo específico de linfócito TCD4 poderia também ter ação citotóxica sobre as células infectadas. Os portadores de HIV que tinham as TCD4 citotóxicas conseguiam manter a quantidade de vírus sob controle na fase crônica da doença”, contou Cunha Neto.

    Os pesquisadores então isolaram pequenos pedaços de proteínas das áreas mais preservadas do vírus HIV – aquelas que se mantêm estáveis em quase todas as cepas. Com auxílio de um programa de computador, selecionaram os peptídeos que tinham mais chance de serem reconhecidos pelos linfócitos TCD4 da maioria dos pacientes. Os 18 peptídeos escolhidos foram recriados em laboratório e codificados dentro de um plasmídeo – uma molécula circular de DNA.

    Testes in vitro feitos com amostras de sangue de 32 portadores de HIV com condições genéticas e imunológicas bastante variadas mostraram que, em mais de 90% dos casos, pelo menos um dos peptídeos foi reconhecido pelas células TCD4. Em 40% dos casos, mais de cinco peptídeos foram identificados. Os resultados foram divulgados em 2006 na revista Aids.

    Em outro experimento divulgado em 2010 na PLoSOne, em parceria com Daniela Rosa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Susan Ribeiro, da FMUSP, os peptídeos foram administrados a camundongos geneticamente modificados para expressar moléculas do sistema imunológico humano. Nesse caso, 16 dos 18 peptídeos foram reconhecidos e ativaram tanto os linfócitos TCD4 como os TCD8.

    “Fizemos o experimento com quatro grupos de camundongos. Cada um expressava um tipo diferente da molécula HLA (sigla da expressão em inglês para Antígenos Leucocitários Humanos), que está diretamente envolvida com o reconhecimento do vírus”, contou Cunha Neto.

    O grupo então desenvolveu uma nova versão da vacina com elementos conservados de todos os subtipos do HIV do grupo principal, chamado grupo M, que mostrou-se capaz de induzir respostas imunes contra fragmentos de todos os subtipos testados até o momento. O trabalho foi conduzido durante o doutorado de Rafael Ribeiro.

    “Os resultados sugerem que uma única vacina poderia, em tese, ser usada em diversas regiões do mundo, onde diferentes subtipos do HIV são prevalentes”, afirmou Cunha Neto.

    No teste mais recente, feito com camundongos e ainda não publicado, os pesquisadores avaliaram a capacidade dessa nova vacina de reduzir a carga viral no organismo. “O HIV normalmente não infecta camundongos, então nós pegamos um vírus chamado vaccinia – que é aparentado do causador da varíola – e colocamos dentro dele antígenos do HIV”, contou Cunha Neto.

    Nos animais imunizados com a vacina, a quantidade do vírus modificado encontrada foi 50 vezes menor que a do grupo controle. Agora estão sendo realizados experimentos para descobrir se, de fato, a destruição viral aconteceu por causa da ativação das células TCD4 citotóxicas.

    “Vamos imunizar um camundongo e injetar o vírus modificado. Em seguida, separaremos os linfócitos produzidos e injetaremos em um segundo animal apenas as células TCD4. Um terceiro animal receberá apenas as células TCD8. Depois esses dois animais que receberam os linfócitos com o vírus modificado serão infectados – e um terceiro receberá apenas placebo – para podermos ver qual organismo é capaz de combater melhor o vírus”, explicou Cunha Neto.

    Os cientistas estimam que, no estágio atual de desenvolvimento, a vacina não eliminaria totalmente o vírus do organismo, mas poderia manter a carga viral reduzida ao ponto de a pessoa infectada não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.

    Segundo Cunha Neto, a HIVBr18 também poderia ser usada para fortalecer o efeito de outras vacinas contra a Aids, como a desenvolvida pelo grupo do imunologista Michel Nussenzweig, da Rockefeller

    University

    , de Nova York, feita com uma proteína do HIV chamada gp140.”Em um experimento conduzido pela pesquisadora Daniela Rosa, observamos que a pré-imunização com a HIVBr18 melhora a resposta à vacina feita com a proteína recombinante do envelope do HIV gp140, que é a responsável pela entrada do vírus nas células. Uma vacina capaz de induzir a produção de anticorpos contra essa proteína poderia bloquear a infecção pelo HIV”, disse Cunha Neto.

    Macacos Rhesus

    A última etapa do teste pré-clínico será realizada na colônia de macacos Rhesus do Instituto Butantan – uma parceria que envolve as pesquisadoras Susan Ribeiro, Elizabeth Valentini e Vania Mattaraia. A vantagem de fazer testes em primatas é a semelhança com o sistema imunológico humano e o fato de eles serem suscetíveis ao SIV, vírus que deu origem ao HIV.

    “Nosso objetivo é testar diversos métodos de imunização para selecionar aquele capaz de induzir a resposta imunológica mais forte e então poder testá-lo em humanos. Além da vacina de DNA originalmente criada, vamos colocar os nossos peptídeos dentro de outros vírus vacinais, como o adenovírus de chimpanzé, vacina da febre amarela ou o MVA, e selecionar a melhor combinação de vetores”, afirmou Cunha Neto.

    Há dados que mostram, por exemplo, que a vacina com adenovírus recombinante contendo os mesmos 18 fragmentos do HIV em camundongos induz uma resposta imunológica de maior magnitude que a vacina de DNA.

    Segundo Cunha Neto, o objetivo é verificar não apenas qual é a formulação que mais ativa os linfócitos TCD4 citotóxicos como também a que mais auxilia a resposta de linfócitos TCD8 e a produção de anticorpos contra a proteína gp140, do envelope do vírus.

    O ensaio clínico de fase 1 deverá abranger uma população saudável e com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada de perto por vários anos. Nesse primeiro momento, além de avaliar a segurança do imunizante, o objetivo é verificar a magnitude da resposta imune que ele é capaz de desencadear e por quanto tempo os anticorpos permanecem no organismo.

    Se a HIVBr18 for bem-sucedida nessa primeira etapa da fase clínica, poderá despertar interesse comercial. A esperança dos cientistas é atrair investidores privados, uma vez que o custo estimado para chegar até terceira fase dos testes clínicos é de R$ 250 milhões. Até o momento, somando o financiamento da FAPESP e do governo federal, foi investido cerca de R$ 1 milhão no projeto.

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  • Saúde responde: Ainda vale a pena vacinar minha filha contra a gripe?

    Acesse:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/06/1299487-saude-responde-ainda-vale-a-pena-vacinar-minha-filha-contra-a-gripe.shtml

    Perdi o prazo da campanha de vacinação contra a gripe. Ainda vale a pena vacinar minha filha para o inverno?
    Malu Favaratto

    A vacina contra a gripe oferece proteção contra os tipos de vírus que devem circular no inverno.

    Segundo Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, o melhor é que as pessoas sejam imunizadas até maio para que estejam protegidas no fim do outono, já que a vacina demora de três a quatro semanas para fazer efeito. Essa proteção pode durar de seis meses a um ano.

    “Tomar a vacina nessa época vai fazer com que a criança só fique protegida do meio do inverno para frente. Não é o ideal, mas ainda é importante.”

    Após o fim da campanha, a disponibilidade das vacinas varia em cada município. O alvo são crianças de seis meses a dois anos de idade, gestantes, idosos, profissionais de saúde e doentes crônicos. Pessoas fora do grupo prioritário devem procurar a imunização no serviço privado.

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  • São Paulo terá vacinação contra poliomielite neste sábado

    Acesse:http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/06/sao-paulo-tera-vacinacao-contra-poliomielite-neste-sabado.html

    Governo quer imunizar 2,4 milhões de crianças em todo o estado.
    Estado não registra casos de paralisia infantil desde 1988, diz secretaria.

    Campanha vacina crianças menores de 5 anos contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil (Foto: José Cruz/ABr)Campanha vacina crianças menores de 5 anos
    contra a poliomielite (Foto: José Cruz/ABr)

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo quer imunizar 2,4 milhões de crianças contra a poliomielite (paralisia infantil) neste sábado (8). A meta é vacinar 95% dos 2,5 milhões de paulistas com mais de seis meses e menos de 5 anos, que se encaixam no público-alvo da campanha. Só na capital paulista, 698,5 mil crianças devem ser vacinadas.

    Para atender a população, 11,2 mil postos de saúde, entre fixos e volantes, estarão abertos das 8h às 17h do sábado. Ao todo, 49,2 mil profissionais de saúde, além de 3,5 mil veículos, 70 ônibus e quatro barcos serão mobilizados para aplicar as duas gotas da vacina Sabin em crianças de todo o estado.

    O Estado de São Paulo não registra nenhum caso de paralisia infantil desde 1988. Para a campanha deste ano, na capital, as salas de vacina das rodoviárias do Tietê e da Barra Funda estarão abertas das 8h às 20h. Já o Instituto Pasteur, na Avenida Paulista, não participará do dia de vacinação por conta de uma reforma em suas instalações.

    Em 2013, apenas as crianças maiores de seis meses receberão as doses da vacina. Até então, não havia uma idade mínima para a vacinação. Além da imunização contra a poliomielite, as crianças poderão aproveitar a oportunidade para atualizar as doses de outros tipos de vacina que estejam atrasadas.

    A poliomielite é caracterizada pela febre, mal-estar, cefaleia e a possibilidade de paralisia. A vacina é a única forma eficaz de prevenção contra a doença e a incidência de efeitos colaterais da vacinação é extremamente rara, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde.

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  • Ministério da Saúde lança campanha com duas novas vacinas

    Acesse:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/ministerio-da-saude-lanca-campanha-de-atualizacao-da-caderneta-de-vacinacao

    A imunização de crianças até 5 anos contará este ano com a pentavalente e a vacina injetável contra paralisia infantil

    Calendário básico de vacinação: até os 10 anos de idade, a criança deve tomar as 28 doses das vacinas disponíveis pelo Sistema Único de Saúde

    Calendário básico de vacinação: Ministério da Saúde inclui duas novas vacinas (Thinkstock)

    O ministro da saúde, Alexandre Padilha, lançou, nesta terça-feira, a campanha de atualização da caderneta de vacinação para crianças de até cinco anos de idade. O objetivo é ampliar a imunização desse público, que soma 14,1 milhões de pessoas. Entre os dias 18 e 24 de agosto, todas as vacinas do calendário básico da criança estarão disponíveis em aproximadamente 34.000 postos de saúde do país. Nesse período, os pais de crianças desta faixa etária deverão levar seus filhos a algum posto de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) para que os profissionais avaliem a caderneta de imunização e a atualizem se for necessário.

    O ministro também anunciou a inclusão de duas novas vacinas no calendário básico. Uma delas é a pentavalente, que reúne a vacina contra hepatite B à tetravalente — que protege contra difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b (meningite e outras doenças bacterianas). A outra é a vacina inativada poliomielite (VIP), que é injetável e destinada às crianças que nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil. Elas devem receber a primeira dose aos dois meses de idade e a segunda aos quatro meses. As terceira e quarta doses deverão ser recebidas aos seis e aos 15 meses, respectivamente, e em forma de vacina oral (as gotinhas).

    Além dessas duas vacinas, estarão disponíveis durante a campanha de atualização da caderneta a BCG; hepatite B; Vacina Oral Poliomielite (VOP); rotavírus; pneumocócica 10 valente; meningocócica C conjugada; febre amarela; tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); e DTP (difteria, tétano e coqueluche).

    Vitamina A — O Ministério da Saúde também anunciou que vai disponibilizar doses de vitamina A para crianças entre seis meses e cinco anos de idade. A ação, que também começará no próximo sábado, vai priorizar todos os estados das regiões Norte e Nordeste, além das regiões do Vale do Mucuri e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O objetivo da suplementação é reduzir a morbidade e a mortalidade infantil em regiões mais pobres, que apresentam maiores índices de deficiência em vitamina A. O nutriente ajuda a prevenir infecções e reduz o risco de mortes por diarreia, além de contribuir para a saúde da visão e para o desenvolvimento cognitivo. A iniciativa deve ser ampliada para o restante do país até o final de 2012.

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