Remédios para emagrecer potencializam problemas cardiovasculares

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Taquicardia e hipertensão são alguns dos efeitos colaterais dos medicamentos

Estar acima do peso é um inconveniente. Além de detonar a autoestima de muitas pessoas, pode faz er mal à saúde. Emagrecer de forma saudável é um processo que exige disciplina. No entanto, as fórmulas mágicas, que prometem enxugar as gordurinhas em pouco tempo, têm adeptos aos montes.

Entre dietas restritivas e questionáveis há um recurso altamente sedutor: os remédios que prometem aumentar a saciedade e, consequentemente, reduzir as medidas de quem quer dar fim aos pneuzinhos. As cápsulas, consumidas por milhões de pessoas no mundo inteiro, realmente cumprem o prometido: elas reduzem a fome, o que leva ao emagrecimento. Porém, são um perigo ao coração, segundo pesquisas recentes.

Remédios para emagrecer potencializam problemas cardiovasculares

Suspensão das vendas

Tanto na Europa quanto nos Estados Unidos substâncias como sibutramina, dexfenfluramina e fenfluramina já foram proíbidas. O cerco começou a se fechar a partir da publicação de resultados preliminares da pesquisa Scout, que apontou um aumento de 16% no risco de derrame e ataque do coração com o uso da sibutramina (componente básico desse tipo de remédio) em pessoas que já apresentaram problemas cardíacos.

O FDA (órgão do governo dos EUA que regula a venda de remédios e alimentos) constatou que quem toma remédios que contém dexfenfluramina e fenfluramina pode vir a ter problemas cardíacos sérios, como infarto e derrame. Países como Canadá e Austrália também suspenderam a venda de cápsulas emagrecedoras.

No Brasil, país que abusa do recurso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aconselhou aos médicos a prescrever os medicamentos somente quando necessário. “As pesquisas são muito convincentes e nós, médicos, temos que encontrar alternativas de emagrecimento que não coloquem em risco a vida dos pacientes”, diz o endocrinologista Geraldo Medeiros Neto.

Consequências perigosas

Os efeitos colaterais que o uso indevido de fórmulas emagrecedoras podem provocar são grandes. “Só em casos de obesidade, em que a saúde do paciente está comprometida pelo excesso de peso, é que os remédios deveriam ser indicados”, diz o endocrinologista.

A ponderação médica deve-se, basicamente, às reações do corpo à medicação. As pílulas que encolhem medidas também podem desencadear taquicardia, hipertensão – dois fatores de risco para problemas cardíacos -, secura na boca, alteração do humor, insônia, depressão, dependencia química e psicológica e irritação. Atalhar o caminho que conduz à perda de peso não é recomendado. “Para emagrecer com saúde, o ideal é manter uma dieta equilibrada e praticar atividades físicas regularmente”, sentencia Geraldo.

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