Colesterol ‘alimenta’ câncer de mama, diz estudo

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James Gallagher

Repórter de Ciência e Saúde da BBC News

Mulher examina mamografia. Foto: PAEntidades que combatem câncer de mama não recomendam uso de estatina e pedem mais estudos

Um estudo feito por cientistas nos Estados Unidos afirma que um subproduto do colesterol pode ajudar o câncer de mama a crescer e se espalhar pelo corpo.

A pesquisa sugere que o uso de medicamentos que diminuem o nível de colesterol – as chamadas estatinas – pode prevenir tumores.

O trabalho, que foi publicado na revista científica Science, ajuda a explicar por que a obesidade é um dos principais fatores de risco da doença.

No entanto, organizações que trabalham na conscientização e combate ao câncer de mama alertaram que ainda é muito cedo para recomendar o uso de estatinas na prevenção de tumores.

Hormônios

A obesidade já é considerada um fator de risco em diversos outros tipos de câncer, como mama, intestino e útero.

A gordura em pessoas acima do peso faz com que o corpo produza mais hormônios como o estrogênio, que pode facilitar a disseminação de tumores.

O colesterol é “quebrado” pelo corpo em um subproduto chamado 27HC, que tem o mesmo efeito do estrogênio. Pesquisas feitas com camundongos por cientistas do Duke University Medical Centre, nos Estados Unidos, demonstraram que dietas ricas em colesterol e gordura aumentaram os níveis de 27HC no sangue, provocando tumores que eram 30% maiores, se comparados a animais que estavam com uma alimentação regular.

Nos camundongos com dieta rica em gordura, os tumores também se espalharam com maior frequência. Testes feitos com tecidos humanos contaminados com câncer de mama também cresceram mais rapidamente quando injetados com 27HC.

“Vários estudos mostraram uma conexão entre obesidade e câncer de mama, e mais especificamente que o elevado colesterol está associado ao risco de câncer de mama, mas nenhum mecanismo foi identificado”, afirma o pesquisador Donald McDonnell, que liderou o estudo.

“O que achamos agora é uma molécula, não o próprio colesterol, mas um subproduto abundante do colesterol, chamado 27HC, que imita o hormônio estrogênio e consegue de forma independente provocar o crescimento do câncer de mama.”

Mais pesquisa

Café da manhã inglês, com bastante gordura. Foto: BBCAlém de uso estatinas, colesterol pode ser reduzido evitando dietas com muita gordura

As estatinas já são usadas hoje em dia por milhões de pessoas para combater doenças cardíacas. Agora há estudos sugerindo que elas podem ajudar na prevenção ou combate ao câncer.

Mas entidades que lidam com saúde feminina não recomendam que as mulheres passem a tomar estatina por esse motivo.

“Até agora pesquisas que relacionam níveis de colesterol, uso de estatina e risco de câncer de mama ainda são inconclusivas”, diz Hannah Bridges, porta-voz da Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica de combate ao câncer de mama.

“Os resultados deste estudo inicial são promissores e se confirmados através de mais pesquisas podem aumentar nossa compreensão sobre o que faz com que alguns tipos de câncer de mama se desenvolvam.”

Emma Smith, porta-voz de outra instituição, a Cancer Research UK, também afirma que ainda é “cedo demais” para que as mulheres passem a tomar estatina.

As duas entidades dizem que o colesterol pode ser combatido por meios alternativos ao uso de estatina. Uma forma é através de uma dieta mais saudável e de exercícios regulares.

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Novo exame detecta sete tipos de câncer de mama

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Novo exame promete diagnosticar sete tipos de câncer de mama e oferecer a possibilidade de um tratamento mais personalizado.
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câncer de mama é considerado uma das doenças que mais matam mulheres no Brasil. O risco de morte aumenta quando o diagnóstico é tardio ou quando o tratamento não se mostra apropriado para o tipo de tumor.

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EXAME QUE DIAGNOSTICA 7 TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

Pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, afirmam ter criado umexame capaz de detectar sete tipos de câncer de mama. Se tudo correr como o previsto, o método estará disponível em dois anos.

Um artigo sobre o novo exame foi publicado na revista especializada “British Journal of Cancer”.

Em 2012, os estudiosos britânicos descobriram que o câncer de mama pode se manifestar de 10 formas diferentes, variando de acordo com a genética do paciente.

Atualmente, sem um exame mais detalhado e completo, as variações do tumor maligno nos seios são identificadas apenas através de um exame genético detalhado, que tem preço elevado e não é acessível para a maioria dos pacientes.

663511 Novo exame detecta sete tipos de câncer de mama 1 Novo exame detecta sete tipos de câncer de mama

O exame capaz de diagnosticar sete tipos de câncer é realizado a partir de um método que avalia dez proteínas importantes para identificar a variação da doença.

Na pesquisa, os cientistas procuraram encontrar assinatura para cada tipo de câncer, considerando a análise de 1.073 amostras de tumores. Dos tecidos avaliados, 93% se enquadravam em um dos sete tipos possíveis do exame. Os outros 7% foram difíceis de classificar em uma categoria.

A descoberta dos cientistas britânicos vai ajudar os médicos a tornar os tratamentos mais personalizados e eficazes. Sendo assim, a taxa de sobrevivência dos pacientes com câncer de mama também tende a aumentar.

De acordo com Andy Green, líder do estudo, a escolha do tratamento mais adequado está ficando cada vez mais complexa, pois existem muitas opções para tratar o câncer de mama. O exame, por sua vez, permite encontrar a terapia mais apropriada para o caso de cada paciente.

Os cientistas estão otimistas quanto à descoberta do novo exame de câncer de mama, mas o departamento de informação científica da ONG britânica Cancer Research UK acredita que mais estudos precisam ser realizados.

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SOBRE O CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve nos seios quando um conjunto de células começa a se dividir de forma descontrolada. O diagnóstico da doença normalmente é realizado através da mamografia, ressonância magnética, ecografia e exame de imagem. Quando o tumor é encontrado, um tecido da mama é coletado e enviado para biópsia. Somente assim é possível saber qual tipo de tratamento iniciar.

Os principais fatores de risco do câncer de mama são: histórico familiar, idade, menstruação precoce, menopausa tardia, obesidade, colesterol alto e ausência de gravidez.

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Cientistas encontram ‘botão cerebral’ para curar jet lag

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Fuso horário (foto: BBC)Desoberta pode melhorar vida de pessoas que trabalham em turnos rotativos.

Uma pesquisa feita por cientistas japoneses dá um passo na direção da busca de um remédio que possa ajustar rapidamente o relógio biológico do corpo para evitar o jet lag e as dores do trabalho por turnos alternados.

A equipe de pesquisadores da Universidade de Kyoto descobriu o que seria uma espécie de “botão de religar” o relógio biológico dentro do cérebro

O estudo, publicado na na publicação científicaScience, mostrou que esse botão poderia ser usado para mudar o relógio biológico para um novo fuso horário em apenas um dia.

Especialistas disseram que os pesquisadores estão próximos a uma solução na busca para uma cura do jet lag.

Há relógios pelo corpo e um “relógio mestre” no cérebro, colocando o corpo em sintonia com o mundo ao redor dele para fazer as pessoas dormirem à noite.

Qualquer pessoa que tenha trabalhado em diferentes turnos ou voos de longa distância já experimentou ter o sono interrompido e padrões de fome de um corpo que está fora de sintonia com o nascer e o pôr do sol.

O relógio usa a luz como ajuda para manter a noção do tempo, mas ele é teimoso e só se ajusta lentamente.

A regra aproximada é que o corpo leva um dia inteiro para se acostumar com cada faixa de fuso horário que o viajante cruza. Isso significa que seria necessária, por exemplo, toda uma semana para que o corpo se adapte ao relógio após um voo de Londres para Pequim.

Solte-se

A equipe no Japão descobriu uma forma de tornar o “relógio mestre” de uma forma um pouco mais flexível.

Um grupo de 10 mil células cerebrais – que juntas são do tamanho de um grão de arroz – se falam constantemente para manter um estrito controle sobre o tempo.

Os cientistas descobriram que interferindo com os receptores do hormônio vasopressina, essencialmente uma espécie de “ouvido” das células do cérebro, que as permite ficar em contato com as vizinhas, deixam que o relógio mude rapidamente.

Ratos modificados geneticamente que não tinham receptores de vasopressina conseguiram ajustar seus relógios biológicos depois de uma diferença de oito horas no período de um dia – enquanto ratos normais demoraram seis dias.

Resultados semelhantes foram então obtidos por camundongos normais tratados com um remédio.

Notável

Os autores da pesquisa concluíram: “Estudos mostraram que jet lag crônico e turnos de trabalho rotativos podem aumentar o risco individual de desenvolver hipertensão, obesidade e outras desordens metabólicas”.

“Nossos resultados identificam a vasopressina, sinalizando como um possível alvo terapêutico para lidar com o desalinhamento do rítmo circadiano (relógio biológico)”.

Michal Hasting, um pesquisador de relógio biológico do Conselho de Pesquisa Médica, disse à BBC: “É um estudo notável, é realmente excitante para a nossa área”.

“Houve muitas falsas promessas para a cura do jet lag, mas creio que agora eles estão próximos de encontrar o tesouro”.

Porém ele alertou que os receptores de vasopressina também estão pesadamente envolvidos com a função renal. Então qualquer droga precisa ser cuidadosamente desenvolvida para atingir o relógio biológico sem prejudicar os rins.

Hastings disse ainda que com o desenvolvimento de uma sociedade com atividades 24 horas por dia, um remédio capaz de ajustar o relógio biológico pode, em teoria, melhorar a saúde de trabalhadores de turnos rotativos.

“A evidência epidemiológica que temos agora mostra que se um trabalhador passou sua vida fazendo turnos rotativos, tem maior risco de contrair certos tipos de câncer, doença cardiovascular ou síndromes metabólicas, como diabetes”, diz.

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Ministério da Saúde libera R$ 11,280 mi para programas de desnutrição infantil

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Municípios de São Paulo, Acre, Permanbuco, Roraima e Piauí foram contemplados

Agência Estado

 

Recursos são distribuídos de acordo com a avaliação das metas pactuadas para este anoGetty Images

O Ministério da Saúde liberou recursos da ordem de R$ 11,280 milhões para custeio aos municípios participantes da Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil. Segundo Portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20), os recursos são distribuídos de acordo com a avaliação das metas pactuadas para este ano.

Obesidade e nutrição inadequada pesam sobre economia, diz FAO

Foram contemplados municípios dos Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins

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Bactérias podem ser arma no combate à obesidade

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Obesidade | Foto: PAIntestino contém trilhões de bactérias que ajudam na digestão

Um estudo americano mostrou que bactérias que vivem em nosso aparelho digestivo podem contribuir para a redução de peso.

As bactérias estudadas fazem parte de um grupo de milhares de tipos de micróbios que afetam nossa saúde.

Uma experiência em laboratório revelou que camundongos engordavam ao receberem bactérias do aparelho digestivo de pessoas obesas.

O inverso também foi comprovado: ao receberem bactérias de pessoas magras, as cobaias engordaram menos.

A descoberta feita nos Estados Unidos foi divulgada na prestigiada revista especializada Science.

Gêmeos

Os pesquisadores da Escola de Medicina da Washington University in St. Louis, no Estado americano do Missouri, retiraram bactérias do aparelho digestivo de pessoas gêmeas com uma característica peculiar: um era gordo e outro era magro.

As cobaias que receberam a bactéria do gêmeo obeso ganharam peso e acumularam mais gordura do que aquelas que receberam a bactéria do gêmeo magro.

Os cientistas utilizaram apenas camundongos que foram criados em ambientes estéreis, garantindo a ausência de qualquer bactéria intestinal antes do estudo.

Fezes, fibra e gordura

Um desdobramento interessante ocorreu quando dois camundongos que receberam tipos diferentes de bactérias foram colocados no mesmo ambiente. Nesse caso, os dois permaneceram magros.

Como as cobaias comem as fezes umas das outras, os animais que receberam, no princípio, a bactéria do gêmeo obeso, acabaram adquirindo a bactéria do gêmeo magro por meio de suas fezes, o que os ajudou a permanecer saudáveis.

Isso ocorreu, porém, apenas quando os dois camundongos recebiam uma dieta com pouca gordura e muita fibra. Quando submetidos a uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, os dois ganharam peso.

O estudo encontrou diferenças no modo como os dois tipos de bactéria – a do gêmeo magro e a do gêmeo obeso – agiram ao digerir fibra e gordura.

“Nós não jantamos sozinhos, nós jantamos com trilhões de amigos – nós temos que considerar os micróbios que vivem em nosso intestino”

professor Jeffrey Godon, da Escola de Medicina da Universidade de Washington

De modo geral, as bactérias intestinais do gêmeo magro se saíram melhor ao digerir fibras, levando ao surgimento de ácidos graxos.

Isso significa uma produção maior de energia no processo, com substâncias químicas prevenindo o depósito de gordura adiposa e, ao mesmo tempo, aumentando a quantidade de energia gasta.

Entretanto, a dieta também foi importante para criar as condições ideais para que a bactéria do gêmeo magro pudesse se proliferar.

Por isso, cientistas acreditam que uma terapia de emagrecimento utilizando bactérias intestinais não funcionaria caso o paciente seguisse uma dieta rica em gordura.

Terapia em humanos

Um dos cientistas responsáveis pela pesquisa, Jeffrey Gordon, ressaltou a influência das bactérias do aparelho digestivo na dieta das pessoas.

“Nós não jantamos sozinhos, nós jantamos com trilhões de amigos – nós temos que considerar os micróbios que vivem em nosso intestino”, disse.

Apesar disso, especialistas não acreditam que o transplante de milhares de bactérias de pessoas magras venha a ser uma terapia de emagrecimento viável, devido ao risco de se transportar doenças no processo.

Seria mais provável o transplante de um grupo exato de bactérias que favoreçam o controle de peso – e o uso de alimentos que favoreçam sua proliferação no intestino.

Gordon afirma que o próximo passo seria o de “tentar determinar o quão generalizados são os efeitos destas bactérias e que alimentos podem favorecer suas atividades no organismo”.

Ele ainda ressalta que devemos “dar um passo à frente e passar a considerar os alimentos em face dos micróbios que vivem dentro do nosso intestino”.

Ao comentar a pesquisa, Julian Parkhill, do Welcome Trust Sanger Institute (um importante centro de estudo do genoma humano na Inglaterra), disse esperar um futuro em que a “prescrição” de bactérias para tratar a obesidade seja comum.

“Existe muito trabalho a ser feito, mas isto [o estudo nos EUA] é uma prova de que as bactérias podem controlar a obesidade em adultos”, afirma.

Ele ainda pondera: “Esta é um área muito promissora, mas precisamos ser cautelosos ao promover isso como uma cura para tudo”.

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