Indústria brasileira vai reduzir o sal de margarinas e temperos

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Com o acordo entre Ministério da Saúde e Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), a expectativa é de que 8.788 toneladas de sódio sejam retiradas do mercado até 2020

 

sal (Foto: SXC)(Foto: SXC)

O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) assinaram nesta terça-feira (28) um acordo para redução dos teores de sódio de temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A expectativa é de que, com a mudança nas formulações, 8.788 toneladas de sódio sejam retiradas do mercado até 2020.

A medida é considerada importante na prevenção de doenças associadas ao consumo excessivo do sal, como hipertensão e problemas cardiovasculares.

A mudança começa a ser colocada em prática no próximo ano. A redução mais significativa ocorrerá no setor de margarina vegetal. O compromisso é colocar no mercado, já a partir de 2013, o produto com 19% a menos de sódio. Pelo plano, em 2015, o teor máximo de sódio a cada 100 gramas será de 715 miligramas. Atualmente, é de 1.660 mg.

Os cereais terão uma redução de 7,5% no primeiro ano. O teor de sódio do produto, em 2015, deverá ser 15% menor do que o encontrado atualmente no mercado brasileiro. Os caldos líquidos terão uma redução de 3,5% ao ano. O tempero em pasta, de 3,5% ao ano até chegar a 6,5% em 2015. Para tempero de arroz, a meta é retirar 1,3% do sódio anualmente e os demais temperos, 4,3% ao ano.

Esta é a terceira fase do acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a ABIA. Nas fases anteriores, foi acertada a redução dos teores de sódio de macarrões instantâneos, bisnagas, pão de forma, pão francês, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batata frita, biscoitos e maionese.

A redução de sódio no consumo dos brasileiros, prevista pelos três acordos, chegará a 20 mil toneladas até 2020. “Com este novo acordo pretendemos oferecer um alimento mais saudável. O Brasil se antecipa às ações que a Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende recomendar em relação ao sódio”, afirmou Alexandre Padilha, ministro da saúde.

A OMS recomenda um consumo máximo de 5g de sódio por dia. O consumo diário do brasileiro é calculado em 12g por pessoa atualmente, segundo estudos oficiais. De acordo com o Ministério da Saúde, a redução do consumo de sódio aos níveis recomendados pela OMS pode diminuir em 15% o número de mortes no Brasil por acidentes vasculares cerebrais e em 10% as mortes provocadas por infarto.

A redução no consumo de sódio também pode diminuir o número de pessoas com hipertensão, que afetou 22,7% dos adultos em 2011, além de elevar em até quatro anos a expectativa de vida do brasileiro.

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