É possível que um exoesqueleto robótico faça um paraplégico andar?

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Usar máquinas para sair andando já não é mais coisa de ficção científica.

Cientistas desenvolveram uma espécie de exoesqueleto robótico que possibilita que deficientes físicos realizem movimentos básicos, como o caminhar.

A ideia de desenvolver um aparelho que recriasse os movimentos dos seres humanos não é nova, porém havia diversos impedimentos que eram contrários à efetivação desse projeto.

Altos custos, necessidade de muita eletricidade, excesso de volume, inflexibilidade, foram alguns dos empecilhos para criação de pernas que sustentassem o tronco humano e, ainda, realizassem movimentos. Porém, fisioterapeutas e engenheiros da empresa EKSO Bionics criaram um aparelho que funciona como um exoesqueleto robótico.

Fisioterapeutas do Centro Médico Monte Sinai, em Manhattan, foram os responsáveis por um dos testes do produto, realizado em Robert Woo, um arquiteto que foi atingido por sete toneladas de metal que caíram em seu trailer.

Woo foi equipado com o dispositivo de exoesqueleto, preparou-se com ajuda de muletas e então se levantou e saiu andando. “Meus filhos me chamam de Homem de Ferro. Eles dizem: ‘Papai, você pode voar também?”, disse Woo.

O aparelho, chamado também de Ekso, funciona quando o usuário aciona um botão que coloca em movimento, aproximadamente, 22 quilos de alumínio e titânio. Segundo informações do site Slate.com a empresa já vendeu cerca de 30 aparelhos para hospitais e clínicas de dez países e pretende colocar o produto no mercado já no próximo ano.

Outras experiências têm sido feitas e uma delas foi através de Claire Lomas, uma mulher paraplégica que, utilizando um dispositivo semelhante, criado por Israel Tecnologias, foi capaz de andar a Maratona de Londres.
A empresa Lockheed, por exemplo, está trabalhando em um aparelho chamado de HULC – (Human Universal Load Carrier) que, ao contrário do EKSO, não terá acionamento do caminhar por botões.Outras empresas também estão se dedicando no desenvolvimento de produtos semelhantes através da tecnologia licenciada pela Ekso. A tendência, portanto é a criação de aparelhos cada vez mais leves, que utilizem menos energia, e que sejam ainda mais flexíveis.

HULC será criado com a adaptação de aceleradores e sensores de pressão que tornam o exoesqueleto um sistema de direção hidráulica para as pernas. Essa evolução da tecnologia possibilitará que o aparelho leia as intenções do usuário e realize os movimentos com maior leveza.

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