Jogos que fazem sucesso em consoles e PC ganham versões para tablets e celulares

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Foi-se o tempo em que celular era o lugar para o “jogo da cobrinha”. Os dispositivos móveis agora recebem títulos que fizeram fama no PC e na atual geração de videogames, com gráficos sofisticados e enredo e desafios próprios.

Dá para jogar “Dead Space”, da EA, “Resident Evil”, da Capcom, “Batman: Arkham City”, da Warner, “Rage”, da id Software, e “Final Fantasy”, da Square Enix.

As grandes desenvolvedoras têm razão em dedicar mais atenção às plataformas móveis. A consultoria NPD estima que, nos EUA, títulos para celulares e tablets têm 22% do mercado de games, contra 23% daqueles criados para consoles e PC.

A empresa de pesquisas Juniper Research calcula que, até 2014, jogos para tablets gerarão receita de US$ 3,1 bilhões. Em 2011, esse número foi de US$ 491 milhões.

Os dados levam em conta jogos casuais, como “Angry Birds”, mas a participação dos games importados dos consoles é importante em termos de receita. Esses têm média de preço maior, de US$ 7.

Os lançamentos de games famosos para smartphones e tablets, como “Mass Effect”, não são meros “ports”, termo em inglês para definir versões fiéis em outra plataforma.

As produtoras estão aproveitando para criar enredos exclusivos para as dispositivos móveis, que ajudam a contar a trama original, desenrolada nos consoles.

Um dos primeiros exemplos disso foi “Dead Space”, lançado em 2011 e ainda considerado um dos melhores para tablets. A versão móvel faz uma ponte entre os dois primeiros títulos da série de terror, disponíveis para Xbox, PlayStation 3 e PC.

Para os fãs descobrirem como os monstros (“necromorphs”) invadiram a base espacial em Titã, uma das luas de Saturno, é preciso jogar a versão para dispositivos móveis.

Segundo Catalina Lou, diretora sênior de plataformas móveis para América Latina da EA, os fãs dos games da empresas querem novas tramas para smartphones, em vez de simples réplicas dos títulos dos consoles. “Nosso objetivo principal é levar a melhor experiência possível do título, ajustando a jogabilidade”, afirma a executiva.

“Levamos em conta as diferentes circunstâncias em que os jogos serão jogados”, diz, lembrando que o processamento gráfico de celulares e tablets ainda não é equiparável ao de um console.

Além disso, para fazer jogos para dispositivos móveis, é preciso contornar outra deficiência: pouco espaço de armazenamento. Os títulos adaptados são mais curtos, com um número menor de fases, o que permite que os arquivos sejam enxutos.

A versão móvel de Batman (“Arkham City Lockdown”) tem quase 1 Gbyte; no PC, o jogo pesa 17 Gbytes.

Folha.com

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