Falta de peixe e consumo de bebidas diets podem prejudicar a gestação e o bebê

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Cuidados na alimentação devem ser frequentes, principalmente em gestantes.

Os produtos “lights” e a falta de peixes precisam ser evitados, segundo pesquisas desenvolvidas por pesquisadores dinamarqueses. A alimentação saudável com peixes no cardápio e a ausência de adoçantes artificiais, refrigerantes diets e produtos lights, pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia na mãe e asma no recém-nascido.

Este foi um dos resultados da pesquisa apresentados em um seminário em Copenhague, realizado pelo State Serum Institute, responsável por pesquisas na área de saúde na Dinamarca e organizado pelo Centro para Programação Fetal. A pesquisa foi publicada recentemente na revista PlosOne.

“Nós temos monitorado os hábitos alimentares de 50.000 mulheres grávidas”, disse o professor Thorhallur Halldorsson. “Aquelas que nunca ou raramente comiam peixe nos primeiros três meses de gravidez, tiveram o dobro de chances de desenvolver pré-eclâmpsia comparado com aquelas que comiam peixe regularmente durante a gravidez precoce”.

Gestantes foram convidadas a preencher questionários da dieta que levavam durante os três primeiros meses de gravidez. Observando também outros fatores do estilo de vida das mulheres, cientistas encontraram uma forte ligação entre uma dieta pobre em peixes e o risco de pré-eclâmpsia, que é caracterizada por aumentar a pressão arterial, criar edema (inchaço) e a perda de proteína pela urina.

O dobro das mulheres que responderam os questionários e disseram que nunca comeram peixe teve pré-eclâmpsia, comparando com aquelas que comeram peixe em pratos quentes ou sanduíches, pelo menos uma vez por semana.

Nós não sabemos se é o óleo de peixe ou os altos teores de vitamina D que reduz o risco de pré-eclâmpsia. Isso é algo que nós vamos observar em estudos futuros“, disse Halldorsson. Os pesquisadores suspeitam fortemente que é a vitamina D seja a grande responsável pelo efeito benéfico sobre os processos inflamatórios no corpo feminino.

Pesquisas anteriores indicam que a vitamina D, tem um papel importante na gravidez. Mulheres que vivem na região nórdica e engravidam no outono, têm o risco aumentado de desenvolver pré-eclâmpsia. Isso acontece porque as mulheres não recebem luz solar suficiente para promover a absorção de cálcio, explica Halldorsson.

Em outro estudo dinamarquês ficou claro que os refrigerantes “light” ou “diet” possuem efeito negativo sobre o desenvolvimento do feto no útero da mãe. Se uma mulher grávida bebe refrigerantes diet frequentemente, o risco de o bebê ter asma quando tiver sete anos de idade é aumentada em 30%.
O estudo demonstrou também que bebês com 18 meses de idade têm um risco 23% maior de serem diagnosticados com asma se sua mãe bebeu muita bebida light ou diet durante a gravidez.Foram analisadas amostras de sangue e os questionários de 60 mil mulheres grávidas dinamarquesas. Uma das perguntas do questionário era sobre o consumo de refrigerantes.

Em 2011, outra pesquisa desenvolvida pelo Centro para Programação Fetal, na Dinamarca, relacionou a ingestão de ômega-3 na redução do risco de doenças cardiovasculares. O ômega-3, é um ácido graxo presente principalmente nos peixes de águas frias como atum, salmão e sardinha, bacalhau e arenque.

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