Google lança aplicativo de mapas para iPhone; programa já é o mais baixado da App Store

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O Google lançou nesta quinta-feira (13) seu aplicativo gratuito de mapas para o iPhone, que inclui navegação GPS curva a curva com orientação por voz. O programa já é o mais baixado na App Store, loja virtual de aplicativos da Apple.

O app chega quase três meses depois de a Apple ter substituído os mapas de seu sistema iOS, fornecidos pelo Google desde o lançamento do iPhone, em 2007, por uma solução própria, que tem sido alvo de críticas de usuários por causa de erros de informação e imagens distorcidas.

O deslize da Apple dá ao Google a oportunidade de voltar a coletar informações valiosas dos milhões de usuários de iOS.

Além de contar com dados mais completos e precisos do que os da Apple, o novo Google Maps para iPhone oferece como vantagem rotas de transporte público –no programa da Apple, é preciso recorrer a aplicativos de terceiros para obter informações sobre metrô e ônibus.

O Street View (vista da rua), que permite fazer passeios virtuais em cidades por meio de fotografias panorâmicas, também está presente no novo app para iPhone.

Novo Google Maps para iPhone

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Navegação GPS curva a curva em San Francisco

É a primeira vez que o Google fornece navegação GPS curva a curva com orientação por voz no iOS. Disponível desde 2009 no Android, sistema móvel do Google, o recurso nunca foi implementado no iOS no período em que o Google forneceu mapas para a Apple.

Enquanto o Google Maps para Android evoluía rapidamente, a versão para iOS ficou praticamente estagnada entre 2007 e 2012.

O aplicativo de mapas da Apple oferece navegação GPS curva a curva, mas não no Brasil –o Google disponibiliza o recurso no país.

Assim como no Android, usuários que fizerem login com sua conta do Google no novo app para iPhone poderão consultar seu histórico de buscas feitas tanto em dispositivos móveis quanto em computadores tradicionais.

Nesta primeira versão, não estarão disponíveis algumas funções presentes no aplicativo para Android, como acesso off-line, rotas de bicicleta e mapas internos de estabelecimentos.

Segundo o diretor do Google Maps para dispositivos móveis, Daniel Graf, porém, o novo app para iPhone contempla mais de 90% dos tipos de uso mais comuns observados pelo Google.

“Não há decisão estratégica de deixar recursos de fora do iPhone em prol do Android. Nosso objetivo é oferecer a melhor experiência em todas as principais plataformas”, diz Graf, que demonstrou o novo aplicativo para a Folha.

“Nós focamos os principais tipos de uso porque queríamos lançar o app o mais rápido possível, obviamente. Acho que acertamos em cheio nisso, mas é claro que, ao longo do tempo, vamos acrescentar recursos.”

NOVA INTERFACE

Em alguns aspectos, o novo aplicativo para iPhone é mais simples e eficiente que a versão para Android.

Quase toda a navegação é feita por meio de “swipes” –ato de deslizar o dedo na tela sensível ao toque.

Para navegar entre resultados de uma busca (restaurantes italianos no Rio de Janeiro, por exemplo), basta deslizar o dedo de um lado para o outro.

Segundo Graf, o aplicativo para Android será atualizado no futuro com uma interface semelhante à do novo app para iPhone.

“Com o iPhone, tivemos a oportunidade de começar do zero, e foi o que fizemos. Acreditamos ter melhorado bastante em relação ao que tínhamos no passado. No futuro, pretendemos ter experiências similares [no iOS e no Android].”

Assim como ocorre com praticamente todos os aplicativos para iPhone, é possível instalar o novo Google Maps no iPad, mas a interface ainda não foi otimizada para o tablet da Apple.

“A maioria das buscas em mapas é feita em smartphones”, justifica Graf. “Por enquanto, o foco é o iPhone.”

Para relatar um erro de informação em um mapa, basta chacoalhar o celular. Uma captura da tela é enviada automaticamente ao Google.

Desenvolvedores de iOS poderão acrescentar em seus apps a opção de abrir links de mapas no Google Maps em vez de no aplicativo de mapas da Apple, como ocorre hoje com o Chrome no iOS –alguns programas permitem que links da web sejam abertos no navegador do Google em vez de no browser padrão dos aparelhos da Apple, o Safari.

O Latitude, serviço do Google que permite ver a localização de seus amigos em tempo real em um mapa, continuará sendo oferecido como aplicativo separado na App Store, mas isso pode mudar. “Nós vamos ver o que faremos no futuro”, diz Graf.

Um dos motivos que levaram a Apple a não renovar o contrato de mapas com o Google é que a gigante das buscas teria insistido em incluir o Latitude no app, segundo o “AllThingsD”.

MAPAS DA APPLE

A decisão da Apple de criar um aplicativo próprio de mapas para substituir o programa do Google, lançado na versão 6 do iOS, em setembro deste ano, foi uma das consequências do embate cada vez mais acirrado entre as duas empresas no mercado de smartphones e tablets.

Os mapas do iOS resultaram na pior crise da Apple desde a morte do cofundador Steve Jobs, em outubro de 2011.

A empresa chegou a publicar uma carta aberta pedindo desculpas e recomendando apps de concorrentes.

O fiasco dos mapas da Apple foi o estopim da demissão, em outubro deste ano, do executivo então responsável pelo iOS, Scott Forstall, que se negou a assinar a carta.

O documento acabou saindo em nome do excecutivo-chefe da empresa, Tim Cook.

Falhas dos mapas do iOS 6

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The Amazing iOS6 Maps/Reprodução

Nesta imagem, quase todos topos de arranha-céus são apontados como postos de gasolina pelo aplicativo
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